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quinta-feira, 30 junho, 2022

Entre a tradição e a inovação

Leonardo Souza/Divulgação
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Foi-se o tempo em que Florianópolis era uma cidade resumida a sol e mar. Hoje, a Ilha da Magia vai muito além das belezas naturais. Somos referência em inovação e economia criativa. Temos instituições que fomentam a pesquisa, incubadoras que viabilizam projetos e uma cadeia de produção artística sedenta por espaço. Aliado a tudo isso, ainda temos nossa riqueza gastronômica, cultural, nosso patrimônio material e imaterial, que serve de estímulo e referência para impulsionar esse movimento criativo.

É claro que temos problemas, estamos longe de um cenário ideal. Há muito que fazer em termos de políticas públicas para permitir o crescimento do setor. Vale lembrar que a economia criativa é considerada um dos grandes vetores de crescimento da economia mundial pós-pandemia. Hoje ela representa quase 3% do PIB brasileiro, gerando mais de 6,6 milhões de empregos. Portanto, falta a compreensão do quanto áreas como, pesquisa, patrimônio, cultura e audiovisual geram em termos de emprego, renda, visibilidade e projeção da nossa cidade.

E para quem acredita que nossa cultura se resume a boi de mamão e pesca da tainha, vamos lembrar que hoje, Florianópolis possui verdadeiras galerias a céu aberto com os diversos murais que colorem a cidade, possui também o título de Cidade Criativa da Unesco por conta doss saberes e fazeres da nossa gastronomia, temos festivais que dão vida a espaços públicos, como a Maratona Cultural, uma produção audiovisual que conta e relembra histórias incríveis e personagens que inspiram novas possibilidade. Temos uma produção local riquíssima que busca e merece o profissionalismo adequado para se firmar como pólo nacional, assim como na tecnologia. Aliás, é preciso entender que inovação vai muito além da tecnologia, inovação é arte, é criação.

O que falta é um calendário de atividades para promover a capilaridade dessas ações de forma consistente, dando visibilidade e fidelizando o público. Precisamos pensar no legado da cidade equilibrando tradição e inovação. As histórias replicadas na oralidade como fez Franklin Cascaes, hoje tem o auxílio da tecnologia para facilitar essa difusão, através do audiovisual. Qual a melhor forma de perpetuar fragmentos diários de um capítulo da história, se não documentá-los?

A cidade criativa é resultado desse caldo, entre o velho e o novo, o calmo e a agitação, entre o risco e a cautela. A nostalgia pelo passado e a tradição não são mais amarras, mas ponto de partida para novas possibilidades.

*Por Gustavo Zinder, documentarista.

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