19.3 C
fpolis
19.5 C
fpolis
sexta-feira, 27 maio, 2022

Daniela prega união no primeiro discurso

Últimas notícias
Daniela prega união no primeiro discurso
MAURICIO VIEIRA/SECOM

A governadora em exercício Daniela Reinehr (sem partido) não pretende qualquer enfrentamento com a Assembleia e manteve os dois secretários-deputados, Altair Silva (Agricultura), do PP; e Luiz Fernando Vampiro (Educação), do MDB, sem fazer qualquer questionamento, além de pregar a união dos catarinenses em torno das ações do governo.

O apelo vai muito além das medidas de combate ao avanço da Covid-19, sugere uma trégua em um momento em que o Estado enfrenta ameaças na saúde e na economia na guerra não declarada dos que defendem o lockdown e os que pedem garantias aos empreendedores e a manutenção de postos de trabalho.

Talvez por isso o nome da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) foi tão citado por Daniela, uma espécie de garantia aos dois lados, primeiro de que vida será prioridade sem qualquer dano à atividade econômica, em nome de uma política de imunização aliada à conscientização dos moradores do Estado.

A governadora em exercício mudou o discurso que se espalha nas redes sociais e, mesmo que por semântica, trocou o rótulo de tratamento precoce da Covid-19 por tratamento e atendimento imediato, já nos primeiros sinais de sintomas da doença.

 

Boa resposta

Perguntada durante a coletiva sobre a necessidade de trabalhar para garantir mais um voto no Tribunal Especial de Julgamento para assumir a titularidade do governo do Estado, Daniela Reinehr saiu-se muito bem: “Não preciso de volto porque não estou no processo!”

Aliás, ainda sobre a Assembleia, a governadora em exercício ainda procura um líder na casa legislativa para a sua interinidade.  

 

Não termina

Reforma no Centro Administrativo do governo do Estado, na SC-401, já se arrasta por mais de dois anos e parece que não tem previsão para ser concluída.

É o que se deduz da declaração da governadora em exercício, determinada a despachar do gabinete minúsculo que lhe sobrou, porque a da vice-governadora ainda está em obras.  

 

RODOLFO ESPÍNOLA/AGÊNCIA AL

GRAVE DENÚNCIA

Em pronunciamento na Assembleia, o deputado Valdir Cobalchini, líder do MDB, denunciou que “milícias digitais” estão em campo para persegui-lo em função do voto que deu no Tribunal Especial de Julgamento. Cobalchini, que lembrou que foi vice-presidente da CPI dos Respiradores e relator da Comissão Especial que levou a plenário a proposta de admissibilidade do impeachment contra Moisés a plenário, justificou a mudança do voto. Os fatos supervenientes – o parecer da Polícia Federal que fundamenta o pedido de arquivamento pela Procuradoria Geral da República do inquérito contra Moisés no Superior Tribunal de Justiça, o pedido de arquivamento do inquérito civil contra Moisés pelo Ministério Público Estadual e as conclusões do TCE que isentam o governador, ora afastado – foram os motivos alegados pelo parlamentar. O pessoal joga pesado para pressionar pela mudança do voto, enquanto há desembargadores que não gostaram de saber das articulações de Gelson Merisio que teriam influenciado os colegas no Tribunal Especial.

 

Equipe

A governadora em exercício anunciou um secretariado sem grandes estrelas da política e com a recuperação do ex-deputado Leodegar Tiscosky, engenheiro por formação, que seria uma indicação do deputado Laércio Schuster (PSB), responsável pela chegada de Daniela à interinidade, mas com aquele insuspeito apoio do ex-deputado Gelson Merisio, para a Infraestrutura e Mobilidade.

Mas o que promete polêmicas entre os mais radicais de extrema direita são as opiniões do boa praça Gerson Schwerdt, procurador de carreira do Estado e novo chefe da Casa Civil, dono de bom papo, que tem se posicionado muito forte nas redes sociais contra ícones do conservadorismo.

 

Lista

Entre os mais exaltados aliados de Daniela já circulam os prints dos comentários feitos por Gerson Schwerdt contra Olavo de Carvalho, o ministro Paulo Guedes (Economia), Rodrigo Constantino, general Augusto Heleno, o recém-defenestrado ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e a deputada Carla Zambelli (musa do bolsonarismo).

Também não são poupados jornalistas de direita como Luís Ernesto Lacombe ou propostas como a do tratamento precoce contra a Covid-19 e a resistência para o fechamento de comércio e outras atividades pelo governador afastado Carlos Moisés, com forte apoio às ações do Ministério Público pelo lockdown. Tal enxurrada de declarações já estaria sendo encaminhada aos deputados bolsonaristas na Assembleia, que não costumam aliviar.

 

Um capítulo à parte

A deputada Carmen Zanotto, que resolveu deixar a Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 no Congresso, para estacionar na Rua Esteves Júnior, em Florianópolis, deve receber um toque para conversar antes com o governador afastado Carlos Moisés para evitar o que ocorreu com alguns nomes que acabaram fritados na primeira interinidade de Daniela, ano passado.

À época, um dos motivos para gente do calibre de Henry Quaresma, da Fiesc, assumir uma secretaria, era a suposta garantia de Moisés para continuar no posto, algo que não se confirmou.

 

Claro como água

O movimento de Carmen chegar ao governo Daniela é o de criar um novo ambiente no combate ao avanço da Covid-19 como se tudo que o médico André Motta Ribeiro realizou tenha sido equivocado, o que, de longe, não é verdade.

O mentor da operação é o senador Jorginho Mello (PL), naquele processo de ajuda aos bolsonaristas catarinenses, jogada por demais arriscada e que não leva em consideração o inevitável desgaste da parlamentar em nome do jogo de antecipação do palanque eleitoral de 2022.

 

Certeza

Pelo trabalho que desenvolve, o secretário Paulo Eli (Fazenda) é a figura mais sólida da administração estadual.

Porém, como disse Daniela, outras mudanças virão, a saber como será, por exemplo, o futuro do ex-prefeito Luciano Buligon (PSL), na Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, da base da governadora em exercício.

 

Histórico

Chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica optaram por ficar ao lado do ex-ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e desembarcaram do governo Bolsonaro, gesto entendido do ponto de vista hierárquico, disciplinar e constitucional, dogmas na formação dos oficiais das mais alta patente das três forças.

Estranho é o fato se dar à véspera da data que marca a revolução para alguns, golpe para outros, o 31 de março, que levou os militares ao poder em 1964, o que sugere um simbolismo e tanto para o presidente da República e seus seguidores.    

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
Mais notícias para você
Últimas notícias

Colombo enfrenta adversários dentro do PSD

Pelo menos três personalidades do cenário eleitoral catarinense, pré-candidatos assumidos, já receberam sinalizações do deputado Julio Garcia e de...
.td-module-meta-info { font-family: 'Open Sans','Open Sans Regular',sans-serif; font-size: 14px !important; margin-bottom: 7px; line-height: 1; min-height: 17px; } .td-post-author-name { font-size: 14px !important; font-weight: 700; display: inline-block; position: relative; top: 2px; }