Outubro 23, 2020

EDUCAÇÃO PARA ACELERAR OS POTENCIAIS

EDUCAÇÃO PARA ACELERAR OS POTENCIAIS

O que vai resolver o problema da economia brasileira, no longo prazo, é o seguinte: Com a pandemia do coronavírus, um grande número dos que ficaram desempregados partiram para o pequeno empreendedorismo. Os políticos e governantes medíocres, de meia-inteligência, reconhecem isso, e dizem: Vamos ter que esperar, pois vai levar tempo, muito tempo. Mas, com um pouco mais de inteligência – e simplicidade e clareza de princípios, como pediu Karl Popper das novas ideias, para envolver a sociedade – podemos acelerar, em muito, essas potencialidades. E chegar rápido a uma economia superdesenvolvida. A ferramenta para isso é a educação integral corretamente definida. Metade do dia ensino profissionalizantes e para empreendedorismo, do nascimento à morte, com ajuda da revolução comunicacional-informacional que está aí. E metade do dia a educação acadêmica – matemática, línguas, ciências, etc. – mas com essas matérias injetadas adequadamente nos interesses das carreiras de vida, trabalho, empreendedorismo de todos os cidadãos.

Para os técnicos em educação do Brasil, a proposta é estranha. Modifica todo o comportamento do sistema educacional, visando condicionar o sucesso das carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo dos cidadãos. Para com isso acelerar o máximo possível o efeito do fenômeno produzido pela epidemia do Covid-19. Que desempregou milhares de pessoas, mas empurrou uma boa quantidade delas para a busca de sobrevivência econômica via pequenos empreendedorismos. Com a revolução proposta acima para o sistema educacional, esse fenômeno, o crescimento espontâneo do empreendedorismo, poderá ser acelerado e potencializado. O sistema educacional, o governo, não deveriam perder essa oportunidade de buscar, programadamente, a maior conquista possível. Se superarmos a timidez intelectual do brasileiro, podemos até mesmo buscar um caminho científico, e fazer isso numa medida que faça do Brasil um líder mundial da modernização da educação. O passo fundamental para isso, dentro de uma perspectiva científica ambiciosa: Classificar cientificamente todas as ações humanas, e todos os conhecimentos que as acionam e otimizam. E, por meio da revolução comunicacional-informacional, dentro da educação integral, educar e otimizar as carreiras de vida, trabalho e empreendedorismo de todos os cidadãos brasileiros, do nascimento à morte. Com esse passo científico sistêmico acionado por meio da revolução comunicacional-informacional. Estaríamos fazendo, com isso, no campo da ciência do comportamento, o que a classificação das plantas e dos animais fez no campo da biologia. Dando origem, inclusive, à teoria da evolução biológica, de Darwin. Poderíamos, com isso, programar e acelerar a evolução econômica dos indivíduos e das comunidades.

Em resumo, com a educação revolucionada cientificamente, poderíamos acelerar de tal forma os potenciais de empreendedorismo estimulados pela pandemia, que não precisaríamos ficar esperando pelo longo prazo para colher os efeitos benéficos completos da espontaneidade. Construiríamos de forma programada e acelerada uma das economias mais poderosas do planeta. Recursos naturais e humanos não estão faltando para isso. Se os recursos humano forem potencializados por uma educação integral corretamente definida, e baseada em princípios científicos da moderna ciência do comportamento. Que define que todo o comportamento humano é condicionado por informação, ou conhecimento. Cuja distribuição pode ser organizada cientificamente pelo sistema educacional.  

Por Ricardo Luiz Hoffmann, formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

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Redação Making Of

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