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segunda-feira, 23 maio, 2022

Entre tapas e beijos

Will Smith e Chris Rock na cerimônia do Oscar/reprodução
Will Smith e Chris Rock na cerimônia do Oscar/reprodução
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Em tempos de internet e de redes sociais, os assuntos envelhecem rapidamente. A cerimônia de entrega do Oscar aconteceu de domingo para segunda-feira, então tudo já foi dito a respeito do que ocorreu. Perguntaram-me o que achei de Will Smith dar um tapa na cara do apresentador Chris Rock, após uma piada de péssimo gosto sobre Jada, a mulher do ator. Quanto ao aspecto moral, tenho minha posição bem definida, mas ela é irrelevante. Todo mundo se arvorou em transformar o ator em selvagem ou herói. Ouvi análise até em canal de TV de vendas de jóias. Acho que já saturou.

Sobre o aspecto profissional: ao perder o controle, Will Smith será menos lembrado por ser o quinto intérprete negro a ganhar o Oscar de Melhor Ator em noventa e quatro edições, e mais por ser o cara que esbofeteou o comediante durante a cerimônia. Smith é um dos artistas mais queridos e com o maior cachê de Hollywood. Ainda é cedo para saber se haverá prejuízo à carreira dele. Em comunicado, a Academia declarou não tolerar violência de nenhuma forma. Will Smith desculpou-se pelas redes sociais. Aguardemos.

O escândalo obscureceu também o fato de Jane Campion ter sido a única mulher indicada duas vezes ao Oscar de Melhor Direção. Desta vez, a neozelandeza levou a estatueta. Infelizmente, seu filme ” Ataque dos cães” perdeu para uma película cinematograficamente muito inferior. “Coda”-No ritmo do coração ” é um remake do francês “A família Bélier”, de 2014.

Para quem ainda não viu: “Ataque de cães” está disponível na Netflix e “Coda”, no Prime Vídeo, e “A família Bélier”, no Telecine. Tire suas próprias conclusões.

Mando beijos e parabéns para Jane Campion, que já tinha nos dado o maravilhoso “O Piano” (1993) e agora fez mais um filme extraordinário.

E Oscar agora, só no ano que vem! Vamos a sugestões em streaming.

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FILMES

Eiffel – direção: Martin Bourboulan – 2021 -Prime Vídeo

Essa produção francesa conta um pouco da história do engenheiro Gustave Eiffel, criador da famosa torre. Após terminar de colaborar com o projeto da Estátua da Liberdade, o governo francês pede que ele projete algo espetacular para a Feira Mundial de Paris de 1889. Eiffel quer apenas projetar o metrô, mas depois de cruzar por uma misteriosa mulher de seu passado, tudo muda. Eiffel é interpretado por Romain Duris, um dos atores franceses mais populares do momento.

 

A próxima pele – direção: Isaki Lacuesta e Isa Campo- 2020 – Netflix

Essa produção catalã deve agradar os amantes das histórias de suspense.

Sinopse: Por muitos anos, ninguém sabia o que havia acontecido com Gabriel, um garoto de nove anos que sofreu um acidente nas montanhas que deixou seu pai morto. A mãe e outras pessoas suspeitavam que ele estivesse morto, porém, oito anos depois, ele retorna para casa alegando ter amnésia. Retendo apenas memórias básicas, ele busca reestabelecer sua conexão perdida com a mãe, mas suspeitas de que ele seja apenas um impostor começam a surgir.

 

A felicidade das pequenas coisas – direção: Pawo Choyning Jorgi – 2022-Cine Belas Artes

E não é que o Butão produz cinema? Esse filme concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional este ano. Ele é também o primeiro trabalho do diretor/roteirista e os atores são montanheses, muitos dos quais nunca tinham saído de seu vilarejo ou visto algum filme na vida. O filme não levou a estatueta – ganhou o franco favorito “Drive my car”, do Japão – mas colocou o Butão no mapa da cinematografia mundial.

Sinopse: Ugyen está terminando a formação de professor, mas não tem nenhuma vocação para ensinar. Seu sonho é conseguir um visto para a Austrália, onde poderá cantar nos bares de Sydney. No entanto, é enviado pelo governo à “escola mais remota do mundo”, em Lunana, no topo de uma imensa montanha. Ugyen detesta esta vida pacata e sem tecnologia, até descobrir o prazer da vida simples.

O filme é lançamento e está disponível para alugar no site do Belas Artes à la carte.

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SÉRIES

Landscapers – minissérie – 2022 –  HBO

Só os dois intérpretes principais já tornam essa minissérie criminal imperdível: Olivia Colman e David Thewlis. Eles vivem um casal britânico, aparentemente comum, que mora na França. Um dia, ele liga para a madrasta na Inglaterra, pedindo ajuda financeira. Para convencê-la, ele acaba contando que os dois fugiram depois de cometer um crime. A madrasta liga para a polícia. Mesmo baseado numa história real, o tom do relato é nonsense, em referência à instabilidade mental dos personagens.

(Trailer – Alpha Video)

 

 

Meia Noite no Hotel Pera Palace – 1 temporada – Turquia – Netflix

Mais uma produção turca especial para a Netflix. Ainda não assisti, mas me parece promissora para quem gosta de histórias fantásticas. Sinopse: A jornalista Esra estava a caminho de escrever uma matéria sobre o conceituado Palace Hotel em Istambul. Em uma de suas avaliações do local, ela acaba descobrindo que um dos quartos históricos é, na verdade, um portal para o ano 1919.

A vida de Esra muda completamente quando ela viaja ao passado e se vê no meio de uma conspiração política contra o fundador da Turquia moderna e precisa, a todo custo, proteger o curso da história e o futuro de seu país.

 

Submersa – O desaparecimento de Kim Wall – Documentário – HBO

Um dia, o caminho da jornalista independente Kim Wall – acostumada a fazer cobertura em áreas de conflito – cruza com o do inventor dinamarquês, Peter Madsen. Ela se interessa em conhecer o submarino doméstico projetado por ele e aceita fazer uma viagem, mostrando em vídeo como é estar ali dentro. Mas, Madsen volta sozinho do passeio. O que aconteceu com a jovem sueca Kim Wall é o que documentário tenta mostrar. Mais difícil é esclarecer de forma definitiva quem é, na realidade, o empresário, construtor e pessoa super popular na Dinamarca, acusado do desaparecimento. O documentário é dividido em dois episódios.

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THE END
*Fotos: reprodução/divulgação
*Foto de capa: Will Smith e Chris Rock na cerimônia do Oscar/reprodução

cronica

Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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