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quarta-feira, 25 maio, 2022

Fábrica de influenciadores, BBB dita os líderes do marketing de influência no Brasil

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No mundo atual, as redes sociais ditam o ritmo da sociedade. No Brasil, essa influência acontece de uma forma extremamente poderosa. Segundo dados publicados pela Hootsuite e WeAreSocial, o Brasil é o terceiro país que mais usa redes sociais, com mais 150 milhões de pessoas conectadas por 3h42m na média diária nesses aplicativos.

Por conta destes índices altíssimos, é possível observar a importância desse segmento em diversos elementos do dia-a-dia da sociedade, causando impactos diretos nos mais variados setores da coletividade. Sabendo reconhecer esse grande poder de ação, as marcas aproveitam desse caminho para fortalecer o seu impacto no mercado.

E os resultados realmente comprovam a eficiência. Segundo estudo recente do Instituto Qualibest, 76% dos internautas brasileiros já compraram algo ou utilizaram algum serviço indicado por uma propaganda feita por um influenciador digital. Como se não bastasse a alta taxa de sucesso, as chamadas campanhas de marketing de influência ganham ainda mais destaque ao levarmos em conta o ROI (sigla em inglês para retorno sobre investimento) desse tipo de ação, que rende às empresas US$ 5,78 para cada dólar aplicado, segundo estudo feito pela Marketing Hub.

Dessa forma, cada vez mais o mercado vem valorizando os chamados influenciadores digitais, potencializando o poder das marcas através de ações conjuntas nas redes. Nesse contexto, o surgimento dos criadores de conteúdos tornou-se um assunto a ser estudado e acompanhado mais de perto, na tentativa de entender de onde surgem esses figurões.

 

Uma fábrica de influenciadores

No caso do Brasil, o surgimento destes grandes nomes no mercado manifesta-se de diversas fontes. Memes, canais no YouTube ou o próprio carisma na rede social aparecem como fortes justificativas para o alto número de seguidores nas contas dos influenciadores nas redes. No entanto, o país convive com um elemento importante e que funciona além dessas lógicas: o BBB. Mesmo após 20 anos de sua estreia na televisão brasileira, o programa segue batendo recordes impressionantes de audiência, transformando os seus participantes em verdadeiras potências midiáticas literalmente do dia para noite.

O maior exemplo desse fenômeno aconteceu no ano passado. Juliette Freire foi anunciada como participante da 21ª edição da atração contando com pouco mais de 4 mil seguidores no seu Instagram. Pouco menos de um ano depois, a paraibana não só venceu a edição, faturando R$ 1,5 milhão, mas também conquistou o público brasileiro, somando a impressionante marca de 33 milhões de seguidores na rede.

O caso de Juliette é o case mais forte, porém é apenas um exemplo dentre tantos recentes que mostram como os participantes do BBB, sobretudo nas últimas duas edições, atraem o público brasileiro, se consolidando como os principais nomes dos influenciadores brasileiros nas redes sociais. Tanto que, apenas dois meses após deixar o programa, a campeã já estampava a campanha publicitária de dez empresas, embolsando certamente uma quantia superior ao grande prêmio do programa.

 

Fenômeno explicado

A justificativa do porquê um ex-BBB atingir um patamar de influenciador digital tão elevado, é uma complexa e intrigante combinação de fatores. No entanto, o primeiro deles é também o mais óbvio: a enorme popularidade da atração. Mesmo após 20 anos de sua estreia na televisão brasileira, o BBB segue batendo recordes impressionantes nas suas temporadas mais recentes. A edição de 2021 foi acompanhada por mais de 40 milhões de pessoas, ou um quinto da população brasileira, diariamente.

Vale dizer, no entanto, que a alteração na seleção dos participantes não foi o único motivo que explica a recente explosão midiática do BBB. Outro aliado importante nesse processo acabou sendo a pandemia do coronavírus. O fato do público se ver obrigado, de uma hora para outra, a ficar apenas em casa, mudou totalmente a lógica de como o entretenimento passou consumido no planeta. Sem as opções externas ou de aglomeração para o divertimento, uma grande parcela da população brasileira potencializou como o seu passatempo principal, curiosamente, um programa em que as pessoas ficam “presas” numa casa e são vigiadas durante as 24 horas do dia.

*Por Gláucio Amaral, publicitário, designer e diretor executivo na Agência Ecco.

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