Milagre de última rodada
O Flamengo já tinha colocado a faixa de campeão no meio da semana e o Palmeiras tratou de carimbar o vice, mas emoção de verdade estava lá embaixo da tabela e com um roteiro digno de Hollywood vermelho e branco. O Internacional, campeão de tudo que se possa imaginar no passado, chegou à última rodada na boca do precipício. E quem aparece? Ele mesmo: Abel Braga, o maior milagreiro vivo do Beira-Rio. Foram duas partidas, dois pulos no desespero e um vinho caro prometido para brindar a permanência. O Colorado venceu o Bragantino, o Ceará tropeçou, o Fortaleza tropeçou… e Vitão até atravessou o campo de joelhos. Se isso não é futebol brasileiro, nada mais será.

A elite perde o Nordeste
Fortaleza e Ceará caíram juntos e não deu nem para culpar o VAR. Soma-se o Sport e vira uma debandada nordestina que preocupa. Três grandes torcidas fora da Série A significam menos diversidade, menos rivalidades regionais e uma Série B 2026 que parece reunião de condomínio brigando para subir. Quem quer acesso vai ter que torcer bem as meias de compressão, pois será dureza.
Em outro planeta

É assim que vivem Flamengo e Palmeiras. Enquanto uns lutam para sobreviver, a dupla da vez no topo do Brasil segue em seu universo paralelo: elencos fortes, gestão profissional, futebol competitivo. Quando o campeonato virou novela nas últimas rodadas, eles já estavam de pantufas e taça na estante. Isso explica muita coisa sobre o abismo que segue crescendo por aqui.
Abel para sempre
O Inter que abra esse senhor e nunca mais largue. Ele não treina um time, ele salva almas. “Vou tomar um vinho bem caro”, disse. E o torcedor? Esse tomou tudo que tinha em casa durante o jogo para aguentar o tranco…
Em busca de rumo
O Avaí está como aquele carro bonito, mas sem gasolina e com boleto atrasado: ninguém sai do lugar. O modelo associativo bateu no teto. A nova gestão precisa decidir rápido, abrir espaço para novos investidores ou continuar vendo o clube encolher. Os investidores estão batendo à porta, mas até agora ninguém abriu. Se continuar rachado politicamente, o Leão da Ilha não passa nem da soleira.
Waguinho tem um plano

Enquanto isso, no Estreito, o Figueirense retoma os trabalhos com moral de campeão da Copa SC e com reforços que chegam para disputar vaga, não para fazer média. Jorginho, experiente, canhoto de respeito… esse é daqueles que muda jogo. A ideia de Waguinho é simples: jogar com alma até o juiz mandar parar. E quem não correr, nem passa no portão do Orlando Scarpelli.
Das vaias ao paraíso?

No Avaí a lua de mel de Alef Manga, após um ano parado por suspensão, durou menos que férias escolares. Na Ressacada, passou apagado. Agora, desce para Belém e cai nos braços de Renato Gaúcho, que adora um jogador que se acha incompreendido. Mar azul para poucos, mar paraense pode virar redenção.
Cenário estadual animado
Rubinho, presidente da FCF, fez um balanço positivo em entrevista à Jovem Pan News, no Debate da Pan. Chapecoense voltando para a Série A, Barra subindo para a Série C e estádios com gramados novinhos. Catarinense começa dia 7 de janeiro com nova fórmula. Hora de caprichar: se a bola rolar redonda, o espetáculo vem.









