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sexta-feira, 27 maio, 2022

E se a tríplice aliança vier por Brasília

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E se a tríplice aliança vier por Brasília
JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na foto, durante sessão da Câmara Alta do Congresso, serão mais do que novidades na pré-campanha ao Palácio do Planalto onde buscam ser alternativas à polarização entre Jair Bolsonaro (ainda sem partido, mas de malas prontas para o PP) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a tal terceira via.

Simone entra no jogo pelas mãos do maior partido do país, o MDB, até então calado no processo rumo a 2022, na condição de única mulher, por ora, na disputa, exageradamente antecipada, como alternativa inclusive de ser vice de João Doria Júnior (PSDB), em disputa interna no partido nas prévias que serão dia 21 deste mês.

Embora ninguém seja pré-candidato a vice, Tebet assiste de camarote a outro movimento, o do presidente do Senado Rodrigo Pacheco, um mineiro moderado que cedeu aos apelos pessedistas, de Gilberto Kassab (ex-prefeito de São Paulo, ministro de Dilma e Temer e ex-deputado federal), e não quis saber da criação do União Brasil (fusão de DEM e PSL).

Pacheco já teria engatilhado, extraoficialmente, a primeira conversa com o tucano Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, que sonha disputar a sucessão de Bolsonaro, fato que coloca, sob duas óticas, os partidos que montaram a tríplice aliança em Santa Catarina em rota de acerto federal, o suficiente para tirar da zona de tranquilidade os diversos pré-candidatos ao governo do Estado.

 

Axioma

Como é de praxe que a composição federal seja determinante para as costuras estaduais, uma reedição da tríplice aliança estadual, que comandou o Estado por 16 anos – mesmo que o DEM, mais tarde o PSD, saído de sua costela, tenha aderido depois ao primeiro governo de Luiz Henrique (MDB) -, ganharia um contorno maior do que uma mera especulação ou desejo, com real potencial de mudar o quadro eleitoral local.

A questão é o quanto se arrastará este processo nacional e quem seriam os beneficiados em Santa Catarina.

 

Nomes

MDB, PSD e PSDB unidos no Estado dependeria das definições nas três siglas, amarradas hoje na falta de rumo.

Os tucanos não sabem se o prefeito Clésio Salvaro estaria disposto a concorrer ou se deixam a sigla para o ex-deputado Gelson Merisio, enquanto a presidente estadual, a deputada federal Geovania de Sá, poderia ser a alternativa de vice do MDB, dividido entre o prefeito Antídio Lunelli, o senador Dário Berger e o deputado Celso Maldaner, na prévia que quase ninguém quer na sigla.

O PSD enfrenta a vontade do ex-governador Raimundo Colombo em concorrer pela terceira vez e a oxigenação que poderiam representar os ex-prefeitos Adeliana Dal Pont e Napoleão Bernardes ou o prefeito João Rodrigues.

Neste jogo, ainda cabe avaliar o que significaria ter Carlos Moisés filiado ao MDB e a possibilidade das três siglas, hoje visivelmente divididas, estarem aglutinadas em torno de uma campanha à reeleição.

 

Dúvidas

A exemplo dos emedebistas locais, o partido em âmbito federal também enfrenta cizânias.

Simone Tebet será lançada pré-candidata ao Planalto em um ambiente em que os líderes do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (TO), e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), defendem o apoio a Jair Bolsonaro, um contraponto aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), mais o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (CE), que estariam inclinados a apoiar Lula, de quem são próximos.

Vale aqui a máxima de que quando um gigante se move provoca mudanças geográficas ou destruição.

 

Chamamento

Presidente do Conselho Político da sigla, o prefeito Mário Hildebrandt, de Blumenau, está convocando para um grande evento, no Clube 25 de Julho, no dia 11, o Circuito Podemos.

Será uma noite de filiações com as presenças do prefeito Fabrício Oliveira (Balneário Camboriú), pré-candidato do partido ao governo, o ex-deputado Paulo Bornhausen, e a vitaminada informação de que falta pouco para o ex-juiz federal e ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro definir a filiação e a pré-candidatura à Presidência.  

 

Não é bom

Sobram rumores nos corredores e gabinetes da Assembleia sobre um experiente deputado estadual, com a marca de moralista, que não sobreviveria a uma investigação sobre rachadinha no gabinete.

Como a prática é falar do milagre e não revelar o “santo”, a denúncia trafega mais como um aviso do que como um fato, sempre algo lamentável em nossa jovem democracia.

 

Relevância

O assunto da prática ilegal de pegar parte do salário dos lotados em gabinetes ganhou relevância, mais uma vez, com a investigação em torno de nove deputados estaduais e do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente, na época em que estava na Assembleia Fluminense, e agora com rumores sobre o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que estaria na mira não só dos conservadores por não colocar em votação a sabatina do ex-advogado Geral da União André Mendonça, indicado do Planalto a uma vaga no STF.

Alcolumbre nega a versão apresentada por seis mulheres que trabalharam em seu gabinete no Senado, feita à revista Veja, e se diz vítima de um processo de difamação sem precedentes, encampado, entre outros, por milicianos digitais.   

 

Da canela para baixo 1

Eleição na seccional da OAB em Santa Catarina ganha contornos de disputa eleitoral municipal, na sua pior versão, com ataques entre as chapas.

Primeiro quando a Justiça Federal teve que determinar que a Ordem repassasse á chapa encabeçada por o mailing com os contatos dos advogados de Santa Catarina.

Em seu despacho, o juiz federal diz que não foram cumpridas as regras estabelecidas por Vivian De Gann o mailing com os contatos dos advogados de Santa Catarina, que seria um impedimento, de acordo com a decisão liminar, de comunicação da postulante com os eleitores.

 

Da canela para baixo 2

Depois, foi a vez da chapa liderada pela advogada Cláudia Prudêncio pedir a impugnação da candidatura de Vivian, porque na composição da chapa tem 51 mulheres e 42 homens, e deveria registrar, no máximo, 47 integrantes do gênero feminino, uma paridade assegurada em votação do Conselho Federal da OAB.

Ainda bem que não há interferência alguma dos outros dois candidatos, Hélio Brasil e Gabriel Kazap, que certamente virariam alvo daquela pecha de machistas, pois a briga está restrita a elas.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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