Julho 27, 2021
FIESC

Executivo e Legislativo costuram a reforma

Executivo e Legislativo costuram a reforma
BRUNO COLLAÇO/AGÊNCIA AL

O substitutivo global da Reforma da Previdência dos servidores estaduais enviado pelo Executivo à Assembleia não modifica a tramitação da matéria, garante o deputado Mauro De Nadal (MDB), presidente do Legislativo catarinense.

De fato, por iniciativa do parlamento e para evitar vaidades dos que apresentaram emendas à reforma (69 ao PLC e quatro à PEC – que só determina a idade mínima da aposentadoria: 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens), no Projeto de Lei Complementar, De Nadal liderou uma ação junto aos presidentes das comissões de mérito, relatores e líderes para que fosse feita uma análise do essencial, que era similar, e enviado ao Executivo, que transformou muitos pontos no substitutivo global lido na sessão desta terça (27).

O relatório preliminar da matéria será debatido e analisado em reunião conjunta das Comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação e Trabalho, Administração e Serviço Público, nesta quarta (28), depois de uma construção madura do parlamento e do Executivo.

 

Os pontos

O que o substitutivo contempla é a manutenção da paridade e integralidade para quem entrou na Polícia Civil e na Polícia Penal até 2003; as pensões terão 60% do valor da aposentadoria do beneficiário e não haverá mais a cobrança da taxa extraordinária.

O sistema de pedágio será mais suave, com várias escadas e quem estiver próximo da aposentadoria terá o acréscimo apenas do tempo que falta mais 50% (exemplo: quem ainda tem um ano para se aposentar, terá que cumprir este tempo mais seis meses de pedágio) – antes a regra de aumento de 100% no período que restava e alguns servidores teriam que trabalhar até cinco anos a mais.  

As demais cláusulas são consideradas inegociáveis pelo Executivo porque têm impacto financeiro e atuarial, o que inviabiliza a reforma.

  

DIVULGAÇÃO E PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

JORGINHO E JOÃO GRUDAM EM BOLSONARO

Parece ser até uma competição: quem parece ser mais próximo do presidente Jair Bolsonaro. Pois o senador Jorginho Mello (PL) e o prefeito João Rodrigues (PSD), de Chapecó, não deixam a mínima chance de um brilhar mais do que o outro, mesmo que ao acaso. Na segunda (26), enquanto João estava em Brasília, ao vivo, em audiência com o presidente, Jorginho reuniu em seu escritório, em Florianópolis, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e a advogada e jornalista Julia Zanatta, coordenadora Sul da Embratur e ex-candidata a prefeita de Criciúma, e manteve um contato por videoconferência, via celular, com Bolsonaro. O prefeito garante que conseguiu boas notícias para a maior cidade do Oeste, além de aumentar os cliques com a foto publicada, e o senador a confirmação de que o presidente vem a Joinville no próximo dia 6, em um encontro com empresários, e participa de uma motociata, em Florianópolis, no dia seguinte.

 

Aliás

Julia Zanatta afirma que o relacionamento como presidente estadual do PL vai bem.

Ela conversou com Jorginho e foi clara ao dizer que optará pelo que for mais viável para a candidatura a deputada federal no ano que vem.

 

Discurso esvaziado

Senador Esperidião Amin (PP) disse ao colega Moacir Pereira, no Conexão ND, que é errada a informação de que R$ 110 milhões, divulgada pelo senador Jorginho Mello, seriam suficientes para concluir os trechos 1 (entre Navegantes e Ilhota) e 2 (entre Ilhota e Gaspar) da BR-470.

Amin usa a informação do próprio DNIT de que seriam necessários mais de R$ 200 milhões para concluir esta parte da obra.

Tudo isso enquanto tem gente que trabalha contra os R$ 200 milhões dos cofres do governo catarinense que aguardam para uso pelo governo federal, ou seja, uma jogada eleitoreira de baixo nível.

 

Expectativa

Prefeito no quarto maior colégio eleitoral de Santa Catarina, Orvino Ávila espera que o PSD tenha candidato ao governo do Estado em 2022.

Orvino, que assumiu a prefeitura de São José em janeiro depois de 10 mandatos de vereador, estava na reunião com prefeitos, vices deputados em que Raimundo Colombo soltou o verbo depois do discurso do prefeito João Rodrigues, que sugeriu que o tempo do ex-governador havia passado depois de dois mandatos.

 

Contrariado

Colombo não aceita a submissão de pessedistas a Carlos Moisés (sem partido) e alerta que a eleição em 2018 transformou a sigla em opositora do atual governo.

Na sexta (30), o presidente nacional do PSD desde 2011, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e ministro (Cidades, no governo de Dilma Rousseff; e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no governo de Michel Temer) vem a Florianópolis para falar do projeto nacional da sigla, em evento no Hotel Faial, e reforçar a proposta de Colombo pela candidatura própria, sem esquecer de Napoleão Bernardes e João Rodrigues. 

 

Então

A coluna publicou há meses que Moisés tinha um interlocutor de peso entre os governistas na CPI da Pandemia, o senador Ciro Nogueira, do Piauí, com quem sempre conversou sobre a possibilidade real de se filiar ao PP, justamente com o presidente nacional da sigla.

O prestígio do Centrão e de Nogueira aumentaram exponencialmente com a ida do parlamentar para a Casa Civil da Presidência, um convite feito por Jair Bolsonaro, em nome da governabilidade, e que deve ter repercussões caso se confirme o novo endereço do governador catarinense.

 

DIVULGAÇÃO

DIA DE POSSE

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems/SC), Daisson Trevisol (foto), assume nesta quarta (28) a vice-presidência regional Sul do Conselho Nacional, o Conasems. Daisson é o secretário de Saúde de Tubarão e estará acompanhado na diretoria da entidade nacional do secretário de Dona Emma, Simão Hasckel, tesoureiro do Cosems/SC, que será adjunto do Conselho Fiscal da Regional Sul. O conselho estadual ganhou uma posição de relevância nas discussões do combate à pandemia, pois integra o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), responsável pela definição da política de ação e suas prioridades.

Tags:
roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
  • Youtube
MOF 3

Comentários

Onze 5

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!