Novembro 23, 2020

Darci tropeça nos ataques

Darci tropeça nos ataques

A dianteira aberta de 64,9% dos votos válidos por Adriano Silva contra os 35,1% de Darci de Matos explica, em parte, a quantidade de ataques que o candidato do Novo tem recebido do postulante do PSD.

Darci comete o mesmo erro de muitos, entre eles Angela Amin (PP), que, na eleição da Capital, apostou no desgaste de Gean Loureiro (DEM) com uma enxurrada de denúncias, algo reprovável pelo eleitor, que vê, irremediavelmente, desespero por parte de quem está atrás na disputa.

Pesquisa não vence eleição, há a necessária confirmação das urnas, mas quando o Instituto Paraná crava tal diferença em levantamento realizado entre sexta e domingos passados, estabelece um desafio maior à candidatura do pessedista que tenta, pela terceira vez, chegar à prefeitura.

O levantamento foi contratado pela NSC Comunicação, foram entrevistados 640 eleitores, entre os dias 20 e 22 de novembro, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, e registrada no TSE sob o número SC-03734/2020.

 

Sequência

Antes do debate na NDTV, sábado (21) à noite, Darci já havia reunido um arsenal contra Adriano: vociferou contra vídeos espalhados nas redes sociais, onde uma edição seria responsável por fragilizar o deputado federal em relação aos gastos de seu gabinete na Câmara, e a visita do governador Romeu Zema, de Minas Gerais, que veio de avião comercial a Joinville, mas a equipe de segurança e de apoio em uma aeronave da Polícia Militar mineira.

O objetivo de Darci é mostrar que o Novo, que prega a mudança no estilo de administrar a coisa pública, derrapa em seus conceitos, tanto que Darci afirma que irá apresentar o pedido de cassação do colega Gilson Marques (Novo), de onde teriam sido rastreados os envios do vídeo.

 

Tem coisa certa

Mesmo que cada vez mais pareça com Gelson Merisio (então no PSD) no segundo turno ao governo contra Carlos Moisés, em 2018, o experiente contra a novidade, Darci não deixa de ter razão em um ponto.

Governador ou outra liderança de outro Estado que vem buscar voto em seara alheia é a coisa mais velha e ultrapassada, pois nada acrescenta ao candidato local, mesmo porque transferência de votos não é algo simples de se conseguir, ainda mais partindo de um discreto Zema.  

 

Na linha de frente

Para criticar o avião estacionado no Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, as hostes de Darci escalaram o vereador e candidato a vice na chapa, Rodrigo Fachini.

No estilo repórter investigativo, sem que a situação fosse escondida, muito pelo contrário, Fachini foi ao aeródromo para mostrar, em vídeo, a aeronave ao fundo, caracterizada com as insígnias do governo de Minas Gerais, enquanto era mostrada a foto de Zema na passagem pelas ruas da cidade ao lado de Adriano.

 

REPRODUÇÃO/NDTV

COMO SE FOSSE UM ESPELHO

As diferenças entre Mário Hildebrandt (Podemos) e João Paulo Kleinübing (DEM) são muitos sutís. Os dois têm uma visão de administração pública bastante parecida, algo afinado pelo sentido ideológico. Não fosse uma ou outra rusga, conceitual ou histórica, e a experiência que separa o ex-vereador e atual prefeito do ex-prefeito (por duas vezes), deputado estadual e federal, o eleitor de Blumenau, na sua maioria, fez a opção por um padrão político e de comportamento. O extra do debate na NDTV foi mesmo o episódio da queda de pressão de Hildebrandt. O prefeito chegou a ser internado no Hospital Santa Isabel, liberado no domingo e deve ficar mais um dia sem fazer campanha.  

  

Melhor calar-se

A elegância e altivez com que o candidato João Paulo Kleinübing (DEM) tratou o mal-estar do concorrente Mário Hildebrandt (Podemos) não teve eco nas declarações do vice na chapa do ex-prefeito, Ronaldo Baumgarten Júnior (PSD), que, em áudios vazados, chegou a chamar de “grande farsa” e de uma “jogada de marketing” o fato ocorrido no sábado (21) à noite, durante o debate na NDTV.

Baumgarten só atrapalhou Kleinübing, até porque não tem provas do que disse, tampouco confirmações médicas sobre o episódio. Perdeu a chance de ficar calado.

 

Em números

Instituto Paraná Pesquisas também fez um levantamento em Blumenau, igualmemte contratado pela NSC Comunicação, e, em votos válidos, assegura larga vantagem a Hildebrandt.

O atual prefeito tem 70,6% contra 29,4% de Kleinübing. Foram 640 entrevistados, entre 20 e 22 deste mês, com quatro pontos percentuais de margem de erro e registro sob o número SC-01947/2020, no TSE.

 

Em definição

Duas definições importantes sobre o julgamento definitivo do primeiro pedido de impeachment do governador Carlos Moisés da Silva: como será o credenciamento de profissionais que acompanharão os trabalhos, já que a Assembleia tem acesso restrito neste momento, e como será definido o rito antes da votação.

As dúvidas serão dirimidas pelo presidente do Tribunal Especial de Julgamento, desembargador Ricardo Roesler., mas já s e sabe que os jornalistas e radialistas serão credenciados previamente.

Tags:
roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
  • Youtube

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!