Janeiro 12, 2022

Deputada não sabia do leilão

Deputada não sabia do leilão
AGÊNCIA CÂMARA

Presidente estadual do Cidadania, partido que tem dificuldade para compor uma chapa à Câmara com viabilidade, a exemplo de outras siglas, a deputada federal Carmen Zanotto dá risada ao ouvir que virou objeto de uma espécie de leilão, patrocinado por dois pré-candidatos ao governo: o senador Jorginho Mello (PL) e Gean Loureiro (União Brasil).

O relato de que Carmen virou moeda de troca por ambos parece inverossímil, mas chegou à coluna via integrantes de outros partidos, instados pela dupla quando o assunto eram nomes com relevância para compor a chapa proporcional, ou seja, para fechar acordos, Jorginho e Gean usam o nome da deputada.

Carmen confirma que conversou com Gean, que a visitou no escritório em Lages, uma conversa cordial, segundo relato da parlamentar, e também com Jorginho, no mesmo tom, e lembra que o senador a ajudou na eleição municipal de 2020, quando concorreu à prefeitura.

Enfermeira por formação, a deputada federal está no segundo mandato, foi secretária Estadual da Saúde por duas vezes e é uma das referências do Congresso na área de saúde.

A parlamentar reconhece a dificuldade do Cidadania em ter nominata significativa para 2022, sabe que o destino do partido é integrar uma federação para ganhar musculatura e afirma que a direção nacional já decidiu que não estará nem com Luiz Inácio Lula da Silva nem com Jair Bolsonaro, os extremos da próxima campanha, tampouco estabeleceu eventuais parceiros preferenciais.

 

Avaliação

Se Gean e Jorginho são obrigados a usar o mesmo nome, do qual não têm aval para tanto, para angariar o apoio de outros partidos, o sinal claro é o de que andam em situação delicada.

A antecipação do palanque eleitoral, patrocinada por Jair Bolsonaro, produzirá cada vez mais este quadro, correria para tentar fechar qualquer aliança, o problema é entregar o que se põe à mesa.

Melhor era perguntar para Carmen Zanotto, no mínimo.

 

Para ser terceira via, Moro ataca

Não há outro caminho para o ex-juiz federal e ministro (Justiça e Segurança Pública) Sérgio Moro, pré-candidato à Presidência pelo Podemos, senão atacar o ex-presidente Lula (PT) e o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista concedida à rádio CBN Diário e ao Diário Catarinense, de Florianópolis, na terça (11), Moro reclamou do que foi o carro-chefe do petista para ter aprovadas medidas no Congresso, o Mensalão, assim como disparou contra Bolsonaro pelas emendas do chamado Orçamento Secreto, isso ao responder sobre de que maneira se daria a relação junto a deputados federais senadores.

Mas o pré-candidato do Podemos está muito mais agudo quando regionaliza os temas, como ao citar “grandes quadros” de seu partido, os prefeitos Mário Hildebrandt (Blumenau) e Fabrício Oliveira (Balneário Camboriú), e sentenciar que Santa Catarina “não merece ser chamada de terra de Bolsonaro”, ao comentar os mais de 70% de votos do presidente no Estado, em 2018.

 

Uma herança

De fato, Moro e Bolsonaro brigarão pela herança do combate à corrupção que tem Lula ao centro, mas saibam que este discurso é do ex-juiz-federal, que, mesmo cometendo erros que levaram à revisão das sentenças, agiu.   

Na semana passada, Moro foi hostilizado ao chegar no Aeroporto Castro Pinto, de João Pessoa, na Paraíba, e disse que não passava de um grupo diminuto: “uma ou duas pessoas que provavelmente foram pagas”.

O pré-candidato do Podemos adianta que já tem um plano: acabar com o instituto da reeleição e com foro privilegiado.

 

Fecam

O advogado da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Jorge Lacerda da Rosa, informou à coluna que, nesta terça (11), foi publicado o edital e convocação para a eleição dos novos conselhos Executivo e Fiscal da entidade.

A Assembleia Geral está marcada para o dia 31 deste mês e, de acordo com o estatuto da Fecam, as chapas são confirmadas até seis dias antes da eleição.

Os prefeitos Clézio Fortunato, de São do Itaperiú, e Jorge Koch, de Orleans, ambos do MDB, já apresentaram os nomes, mas ainda não oficializaram a intenção, o que só poderá ser feito após a publicação do edital. 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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