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quinta-feira, 26 maio, 2022

Daniela quer desprender as amarras

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Daniela quer desprender as amarras
RICARDO WOLFFENBÜTTEL / SECOM

A governadora interina Daniela Reinehr não fez uma mera substituição de peças, mas sim atacou diretamente o núcleo mais próximo de Carlos Moisés da Silva ao trocar o titular da Administração, de onde havia saído Jorge Eduardo Tasca e agora assume Ana Cristina Blasi, e da poderosa pasta da Fazenda, tocada com austeridade e competência por Paulo Eli e repassada ao também auditor estadual Rogério Macanhão.

Tasca (que já havia sido substituído por Luiz Antônio Dacol) e Eli são as garantias do estilo de administração de Moisés e se tornaram obstáculos para Daniela, que exagerou no discurso ao afirmar que fazia as mudanças para “recuperar a credibilidade do governo”, que também é dela, ou ao entrar em uma polêmica injustificada, iniciada em 2018, antes de entrar no governo sobre uma interpretação da Secretaria do Tesouro Nacional, de que o Estado extrapola os gastos com Saúde e Educação.

O pior do cenário não está na legitimidade que Daniela, como interina, tem em promover alterações na equipe para imprimir seu estilo, e sim na postura, já que Paulo Eli, que tem o trabalho reconhecido dentro e fora da esfera pública, soube da demissão por uma entrevista, no mínimo um descaso, já que a intenção era clara no sentido da saída.

O que Daniela não quer são olhos e ouvidos de Moisés por perto, ainda mais agora que ignorou a informação de que R$ 12 milhões da compra dos respiradores foram recuperados e nomeou três procuradores para intensificar a busca pelos R$ 33 milhões pagos antecipadamente por 200 aparelhos junto à Veigamed, que estariam no exterior, fato que gerou o impeachment. Chegamos à fase do enfrentamento explícito.

 

Não demorou

O cenário em que Daniela faz o movimento de substituições não é dos mais favoráveis, coincidindo com o posicionamento do Conselho das Federações Empresariais do Estado (Cofem), que reúne gigantes como Fiesc, Fecomércio, Facisc, FCDL, Fetrancesc, Faesc e Fampesc, que pede celeridade no julgamento do processo de impeachment de Carlos Moisés.

A cereja deste bolo é a recomendação dos empresários de que, por prudência, não sejam feitas “alterações relevantes na estrutura do governo”, quase que uma frase premonitória e que se choca com a posição da governadora interina de que ouviu a sociedade para processar as mudanças no secretariado.

 

Tribunal Especial

Há quem sustente que as mexidas promovidas por Daniela possam ter reflexos entre os deputados estaduais no julgamento do processo de impeachment, só esquecem de acentuar que podem ser negativos.

Com a entrada de Alexandre Waltrick (ex-Fatma) na Defesa Civil, conseguiu trazer mais uma pessoa ligada ao governo anterior de Raimundo Colombo (PSD), com ramificações entre atuais novos aliados, que hoje agem nas sombras, e desagradou o deputado emedebista Jerry Comper, que indicara o advogado David Christian Busarello, que sequer chegou a esquentar a cadeira.

 

Por falar

É difícil encontrar hoje, fora da administração de Daniela, quem não queira rapidez, a tal celeridade no julgamento do impeachment de Moisés.

Uns porque têm certeza de que o governador não retorna e outros porque acreditam que este é o momento para a virada, inclusive com anunciadas tendências de trocas de votos, entre os deputados e magistrados, o que tornaria mais impreciso o resultado.

 

Consequências

Será na Assembleia que o movimento de Daniela ganhará contornos de crise ou redenção.

Nada é tão fácil para agradar os parlamentares, que conhecem quem está fazendo o jogo pesado nos bastidores, tanto no Legislativo quanto no Judiciário.

 

Carreira

Daniela Reinehr é advogada por formação e trouxe três novos colegas de profissão para o governo.

Eles se juntam aos secretários-deputados Altair Silva (Agricultura) e Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (Educação), além, é claro, do procurador-geral do Estado, Luiz Brião.

 

DIVULGAÇÃO

A TURMA DOS DOIS PATINHOS NA LAGOA

Em meio à comemoração da chegada do 35º prefeito no partido, Sidnei José Willinghofer, o Sidi, de Flor do Sertão, no Oeste, os deputados do PL na Assembleia reuniram com o senador Jorginho Mello para traçar cenários para 2022. Não que o atual em ebulição e com Carlos Moisés e Daniela Reinehr seja menos interessante, porém, antes dos desdobramentos, o negócio para Ivan Naatz, Marcius Machado, Maurício Eskudlark, Nilso Berlanda e Sargento Lima (que participou do encontrou via videoconferência) é chegar com musculatura no ano que vem, que tem um final inspirador para os liberais. Como se dizia nas primeiras campanhas para marcar o nome do que já PL, depois PR, e voltou à nomenclatura original, esta é a sigla dos dois patinhos na lagoa, que pretende ser cisne no ano que vem.

 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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