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sábado, 28 maio, 2022

Diálogo é a palavra-chave para combater a tensão entre Planalto e STF

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Diálogo é a palavra-chave para combater a tensão entre Planalto e STF
REPRODUÇÃO/TV BRASIL

A simples avaliação de que os governadores dos estados e do Distrito Federal resolveram agir porque sabem onde os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, em manifestações que podem fugir ao controle nas ruas, dia 7 de setembro, devem chegar, ignora o maior prejuízo que uma ruptura entre os poderes causaria à federação.

Incluir o tema crise institucional em uma reunião que previamente estava agendada e cujo tema mais palpitante era a Reforma Tributária em tramitação no Congresso foi essencial para o momento conturbado que vive a nação.

O desafio dos governadores, entre eles Carlos Moisés, um dos 25 presentes dos 27 chefes de Executivo – 24 de estados e mais o do DF – será levar a termo o necessário diálogo, de longe a questão mais crucial para que uma rusga termine.

A dúvida ainda está em acreditar na disposição do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Luiz Fux, que comanda o STF, em abrir um canal promissor de conversações, o que transforma as participações dos presidentes do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG, a caminho do PSD), e da Câmara, Arthur Lira (PP-PE), em importantes interlocutores para tirar o país de uma situação delicada, que superou a abertura de uma nova frente para mobilizar apoiadores.

 

Reação

Cobrado porque não assinou um documento proposto na reunião entre os governadores, Carlos Moisés reagiu e emitiu uma nota, em que resume que os grandes temas devem ser tratados presencialmente, “olho no olho”, como assinala. Eterno alvo dos conservadores bolsonaristas, Moisés vive as realidade de estar alinhado com algumas pautas do presidente, que lhe garantiu a vitória em 2018. Leia na íntegra:

 

Desdobramentos

Os ânimos devem ficar ainda mais exaltados quando não avançar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, solicitado por Bolsonaro, tampouco exista qualquer chance de que outra representação, contra o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, dê em algo.

Há uma infinidade de ameaças nas redes sociais, contra a integridade dos ministro do STF e de parlamentares no Congresso, prova de que a estratégia de Bolsonaro mobilizou seus seguidores e apoiadores, sem que isso, necessariamente, indique a adesão de outros grupos mais moderados.

 

Uso eleitoral

Muitos deputados alinhados com Bolsonaro se valeram das duas listas de partidos que emitiram notas em apoio ao Poder Judiciário, à independência dos magistrados e a favor da autonomia dos poderes na democracia para antecipar o palanque, se isso é considerado possível diante da atual conjuntura, justamente para marcar eventuais antagonistas.

Uma das notas torpedeadas, assinadas por DEM, MDB e PSDB, dois deles integrantes do Centrão, segmento que dá apoio ao presidente da República, indica que os bolsonaristas não calcularam que coligações e composições serão necessárias na campanha do ano que vem.

A miopia política leva, inevitavelmente, a três erros fatais: à escolha antecipada do adversário, à soberba da autossuficiência política e ao isolamento perigoso quando os cenários indicam um pleito com dois turnos.  

 

Romaria

Começou a peregrinação já antecipada pela coluna ao governador Carlos Moisés, que está mais do que nunca no páreo para a reeleição.

A primeira leva foi a do PSD, com a visita de dois deputados federais, quatro estaduais e 39 dos 41 prefeitos, sem registros no primeiro momento, mas, de fato, com potencial para pôr a pulga atrás da orelha do ex-governador Raimundo Colombo, do ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes, da ex-prefeita de São José Adeliana Dal Pont e do prefeito de Chapecó.

 

Realidade

Os pessedistas estão na administração de Moisés, mas considerar este contingente apenas em um contexto de encontro institucional é menosprezar o impacto do que isso representa em termos de composição para 2022.

Depois desse movimento e com a decisão do MDB em transferir a prévia para 2022, decisão mais do que acertada, o que já foi considerado delírio, a recriação da tríplice aliança ou algo correlato, cria força.

Resta a saber que papel terão PSDB ou PP nesta eventual articulação, sem esquecer que Moisés está sem partido.

 

Convite

Os discursos mais forte pela transferência do prévia emedebista para 15 de fevereiro do ano que vem foram do ex-governador Eduardo Pinho Moreira e do presidente da Assembleia, deputado Mauro De Nadal, que, ao lado da bancada estadual, teve papel preponderante para a mudança de data e, quem, sabe, de rumos.

No almoço da bancada, nesta terça (24), o líder Valdir Cobalchini ligou para o prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul, e o convidou para participar do próximo encontro, na semana que vem, gesto interpretado como uma demonstração de apreço e integração à representação estadual.

 

ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO

ARAS A UM PASSO DA RECONDUÇÃO

Nem o desconforto de ser acusado de governista ou a instabilidade entre alguns setores do Ministério Público Federal foram suficientes para tirar a calma de Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para prosseguir à frente da Procuradoria Geral da República, durante a sabatina na CCJ do senado. Foram 21 votos a favor e seis contrários ao relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM), favorável à recondução de Aras. Quando respondeu sobre temas polêmicos, Aras declarou que se manifestou a favor da obrigatoriedade das vacinas, pela constitucionalidade do inquérito das fake news, pela instauração de investigação dos atos antidemocráticos e pela permanência de diplomatas venezuelanos no Brasil. E completou: “Fui contra a privatização total dos serviços postais e a favor da inconstitucionalidade da jornada de 12 horas por 36 mediante acordo. Este PGR discordou em 30% dos pedidos de liminares oriundos do governo federal e em 80% das suas manifestações em matéria de covid e teve 80% de suas manifestações acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal”. Na foto, Aras, que precisa pelo menos 41 votos entre os 81 parlamentares em plenário, comemora, cumprimentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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