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domingo, 22 maio, 2022

Doria não teme rebelião tucana em SC

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Doria não teme rebelião tucana em SC
DIVULGAÇÃO

O governador de São Paulo João Doria Júnior afirma não temer que os candidatos a deputado estadual e federal do PSDB catarinense optem por apoiar Jair Bolsonaro, em 2022, visto o tamanho do apoio que o presidente da República tem em Santa Catarina.

Doria, um dos quatro pré-candidatos à Presidência na prévia do tucanato dia 21 de novembro próximo, ao lado do gaúcho Eduardo Leite, do senador Tasso Jereissati (Ceará) e do ex-prefeito de Manaus (AM), Artur Virgílio, prefere o olhar para a frente e ressaltar que o PSDB terá candidato ao Palácio do Planalto, sem descartar até mesmo uma chapa pura ao lado do governador do Rio Grande do Sul, por exemplo.

Na linha de frente, Doria não poupa palavras para dizer que, antes de ser uma terceira via será a “melhor via”, um candidato com chances, entre o ex-presidente Lula (PT) e Bolsonaro (sem partido), que personificam, de acordo com ele, o “horror’ e o “terror”, respectivamente.

Na linha de raciocínio do governador de São Paulo, as eleições do ano que vem serão as mais “sujas e hostis”, com dois candidatos extremistas a repetir o cenário de fake News de 2018, para qual Doria vaticina de que “não será uma campanha para principiantes”, dando uma basta na figura da novidade, do outsider, como a figura central no desejo do eleitor.

 

Posição em aberto

Saudado por boa parte da cúpula tucana e da maioria dos influentes da sigla no Estado, Doria não recebeu o apoio formal do PSDB catarinense à prévia presidencial, fato que, horas antes da chegada ao Estado, também no sábado (14), havia sido oficializado pelo partido no Paraná.

No palanque armado no CentroSul, o prefeito Clésio Salvaro (Criciúma) e o ex-deputado Gelson Merisio, dois prováveis pré-candidatos ao governo pela legenda, dividiram espaço, lado a lado, sinal de que as tratativas ficam para depois.

ROBERTO AZEVEDO

 

O fiel escudeiro de Doria, o catarinense Vinícius Lummertz, secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, acompanhou a agenda no Estado, prova de que também coloca seu nome à disposição do partido no Estado.

 

Prefeitos

O prefeito Rogério Pacheco, de Concórdia, vice-presidente estadual do PSDB, comandou o encontro para Doria, porque a presidente Geovania de Sá estava à espera da chegada de um neto, tanto que gravou um vídeo para justificar o não comparecimento.

Entre os prefeitos estavam Clenilton Pereira (Araquari, presidente da Fecam) e o ex-prefeito de Rio Negrinho, Julio César Ronconi, e o ex-vice de Florianópolis, João Batista Nunes.   

 

“João Vacina”

O mote de ser o líder no processo de vacinação no país conta pontos para Doria, que recebeu pedidos de novas doses da Butanvac, vindos do prefeito Rafael Greca (PSD), de Curitiba, e do governador Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.

ASSESSORIA DE JOÃO DORIA/DIVULGAÇÃO

No almoço com o governador Carlos Moisés, antes do evento no CentroSul, o assunto vacina também entrou na pauta, mas a questão sobre 2022 ficou aberta, tanto no âmbito nacional quanto no estadual, onde, por ora, os projetos são diversos, embora haja quem sonhe com a reedição da tríplice aliança em Santa Catarina.  

 

Dever de ofício

O PTB catarinense, presidido pelo deputado estadual Kennedy Nunes, emitiu nota de repúdio contra a prisão do presidente nacional Roberto Jefferson, que considera “uma invasão na esfera privada e um atentado à liberdade de expressão em nossa defesa de Deus, da Pátria, da família e da liberdade. Uma verdadeira quebra da ordem pública”.

Jefferson foi preso por incitar atos contra a democracia, as denominadas milícias digitais, contra o STF e a CPI da Pandemia, no Senado, e teve negado um pedido de habeas corpus.

 

Defender quem?

Hoje aclamado pelos conservadores como um defensor do presidente Jair Bolsonaro, com fotos em que porta Armas e pelos posts em que prega ataques a parlamentares e ministros do Supremo, Roberto Jefferson sempre esteve junto a quem está no poder e poderia ser caracterizado com um grande “pé frio” mal-intencionado.

O petebista integrou a tropa de choque do então presidente Fernando Collor, junto com o hoje senador Renan Calheiros (MDB-AL) – relator da CPI contra a qual Jefferson se insurge e pede cabeças -, porém não evitou o impeachment do inquilino do Palácio do Planalto, acusado de corrupção.

Em 2005, o deputado federal Jefferson denunciou o esquema do mensalão do PT, quando o PTB estava no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, tinha vários cargos nos Correios e um dos diretores foi flagrado a receber propina.

O alvo de Jefferson era o todo-poderoso ministro da Casa Civil José Dirceu, também deputado federal, e ambos acabaram cassados nos mandatos na Câmara e presos, condenados por corrupção e por lavagem de dinheiro.

Agora, o ex-deputado e presidente nacional do PTB banca o moralista, ataca instituições e se põe acima da lei.

 

Erro tático

O maior equívoco que cometem os que levam a prisão de Roberto Jefferson para o lado ideológico tão somente é um misto de narrativa forçada com falha de interpretação.

Isso se materializa quando os canhões estão apontados para o ministro Alexandre de Moraes, a quem Jefferson chama pejorativamente de “Xandão”, em áudios que repassou pelas redes sociais, e para o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE.

O fato é que a autoridade que pediu a prisão de Jefferson, um famoso boquirroto, que gosta de bancar o barítono na sacada, foi a Polícia Federal, a mesma que encabeçou investigações históricas que levaram à prisão empresários e políticos, entre eles Lula.

 

Momento delicado

Os vídeos e áudios atribuídos ao cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis, onde incita a greve dos caminhoneiros e a violência contra o Senado e STF, são perturbadores.

Os eventos, de acordo com as peças, referem-se ao dia da Independência, 7 de setembro, como data da deflagração de um processo de ruptura democrática, com “invasão” a Brasília, exigências ao Senado para aprovar o voto impresso e com o arroubo de exigir a troca de todos os ministros do Supremo com prazo para que deixem os cargos ou serão expulsos com a tomada da sede do Supremo.

Os líderes nacionais dos caminhoneiros negaram o fato, dizem que Sérgio Reis não representa a categoria, conhecida por muitas lideranças informais espalhadas pelo país, mas o cantor sertanejo também pôs plantadores de soja e mais gente do agronegócio na conversa como os financiadores dos atos, que, até agora, não se manifestaram.

 

LU CARDOZO/DIVULGAÇÃO

HORA DE COMPOSIÇÃO

No sábado (14), a criação da Frente democrática para a disputa do governo do Estado voltou a ser assunto entre líderes da esquerda. A união entre os diversos partidos e segmentos seria inédita em Santa Catarina. Entre os participantes estavam o presidente estadual do PT Décio Lima, pré-candidato do partido ao governo; a suplente de deputada federal Ana Paula Lima (PT), José Vermohlen (PT), o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT); o vice-prefeito de Itajaí, Marcelo Sodré (PDT); Guaraci Fagundes, presidente estadual do PV; Homero Gomes(PSB), Douglas Mattos, presidente do PCdoB; Anderlise, presidente do PCdoB de Florianópolis; Janaína Deitos (PCdoB), Manoel Dias, presidente estadual do (PDT); e Fernando Agustini, pré-candidato do PDT ao governo. Antes da defesa das bandeiras socialistas, os integrantes da esquerda concordam que o momento atual é de defesa da democracia.

 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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