Fevereiro 23, 2021

Cresce número de mulheres em cargos de liderança na Europa e no Brasil

Cresce número de mulheres em cargos de liderança na Europa e no Brasil
Reprodução

Países europeus costumam ser considerados avançados em questões de gênero, quando comparados com o resto do mundo. Mas mesmo neles, apesar de progressos recentes, ainda há muito a ser feito. De acordo com a mais nova edição do Índice de Diversidade de Gênero (IDG), elaborado pela Kantar, apenas 10% das 668 maiores empresas do continente com ações em Bolsa têm lideranças com equilíbrio de gênero. 

O índice mede a participação feminina em diferentes níveis de governança, em companhias de diferentes indústrias, em 18 países. O objetivo é promover boas práticas de gestão e reconhecer os esforços e avanços das companhias que promovem a igualdade de gênero.

Ainda que o percentual de empresas com participação equilibrada de homens e mulheres em cargos de gestão seja baixo, o estudo da Kantar indica que avanços importantes vêm sendo feitos. Entre 2012 e 2020, por exemplo, o percentual de mulheres em posição de liderança, como executivas ou fora do meio corporativo, dobrou de 10% para 20%.

Há, contudo, diferenças significativas entre os países estudados. Enquanto o percentual de mulheres em cargos de liderança chega a 25% em países como Irlanda, Suécia, Noruega e no Reino Unido, não passa dos 13% na Itália, na República Tcheca e na Alemanha.

A representatividade das mulheres em cargos de direção, de certa forma, se reflete sobre a forma como as companhias tratam a pauta da diversidade em sua comunicação e também na forma como são percebidas. De acordo com a pesquisa #WhatWomenWant? (o que as mulheres querem?), da Kantar, companhias de indústrias como a da moda e da beleza são vistas como promotoras da igualdade de gêneros por mais de 60% dos entrevistados. Já as indústrias de automóveis e de cerveja são avaliadas da mesma forma por não mais de 45%. 

 

Cenário brasileiro

No Brasil, os números são diferentes, mas os avanços e desafios são semelhantes. O país foi avaliado em 2019 em outro estudo da Kantar, o índice Reykjavik, que mede o quão confortável a sociedade se sente com mulheres e homens em posições de liderança. 

Em uma escala que vai de zero a 100, o Brasil alcançou os 66 pontos. O resultado foi considerado relativamente elevado, na comparação com países do G7, o grupo de economias mais desenvolvidas do mundo. Canadá e França, os primeiros colocados, fizeram 77 pontos, enquanto Itália, Alemanha e Japão, os últimos, tiveram 68, 69 e 70, respectivamente. Entre os países avaliados, Rússia (53) e China (48) foram os piores.

Um dos principais achados do levantamento foi o de que 52% das pessoas no Brasil se sentiriam muito confortáveis em ter uma mulher como chefe de governo. O índice, porém, cai no mundo corporativo. Segundo o estudo da Kantar, apenas 41% se sentiriam muito confortáveis em ter uma mulher como CEO de uma grande empresa.

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Redação Making Of

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