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sexta-feira, 20 maio, 2022

Dário critica as prévias do MDB

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Dário critica as prévias do MDB
DIVULGAÇÃO/MDB

Poucas horas antes do presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, anunciar que, no próximo dia 23 de agosto, o partido definirá a nova data das prévias, o senador Dário Berger, um dos três pré-candidatos ao governo, descarregava pesadas críticas ao processo.

Dário disputa com Maldaner e com o prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul, a indicação, um exagero se considerado que o partido deverá pôr o time em campo a um ano e dois meses das eleições, um fechamento de portas com eventuais e virtuais aliados.

Para Dário, em vez de optar pela experiência de alguém que foi vereador, duas vezes prefeito de São José e duas vezes de Florianópolis – o terceiro e o segundo maior colégio eleitoral do Estado – e agora senador, o MDB promove um discurso interno intenso que o leva a raciocinar de que está a falar para dentro e isso “não leva a nada”.

Na conclusão sobre a busca pela prévia, Dário lembra que já disputou a indicação no partido e perdeu para Eduardo Pinho Moreira no passado, depois assistiu ao início da derrocada emedebista, que ficou com Raimundo Colombo (PSD), a quem considera um bom governador, no melhor momento da sigla e fracassou em 2018.

 

Governo, Senado ou nada

Dário admite que quer ser candidato a governador só com unidade dentro do partido, pois pondera que “de nada adianta ir para uma disputa e ter inimigos” ao se referir ao que pode originar uma indicação com a contrariedade de Celso e Lunelli e os seguidores de ambos.

O senador encerra o mandato de oito anos no início de 2023 e reafirma que, sem dissimulação ou prepotência, pode concorrer ao governo, ao Senado ou a nada, dependendo do que der na prévia, mas analisa o cenário e os demais candidatos para uma eventual reeleição sem ignorar a pretensão de “pendurar as chuteiras”.

 

Apoios

O pré-candidato considera que tem participado da vida do partido, uma das críticas que o seguem dentro do MDB, mesmo porque conseguiu apoios de peso que o diferem dos outros postulantes.

Na lista de Dário estão os ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Eduardo Pinho Moreira, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça, além dos ex-deputados federais Edinho Bez e Mauro Mariani.

A tese de Dário contra as prévias encontra guarida na bancada estadual e entre muitos prefeitos, por outros motivos é bem verdade, a maioria preocupada em um corte de verbas do governo de Carlos Moisés da Silva.     

 

E agora?

O que ficou evidente no encontro do PSD catarinense, com a presença do presidente nacional Gilberto Kassab, é uma divisão entre os que querem a candidatura própria ao governo e os que admitem até ficar em segundo plano em uma chapa, embora o discurso mais forte foi o embate entre o projeto do partido com o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e os que mantêm o apoio a Jair Bolsonaro (sem partido).

No âmbito estadual, há uma divisão flagrante entre o que pensa o ex-governador Raimundo Colombo e o prefeito João Rodrigues, de Chapecó, que não fica só na animosidade das palavras, mas no conceito, que passa ao largo dos outros interessados; o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes e a ex-prefeita de São José Adeliana Dal Pont, que entrou na disputa pela indicação ao governo.

No mais, todos os demais candidatos ao governo de outras legendas parecem, no atual momento, contar com o PSD como aliado, sem que o partido debata abertamente esta hipótese, por ora sonho de Carlos Moisés (sem partido), Gean Loureiro (DEM), Jorginho Mello (PL) e o Podemos, que, recentemente, lançou o prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, pré-candidato, e sem esquecer, é óbvio, de MDB, PSDB e PP.

 

ROBERTO AZEVEDO

A VEZ DELAS!

Reunião do PSD em Florianópolis foi comandada pela deputada estadual Marlene Fengler, vice-presidente da sigla, porque o titular, deputado estadual Milton Hobus, estava em viagem particular. No discurso, a ex-prefeita Adeliana Dal Pont deu um toque na condição de representar a maioria do eleitorado catarinense, que é composto por mulheres. Adeliana firmou a posição: não quer ficar longe da majoritária. Criou um problema bom para os pessedistas.

 

Namoro

O deputado federal Hélio Costa, ainda no Republicanos, marcou presença na visita de Gilberto Kassab a Florianópolis e foi saudado com entusiamos pelo presidente nacional do PSD.

Hélio deve se decidir em direção da sigla, mas também é cobiçado pelo Podemos.

 

O voto impresso

Para alguns um retrocesso, para outros uma necessidade para evitar fraudes, debater o voto impresso é mais um passo atrás para tentar desacreditar a votação eletrônica no país e a Justiça Eleitoral.

As manifestações verificadas em todo o país, no domingo (1º), expõem a estratégia do presidente Jair Bolsonaro, idêntica a do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que preferiu levantar dúvidas sobre o processo ao se ver ameaçado na pretensão de reeleição.

Bolsonaro ainda tem muita lenha para queimar, deveria se concentrar em ver os adversários meio perdidos, ora por uma candidatura mais progressista, ora debatendo a terceira via, mas beira o absurdo ver gente que foi eleita muitas e muitas vezes na urna eletrônica, o presidente da República inclusive – uma vez vereador, sete vezes deputados federal -, questionar a forma de como chegaram ao poder.  

 

Não é de hoje

O que Bolsonaro chama de eleições auditáveis e democráticas com o voto impresso e ameaça com a não realização do pleito, caso sua efetivação não ocorra, algo muito grave, não é uma prerrogativa do atual presidente ou um movimento da direita.  

Leonel Brizola (PDT), em 1º de outubro de 2000, prestes a perder uma disputa à prefeitura do Rio de Janeiro, depois de ter sido governador por duas vezes do estado fluminense e uma vez do Rio Grande do Sul pelo voto de papel, soltou o verbo contra a votação eletrônica.

Mesmo caminho de um então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em junho de 2002, ano em que venceria pela primeira vez, quando questionava a “infalibilidade” do processo da urna eletrônica.

Antes que alguém interprete como uma ilação entre esquerda e direita, os fatores históricos se igualam: todos temiam o resultado, precisavam pôr a culpa no processo e não na capacidade de angariar votos.

 

REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

NO PALANQUE COM BOLSONARO

O senador Jorginho Mello (PL), pré-candidato ao governo, subiu no palanque pró-voto impresso em Joinville, maior colégio eleitoral catarinense, um território a ser conquistado. Jorginho, ao lado do deputado estadual Sargento Lima (PL) e do deputado federal Coronel Armando (PSL), entre outros, ainda recebeu uma videochamada de Jair Bolsonaro. O ato é ouro para quem pretende fazer uma campanha atrelada ao presidente, no Estado em que Bolsonaro goza da maior popularidade densidade eleitoral do país. Jorginho já tinha passado por Blumenau, em uma das regiões mais bolsonaristas de Santa Catarina, o Vale do Itajaí, ao lado do ministro Marcelo Queiroga (Saúde), na sexta (30). Outro que surfou nas manifestações foi o deputado estadual Kennedy Nunes, presidente estadual do PTB e pré-candidato ao Senado, que representou o movimento conservador cristão no ato em Florianópolis e declarou: “Não pode ser um escrutínio feito em quatro paredes escondido. Ninguém tem esse direito. O voto tem que ser impresso e com escrutínio público”.


 

 

 

Contrassenso

Ao mesmo tempo em que há um clamor popular contra o Fundo Eleitoral, em com toda razão, que não deve ter um valor de R$ 6 bilhões, não se deixa claro ao contribuinte quanto custará o voto impresso a mais em pleitos que superam os R$ 3 bilhões.

Esta conta já foi feita e acrescentaria R$ 2,5 bilhões às eleições do ano que vem ao Tribunal Superior Eeleitoral, mais do que o valor do Fundão em 2018. 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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