Setembro 13, 2021

Está na hora da reportagem esportiva voltar a campo

Está na hora da reportagem esportiva voltar a campo
Festa da torcida espanhola para volta da torcida aos estádios / El Pais

Com a divulgação das regras para a volta do futebol (aqui) as autoridades sanitárias fizeram a sua parte. Agora é a hora da verdade para as empresas de comunicação que eliminaram dos seus quadros os repórteres esportivos. Não há mais desculpas para não ir a treinos e jogos.

Não valerá mais só usar material das assessorias de imprensa dos clubes - ou seja, a versão oficial – ou relatar eventos de casa ou de estúdios pela TV. Tem que comparecer. E já a partir desta quarta-feira, 15.

 

Valeu até agora

A pandemia provocou alterações substanciais na maneira como a imprensa acompanhou os fatos até agora. Foi preciso preservar a saúde dos profissionais, em primeiro lugar. Agora é preciso sair do comodismo que a situação sanitária propiciou, e que também foi providencial para as empresas pela diminuição de custos operacionais.

Sexta-feira passada foi um mau sinal: o treino do Avaí foi aberto à imprensa, mas apenas uma equipe da NSC TV esteve em campo. O rádio, que neste tipo de acompanhamento faz a diferença para o torcedor, esteve ausente mais uma vez.

 

Chefias demais

Algumas equipes esportivas têm mais chefes do que repórteres. 

  

Falam demais!!!

Tanto a reportagem como a apresentação, salvo em situações muito diferenciadas, são impessoais. Quem está ao microfone representa quem está em casa, que deseja todos os esclarecimentos possíveis sobre fatos. 

Comentários sobre a vida pessoal e algumas brincadeiras ficam melhor no Tik Tok. Aliás, onde atuam com desenvoltura Douglas Márcio, da NSC, e Fernando Machado, do SBT. 

 

Leifert


Reprodução/Globo

Depois de Faustão, a saída mais impactante da Globo é sem dúvida de Tiago Leifert. Por mais que ele explique a motivação é difícil entender por que ele quis se demitir depois de 15 anos e com carreira em ascensão. Ele tem dito que atingiu todos os objetivos. Por um tempo vai aproveitar o pé de meia que o salário de 450 mil lhe propiciou. Sem falar no faturamento na campanha da Claro, onde estima-se que recebeu 2 milhões pelo mais recente trabalho. Na primeira campanha que assinou com a telefônica, em 2015, já faturava 1 milhão.

Leifert é mais uma prova que mais difícil que chegar ao topo é permanecer nele.

 

Álbum

Textos e fotos com histórias de Jornalismo.


Arquivo pessoal

Em 1988, dois meses depois de assumir a vice-presidência da RBS em Santa Catarina, Pedro Sirotsky teve que reorganizar o time de executivos pois a maioria havia se transferido para a RCE, seguindo Estácio Ramos. Boa parte ele buscou fora do Estado, entre profissionais com carreiras em ascensão. Todos tinham o compromisso não só de trabalhar em Santa Catarina mas de se estabelecer aqui. Uma das primeiras providências dos recém-chegados era trocar as placas de veículos de outras cidades para o local da nova moradia.

A foto do folder foi distribuída ao mercado quando o time ficou completo: da esquerda para a direita, acima, Pedro; Ademir Gondran, comercial TV; Altamir Garcia, comercial DC; Délcio Fiorin, operacional TV; Derly Massaud, operacional DC; Gilberto Benati, diretor rádios e Rogério Caldana, diretor TV. Embaxo, Wilson Galucchi, administrativo geral; Armando Burd, editor-chefe DC; Claiton Selistre, jornalismo TV; Altair Pimpão, executivo Blumenau; Enio Rocha, executivo Chapecó; Luiz Seixas, executivo Joinville e Mayer Filho, executivo Criciúma.

Grande parte do time não só assumiu a missão como ficou em Santa Catarina depois de deixar a RBS, pois aquilo que era uma obrigação profissional passou a ser natural: viver e amar o Estado.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.

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