Novembro 20, 2021

Detector de mentiras já!

Detector de mentiras já!
Crédito: Pixabay

Mentir para o mercado e aos olhos dos investidores é dar um tiro na credibilidade do país. Os investidores estão bem informados, tem assessores competentes e a verdade está a um clique de distância, mesmo assim Jair Bolsonaro (sem partido), no cargo e função de presidente do Brasil, mais uma vez mentiu diante de investidores, autoridades e câmeras do mundo inteiro. Não foi uma mentira qualquer, nem em um lugar qualquer. Na realidade foram mentiras escrachadas e em sequência. No discurso oficial na abertura do Invest in Brazil Forum (evento com investidores), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente disse que os ataques sofridos pelo Brasil sobre o desmatamento na Amazônia “não são justos”, disse ainda que “Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo”, e para completar , ao convidar os presentes para uma visita a Floresta Amazônica afirmou que “mais de 90% daquela área está preservada. Está exatamente igual de quando foi descoberto no ano de 1500”.

 

Sim,  a Floresta Amazônica é úmida, não pega fogo por si só, para pegar fogo é necessário a intervenção humana e um ato criminoso para que isso aconteça: a queimada. Pesquisa do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostra que o fogo afetou 95% das espécies do bioma Amazônia nos últimos 20 anos e que apenas esse ano foram 70.600 focos. Em junho foram registrados 2.305 focos de incêndio/queimada (o maior número para o mês desde 2007) e em outubro foram desmatados 877 quilômetros quadrados , a pior marca na série histórica do Inpe. Além disso, a área de alertas de desmatamento na Amazônia Legal também bateu recorde mensal em cinco meses neste ano. Estes números por si só desnudam a terceira mentira: a Floresta Amazônica está sendo atacada, incendiada, desmatada com a permissividade do Governo Bolsonaro e muito longe das condições que apresentava na época do descobrimento do Brasil.

 

A credibilidade no país está em xeque com essas e com outras mentiras inconsequentes do Presidente, ao que parece um mitômano compulsivo desde que chegou na vida pública nacional. Usou na mentira para se eleger e usa a mentira para manter o apoio de uma base alienada e continuar no cargo. Se os Governos anteriores declararam a era da tornozeleira eletrônica, o atual, vai ter que implantar, além da tornozeleira, o detector de mentiras nos discursos oficiais e nos pronunciamentos públicos. Se isso já tivesse sido feito muitas mortes teriam sido evitadas inclusive durante a pandemia.

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Janine Alves

Janine Alves

Graduada em Economia e doutora em Gestão do Conhecimento, faz parte do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Conhecimento, Aprendizagem e Memória Organizacional (Interdisciplinary research group on knowledge, learning and organizational memory), núcleo de excelência em pesquisa científica e tecnológica, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC/UFSC). Trabalhou como: professora da UFSC e Univali, colunista de economia do Grupo RIC Record (Jornal Notícias do Dia e Ric Record TV) e analista de economia na RBS - TV/ NSC - Diário Catarinense, Consultora de Economia Internacional para a CIP Cosultores – Espanha, Diretora do Escritório do Governo da Galicia/Espanha no Brasil, Diretora de Integração Internacional e Consultora de Economia do Governo de Santa Catarina (Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Assuntos Internacionais), etc.

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