Janeiro 02, 2021

Especial de Ano Novo: desejos para a mídia e a vida pública

Especial de Ano Novo: desejos para a mídia e a vida pública
Reprodução

Os desejos para este ano novo poderiam vir expressos dentro daquelas bolinhas que as personalidades do esporte escolhem nos sorteios da Copa do Mundo; ou mesmo naquelas gôndolas dos programas do Silvio Santos. Cada uma teria o título de uma atividade, um segmento da sociedade, uma classe e por aí vai.

Na área do Jornalismo, por exemplo, estaria o desejo de garantia no direito de se expressar, sem pressões e ameaças. Mas também o incentivo a admissão de erro, a defesa dos direitos coletivos e não pessoais.

Se não fosse possível por esse caminho aleatório, poderíamos apelar para os santos e orixás. Está escrito que em 2021 eles representam a criatividade, favorecendo quem trabalha com arte, trabalhos criativos em geral.

Bom, se eles guiassem todos os nossos caminhos, talvez fosse exagerado até mesmo para divindades. Quem sabe, eles atendam coisas básicas como estas: 

- na TV, incentivar os esforços que estão sendo feitos para manter o conteúdo local relevante e proteger a saúde das equipes para que elas voltem às ruas em todas as cidades;

- no Rádio, incentivar as emissoras que investem em conteúdo, abrindo cada vez mais espaços comunitários, mas protegê-las dos neófitos que mexem na programação. Perdoar àqueles que erram tentando acertar, mas lamentar os irônicos e os deslumbrados;

- no esporte, incentivar a nova geração de repórteres e comentaristas e nos proteger daqueles que comentam conforme o resultado; e ainda, permitir que rapidamente o pessoal possa voltar aos estádios para gerar conteúdo próprio de informação;

- no comentário político, incentivar que volte a ser praticado a opinião isenta e aprofundada e que os ouvintes sejam protegidos de fake News; que os textos sejam interessantes e não interesseiros;

- seria pedir demais que todos checassem as informações?

- na vida pública, incentivar os políticos regionais que aprenderam as lições de 2020 e que sejamos protegidos daqueles que entendam que não é possível derrubar um governo sem o apoio popular;

e, finalmente, que a nossa passagem por 2021 seja lenta, gradual e feliz, livre de todo o mal. E dos maus também. Amém.

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multimidia claiton selistre bastidores comunicação TV rádio jornal
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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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