Outubro 12, 2021
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Definição em SC virá com os presidenciáveis

Definição em SC virá com os presidenciáveis

O próximo encontro do governador Carlos Moisés com um presidente nacional de partido será com o deputado federal Marcos Pereira, de São Paulo, que comanda o Republicanos.

Sem filiação à vista, a intenção de Moisés, depois de uma conversa com a presidente nacional do Podemos Renata Abreu, é abrir diálogo com vários partidos, embora o norte esteja na escolha de uma sigla só em março do ano que vem.

Não é uma situação isolada, pois além de eventos estaduais, como a prévia do MDB, marcada para 15 de fevereiro próximo, a dependência de outras pré-candidaturas em torno de Jair Bolsonaro, que precisará resolver o destino partidário, todos os fatos empurram para uma repetição do que houve em outras eleições em Santa Catarina, a dependência da nacionalização do pleito.

 

Movimento questionado

A tentativa de tratativa de Moisés com o Podemos nacional não agradou nem o partido que virou alvo nem aliados do governador.

O erro foi não conversar com os líderes locais antes de seguir para Brasília, mesmo que, aparentemente, o pragmatismo interesse à presidente Renata Abreu, preocupada em fazer deputados federais, para ter mais acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV, tarefa mais fácil quando se tem um nome ao governo ligado ao número do partido.

Na avaliação mediana, Moisés foi usado na operação Podemos, aconselhado, entre outros, pela deputada estadual Paulinha da Silva, ex-líder do governo, que precisa de uma sigla para concorrer, depois de expulsa do PDT, e teria sugerido um pacote que incluiria o Cidadania.

 

É cristalino

Moisés precisa de uma sigla forte, não de uma legenda em que a executiva nacional pode, a qualquer momento, intervir no partido no Estado, como o Republicanos, à mercê dos interesses da igreja Universal e de Bolsonaro, o que torna a filiação arriscada.

Há de se contar que Gean Loureiro (DEM ou União Brasil) conta com o vice Topázio Silveira, filiado ao Republicanos, para manter o compromisso por eventual candidatura ao governo do Estado, ou seja, Marcos Pereira preferirá ficar a administração de uma prefeitura de Capital a partir para o rompimento.

As disputas internas, brandas ou mais aguda, como no MDB entre Antídio Lunell, Celso Maldaner e Dário Berger, ou a do PSD com a indefinição em torno dos nomes de Raimundo Colombo, Napoleão Bernardes, João Rodrigues e até Adeliana Dal Pont, devem significar, ao lado do quadro igualmente indefinido entre os tucanos Clésio Salvaro e Gelson Merisio, uma oportunidade e o não descarte de uma composição maior, quem sabe a reedição do que já se chamou tríplice aliança.

 

Bolsonaro dependência

O senador Jorginho Mello, fervoroso devoto de Nossa Senhora Aparecida, deve ter feito muitas orações no feriado no sentido que seja “homologado” o candidato apoiado por Jair Bolsonaro no Estado no ano que vem.

Tem monitorado a possibilidade do presidente voltar a se filiar no PP, o que empurraria o senador Esperidião Amin a concorrer em Santa Catarina ou ainda a provável construção que levará a fusão entre PSL e DEM a apoiar a candidatura à reeleição ao Planalto, uma inevitável divisão do bife com Gean, que não interessa ao presidente do PL, em busca de aliados para o projeto ao governo.   

 

De olho

Não espere algo diferente do que uma grande debandada de deputados estaduais e federais na janela de março do ano que vem, quando se justifica legalmente a troca de partido sem a perda do mandato.

Siglas como o PSL e PSB perderão cadeiras para PTB, PL e Podemos.

 

Nem lá

Pensar em uma união da esquerda é tão improvável no país quanto em Santa Catarina.

Décio Lima (PT) precisa garantir o palanque de Lula ou de quem mais vier a disputar a Presidência, enquanto Fernando Coruja Agustini (PDT) está escalado, desde já, a ser o escudeiro de Ciro Gomes na corrida ao Planalto.

 

Na batalha

Tal qual a batalha em torno da PEC 37, em 2013, quando se pretendia tirar o poder de investigação do MP e passá-lo unicamente à Polícia Judiciária (polícias Civil e Federal) e acabou derrubada no Congresso por pressão, nova mobilização de promotores e procuradores de Justiça e da República alerta sobre prejuízos para “a defesa da sociedade e ao combate à corrupção e ao crime caso a PEC nº 5 seja aprovada”.

A emenda prevê mudanças na composição do Conselho Nacional do Ministério Público, com maior interferência política e cria riscos de atuações da instituição, em todos os níveis, sejam reformadas, sem que isso se dê por decisão do Judiciário.

Ministério Público de Santa Catarina e a Associação Catarinense do Ministério Público ocorrerá nesta quarta (13), a partir das 10h, com transmissão pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=6wlh9IpFmLM.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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