DRINK NA CASQUINHA

DRINK NA CASQUINHA
WDS/Divulgação

Não se engane. Parece sorvete mas se trata de cerveja na casquinha. A novidade vem dos Estados Unidos onde um inventor do Illinois criou uma máquina que transforma a textura de bebidas alcoólicas.

Ok. Produzir sorvetes com leve sabor de coquetéis e outras bebidas não é necessariamente algo novo. Mas neste caso a diferença é o processo. A máquina retira o dióxido de carbono da bebida, mistura o líquido com um gel específico e cristaliza o álcool – mantendo o teor alcoólico da bebida. Ou seja, se o consumidor não tomar cuidado, pode mesmo se embriagar tomando apenas uma casquinha.


WDS/Divulgação

Tudo começou com experiências para extrair mais sabor de café expresso para os sorvetes da WDS Dessert Stations. O empresário/inventor Will Rogers percebeu que seria possível fazer a mesma coisa com álcool – que tem um ponto de congelamento muito baixo, muito menor que outros ingredientes de sorvete. A partir daí foi só aperfeiçoar o processo até apresentar a Below Zero oficialmente em eventos.

A produção de um sorvete de cerveja leva 30 minutos, mas o tempo aumenta se o teor alcoólico da bebida for maior. A máquina custa US$ 6 mil, e é aprovado pelo FDA, o órgão que fiscaliza alimentos e bebidas nos Estados Unidos.

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REFRESCÂNCIA PREMIADA


Licor 43/Divulgação

Por falar em inovação a coluna destaca uma das boas ideias premiadas no International Wine & Spirit Competition (IWSC) realizado em junho no Reino Unido. É a versão RTD (pronto para beber) do tradicional Licor 43. A bebida espanhola ganhou uma versão mais refrescante, com suco natural de maçã e 5,6% de teor alcoólico (o equivalente a uma cerveja pilsen). A linha havia estreado no mercado europeu em junho do ano passado, com os sabores limão e amora.



Licor 43/Divulgação

Agora, com a versão maçã, o drink começa a ganhar repercussão e prêmios. Levou medalha de ouro na categoria Bebidas Espirituosas Pré Misturadas com Sabores, somando 98 pontos (um dos melhores desempenhos do IWSC).

“Ele foi desenvolvido para atender à crescente demanda por deliciosas opções de baixo teor alcoólico com ingredientes naturais de qualidade em um formato conveniente”, diz Julian Fernandez, diretor global de marketing e inovação da empresa.

A garrafinha de 250 ml é encontrada, por enquanto, apenas na Holanda e Alemanha por US$ 3.

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ALÔ BOLA DE FOGO


Jim Beam/Divulgação

Na mesma linha a marca americana de Jim Beam está apresentando dois novos coquetéis à base de bourbon. E em lata, para facilitar o consumo e conquistar o consumidor mais jovem. O Jim Beam Classic Highball é um mix de destilado com soda e pitada de frutas cítricas. Já o Jim Beam Ginger Highball, mistura bourbon e ginger ale. Os coquetéis tem 5% de teor alcoólico.

“Nossos novos highballs prontos para beber são a maneira perfeita de desfrutar Jim Beam de uma forma nova e refrescante - seja você um fã de bourbon ou está experimentando a bebida pela primeira vez”, diz Malini Patel, Diretor Executivo da James B. Beam Distilling Co.

O mercado de RTD em lata nos EUA vive um boom, com crescimento de mais de 40% no último ano e previsão de ampliar as vendas em mais 35% ao ano até 2024. Os dados são do IWSR. No mês passado, a Diageo anunciou que estava investindo US$ 80 milhões no mercado de bebidas prontas para beber (RTD).

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DENSIDADE CACHACEIRA


Mapa/Reprodução

Pinheiro Preto (no meio oeste de Santa Catarina) apareceu com destaque no Anuário da cachaça, produzido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicado na semana passada. A cidade tem a maior densidade aguardenteira do país, com um produtor para cada 450 habitantes. Luiz Alves, no Vale do Itajaí, figura em terceiro lugar do ranking nacional, com 18 marcas registradas. A cidade de 13 mil habitantes tem 8 produtores de cachaça e 7 de aguardente. O mapa de calor acima mostra uma grande concentração de alambiques também no Oeste, Sul e Grande Florianópolis. 

O estudo "A Cachaça no Brasil: Dados de registro de Cachaças e Aguardentes" mostra que o número de produtores registrados no país aumentou 4,14% em 2020, em comparação com o ano anterior. São 1.131 estabelecimentos, com 5.523 marcas registradas.

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PADRONIZAÇÃO


Mapa/Reprodução

O Ministério está realizando uma consulta pública para receber contribuições para padronizar e modernizar o mercado da cachaça no Brasil. A ideia é preservar o conceito que a bebida tem no exterior, padronizar nomenclaturas para facilitar a vida do consumidor, e trazer inovações já comuns entre produtores de rum, whisky e outros destilados (como o uso de chips de madeira para acrescentar cor ou aroma à bebida). Dois exemplos de como é a legislação atual, e o que está sendo proposto:

Para apresentar sugestões é necessário acessar o link do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman).

Outra consulta pública procura avaliar os padrões de identidade e qualidade de vinhos e derivados brasileiros. O objetivo é adequar as normas vigentes hoje no país a regramentos internacionais como o Regulamento Vitivinícola do Mercosul e a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Até o fim de setembro o Mapa vai receber a opinião de produtores e especialistas na área também por meio do Sisman.

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Jefferson Douglas da Silva

Jefferson Douglas da Silva

Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, atuou por mais de 25 anos em jornais e emissoras de televisão de Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis. Foi repórter, editor, apresentador e gestor de equipes de TV, entre elas a chefia de redação da RBS TV. Tem experiência em assessoria de comunicação e relações públicas nas áreas governamental e privada. Conhece em detalhes a rotina de cantinas que produzem vinho colonial no Oeste do estado e alambiques do Vale do Itajaí. Fez cursos de coquetelaria (Senac) e produção artesanal de cerveja (Escola Superior de Cerveja e Malte). Apaixonado por vinhos, estuda o assunto desde 2001.

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