Julho 28, 2019

Coworking: movimento contrário ao individualismo

Coworking: movimento contrário ao individualismo
FOTO: PEXELS

Estamos vivendo uma época de paradoxos. Por um lado, as pessoas estão cada vez mais mergulhadas em seus smartphones, a ponto de sair com os amigos ou reunir-se com a família e ficar cada qual interagindo apenas com o seu aparelho de celular, como se não houvesse ninguém ao seu lado. A gente vê isso em todo o lugar, o tempo todo.

Por outro lado, porém, nunca se falou tanto em compartilhamento. De tudo. Pessoas que nunca se viram antes estão compartilhando local de trabalho, mesa de restaurante, veículos para transporte... Dias atrás assisti a uma palestra num lugar muito interessante, e que chegou com tudo a Florianópolis neste último ano: um grande espaço de coworking.

Em mesas amplas, com todos os recursos de escritório, pessoas que nem se conhecem e não necessariamente trabalham para a mesma empresa - ou são autônomas, empreendedoras ou profissionais liberais - sentam-se lado a lado para trabalhar, seja por algumas horas, dias, semanas. O tempo que for necessário.

Para muitos profissionais já não há mais a necessidade de ter um escritório próprio, nos moldes tradicionais. Com seus laptops a tiracolo, qualquer lugar do mundo vira local de trabalho. Muita gente também não gosta de "home office", porque não quer se sentir isolada do mundo. Além disso, o escritório compartilhado possibilita bons contatos, pessoais e profissionais.

É uma tendência que está crescendo muito, no Brasil e no mundo. Há alguns anos uma conhecida padaria de Florianópolis colocou uma mesa de lanche enorme no meio do salão, para que os clientes compartilhassem o espaço. Nos primeiros dias, a maioria estranhou. Hoje, é uma prática comum e saudável, pois num mundo cada vez mais individualista é ótimo ver movimentos no sentido contrário.

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Viviane Bevilacqua

Viviane Bevilacqua

Trinta anos de jornalismo diário e predileção por temas ligados ao comportamento humano. Crônicas que falam sobre as relações familiares, educação, saúde e o cotidiano de todos nós, sempre de forma leve e direta, como se fosse um bate-papo entre a jornalista e o leitor.

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