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quinta-feira, 19 maio, 2022

É O FIM DO BARMAN?

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É O FIM DO BARMAN?
Keurig/Divugação

Se depender da maquininha da foto, o trabalho de barman/mixologista, pode estar com os dias contados. O equipamento desenvolvido pela AB Inbev em parceria com a fabricante de máquinas de café Keurig (dona de marcas como 7UP, Canada Dry e Schweppes) prepara 24 tipos diferentes de bebidas alcoólicas. Dentre as opções montadas por este “barman-robô”, estão margarita, cosmopolitan, gin-tônica, mojito, sangria, sidras, cervejas e muito mais.

Chamado Drinkworks Home Bar, o equipamento funciona tal qual uma máquinas de café com cápsulas. Ele mistura o conteúdo do cartucho – que tem ingredientes concentrados – com uma dose de álcool; carbonata o líquido (no caso da cerveja ou sidra); refrigera e serve. As doses tem entre 115 e 240 ml e ficam prontas em menos de um minuto.

O aparelho é configurado por um aplicativo para iPhone, que permite também conferir a condição de limpeza, ver dicas sobre o produto e comprar mais matéria-prima (a caixa com quatro pacotes de coquetéis custa R$ 60,00 e quatro unidades de cerveja saem por uns R$ 40,00). O Drink Home Bar começa ser vendido nos Estados Unidos por US$ 299,00 (cerca de R$ 1.130, sem os impostos) mas ainda não tem previsão de chegar ao Brasil.

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ÁGUA AMARGA


Cervejaria Araucária/Reprodução

 

Os fãs de cerveja já sabem que o lúpulo é a planta responsável por garantir o amargor (e conservação) da bebida. A planta proporciona inúmeros benefícios para a saúde, já que é rica em polifenóis e antioxidantes. Mas agora uma cervejaria do Paraná resolveu usar o ingrediente para saborizar (ou amargar) água com gás. A H2OP (um trocadilho do símbolo químico da água e “hop”, palavra lúpulo em inglês) é uma criação da cervejaria Araucária, de Maringá. Recebe infusão de lúpulos de aroma, na maioria de variedades americanas (que tem forte aroma cítrico e de frutas tropicais). Não tem calorias, álcool, açúcar, alergênicos, lactose ou glúten.

O cervejeiro Rodrigo Frigo, sócio da Araucária, conta que num dia normal de trabalho na fábrica teve a ideia de fazer uma água com lúpulo e gaseificá-la. “Realizei alguns testes, oferecemos a bebida num dos nossos eventos, só pra brincar, e as pessoas adoraram.”

O produto – que vai ser apresentado num evento nesta quinta-feira (22) em Curitiba, começa ser distribuído em lata de alumínio de 350 ml. O preço de venda é aproximadamente R$ 5.

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PELA METADE DO PREÇO


Cervejaria Invicta/Reprodução

 

Uma cervejaria paulista criou uma ação para mostrar como a carga de impostos impacta no preço final da bebida. E desde ontem (20) está vendendo 24 estilos de cerveja com 50% de desconto. A “Semana da Justiça”, como é chamada, está sendo organizada pela Invicta e coincide com o período da Black Friday. As vendas são exclusivas pela internet e cada consumidor pode adquirir no máximo 32 garrafas com preços que variam de R$ 7,95 a R$ 15,90.

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NOVOS RÓTULOS


Edward Eyer/Pexels

 

Por falar em cerveja, o uso de adjuntos vai ter que ser melhor informado ao consumidor brasileiro. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicou no Diário Oficial da União da última sexta-feira (16) uma instrução normativa, que obriga cervejarias e importadoras a prestar informações mais claras nos rótulos. De maneira prática o termo “cereais não malteados”, que é muito genérico, vai ser substituído pela lista completa dos ingredientes utilizados, seja cevada, milho, arroz ou qualquer outro cereal.

A portaria é resultado de um acordo firmado pelo Ministério Público Federal e as maiores cervejarias do país, e põe fim a uma disputa judicial que se arrastava há alguns anos. As cervejarias haviam sido condenadas em primeira instância e recorrido. Com o acordo terão até novembro de 2019 para se adequar às novas regras.

Traduzindo pro consumidor leigo: A fórmula ou o sabor da cerveja nossa de cada dia não deve ser alterada. Mas a mudança no rótulo vai permitir ao consumidor saber com mais clareza quem usa somente malte de cevada (puro malte) ou outros ingredientes – e que ingredientes são estes. Outra coisa: o uso de milho e arroz na elaboração da cerveja é um recurso muito usado pelas grandes indústrias para baratear o custo, mas força os cervejeiros a adicionar estabilizantes e outros produtos para corrigir cor e sabor da cerveja.

Jefferson Douglas da Silva
Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, tem mais de 30 anos de experiência em telejornalismo, comunicação corporativa e governamental. Estuda o setor de bebidas desde 1995, tendo formação em coquetelaria (Senac), produção de cerveja artesanal (Escola Superior de Cerveja e Malte) e produção de gin (Inovbev/Esalq). É sommelier de cachaças (Inovbev/Esalq), sommelier de gins (Inovbev/Esalq) e vem se aperfeiçoando no setor de vinhos e espumantes (Enocultura/WSet). Desde 2018 escreve no Portal Making Of sobre ações de marketing do setor de bebidas, curiosidades do mercado (local, nacional e mundial) além de inovações e tendências na área de alcoholic beverages.
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