Novembro 21, 2020

Janelas CASACOR - descendo e subindo a Serra

Janelas CASACOR - descendo e subindo a Serra
Fotos Fernando Willadino

O arquiteto Michael Zanghelini estampa suas ideias, projeções e inspirações sobre o morar, principalmente em tempos de pandemia, no projeto Janelas CASACOR / Santa Catarina, em cartaz virtualmente pelo site janelascasacor.com ou até 8 de dezembro no Continente Shopping.

 

Nascido em Lages, na região serrana do Estado, e único expositor da Grande Floripa, Michael criou um cubo revestido de madeira, chamado Casa Freijó, como uma representatividade de um espaço para desacelerar.

 

E recheou de memórias afetivas e muita arte, principalmente de mulheres catarinenses - por lá repousam obras do quilate de Eli Heil e Vera Sabino, assim como Jana Garcia e Patricia Vieira.

 

Atento aos detalhes de conforto trazido pelos revestimentos, o arquiteto, hoje com atuação não só em sua terra natal, mas em Floripa, Balneário Camboriú e Itapema, fala nesta entrevista sobre o projeto atual, o impacto da CASACOR em sua carreira e como será a casa pós-pandemia.

 

 

A madeira está muito presente em seu ambiente no Janelas CASACOR, Casa Freijó, como este elemento surgiu e tomou conta do seu processo criativo?


Nada mais original em 2020 do que voltar para casa. A madeira foi o primeiro material do projeto a ser definido por uma série de memórias que remetem diretamente a um lar.

Por ser a forma mais primária de residências, essa sensação é comum a todos que a observarem, é universal por ser acessível. 

 


Como a arquitetura pode ajudar neste processo de desaceleração que tanto precisamos em determinados momentos?

Acho que a arquitetura pode transformar o ritmo e a frequência de qualquer pessoa. As sensações e percepções têm influência direta do uso e aplicação dos materiais através das texturas, do toque, da luz...  

 


Sua Casa Freijó tem alguns nomes reconhecidos da arte catarinense e também objetos de família. Como foram essas escolhas?

Escolhi objetos que de alguma forma contam uma história de atenção com as pessoas, com quem habita o espaço. São obras que representam afeto e carinho, cada uma a sua maneira.

 


Você tem atuação em cidades distintas, como Lages e Balneário Camboriú, por exemplo. Nos projetos, há diferenças notáveis nas escolhas dos clientes?

A principal diferença que noto atendendo nessas cidades é a percepção de distância.

"Ir ali" tem um significado bem diferente em cada uma dessas cidades. Isso acaba refletindo em muitos aspectos do trabalho e na forma de relação com o cliente. 

 


Qual é o impacto da participação na CASACOR na sua carreira?

A CASACOR é como uma validação do trabalho, uma chancela. Você consegue expor de maneira bem ampla suas linguagens de projeto, suas intenções.

É muito positivo pois um público bem grande acaba tendo acesso a todas essas informações.

 


Como você visualiza o futuro da nossa casa depois da pandemia?

Casas para morar que refletem a personalidade real do usuário.

Hoje não dá mais para ter uma casa igual da revista, porque agora se está dentro de casa muito mais tempo. E nem sempre a casa da revista atende às necessidades específicas ou os gostos e afinidades do cliente. 

 


Pela janela:

O que você não fica sem: internet

Mania: estar sempre correndo

O que mais admira: comprometimento

O que abomina: preconceito

Um lugar no mundo: minha casa, sexta à noite

Uma saudade: família reunida.

Um Hobby: arte 

Uma bebida: vinho branco 

Uma comida: lasanha

Palavra: fé

Uma frase: no fim tudo vai dar certo (sempre dá) 

Um ídolo: as mulheres da minha família

Melhor viagem: para casa

Na pandemia... eu trabalhei muito

Sonho: equilíbrio, em todos os aspectos!

 

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social entretenimento Floripa Florianópolis gente festas eventos agenda
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Yula Jorge

Yula Jorge
Jornalista graduada pela UFSC. Antes disso estudou e viveu quatro anos entre o Canadá e os Estados Unidos e quando retornou a sua terra natal, Goiânia, graduou-se pela PUC em Secretariado Bilíngue. 
Logo mudou-se para Florianópolis, ingressou na Universidade Federal, e da ilha não saiu mais. Atua como colunista desde 2012, assinou uma coluna diária no jornal Notícias do Dia por alguns anos, e, paralelamente, foi repórter da RICTV Record e Record News. Traz todos os dias o que rola de especial em Floripa: sobre quem acontece, empreende, se engaja em causas legais. O que inaugura, as festas bombásticas, as melhores casas, restaurantes, os shows, as ações bacanas e o voluntariado.

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