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sábado, 28 maio, 2022

Enquanto o governo teoriza, Bruno surfa nas asas do Arcanjo

A aeronave está à disposição do governador, mas foi plotada como se fosse uma ambulância dos Bombeiros Militares/Samu. DIVULGAÇÃO
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O argumento da Procuradoria Geral do Estado é o de que a exposição dos detalhes do transporte aéreo feito pelo Arcanjo-06 pode gerar risco de segurança ao revelar a rotina do governador Carlos Moisés (Republicanos), o que não intimida e só aumenta o discurso que caiu no colo do deputado Bruno Souza (Novo) sobre a utilização legal da aeronave, que o Estado cedeu ao Corpo de Bombeiros/Samu quando não utilizada pelas autoridades do Executivo.

A demora do governo para esclarecer o diário de bordo do Arcanjo, que teria respaldo em uma lei federal, a de Acesso à Informação, regulamentada por um decreto de 2012, que garante sigilo sob tudo que possa colocar em risco as mais altas autoridades do Poder Executivo e de seus familiares, é uma explicação técnica aceitável, mas que não pega junto aqueles que não entenderam o porquê de uma aeronave à disposição do governador ter virado ambulância eventual.

Hábil, Bruno inverteu o efeito e disse que Moisés não poderia utilizar o avião, que foi cedido aos Bombeiros Militares, inclusive com uma plotagem que confirma isso, embora não seja a realidade do aparelho, que continua “lotado” no gabinete do governador, informação que chega truncada à população.

Desde que conseguiu uma liminar, que não é uma decisão definitiva mas o prazo de 72 horas já teria vencido, o deputado do Novo, investido de paladino do dinheiro público – menos quando o assunto é o ICMS sobre o uísque, a vodka, o champanhe e o vinho, que ele preferia menor do que a incidência do imposto sobre o leite longa vida – tem garantido espaços valiosos nas redes sociais e na mídia para saber quem estava na aeronave e os percursos dos dias 06/08, 19/08, 20/08, 27/08, 08/09, 03/10 e 17/10 de 2021 e dias 20/01 e 25/01 de 2022, inclusive uma viagem de descanso a Bonito (MS).

Moisés, seus assessores da Casa Militar e do Corpo de Bombeiros Militar parecem não ter avaliado a munição que deram a um adversário em um ano eleitoral, minimizam o problema, que deveria ter sido resolvido em 2019, quando o governador ignorou o fator tempo, abriu mão de viajar em aeronave própria ou alugada e preferiu usar aviões de carreira, tampouco seguiu o que os demais chefes de Executivo país afora o fazem, entre eles Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

 

Em quem mira

Bruno quer saber dos diários bordo os que frequentaram a aeronave/ambulância.

A mira está mais para identificar vários colegas de parlamento, informação valiosa em ano eleitoral.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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