Setembro 17, 2021

Facebook sabe que Instagram é tóxico para jovens meninas

Facebook sabe que Instagram é tóxico para jovens meninas
Pixabay

 

Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal na última quarta-feira, 15, (veja aqui) revela, a partir de documentos, que o Facebook sabe que o Instagram é prejudicial para jovens meninas.

Conforme a reportagem, o Facebook promoveu, nos últimos três anos, estudos internos sobre a toxicidade do Instagram. Um dos relatórios, de março de 2020, diz que “32% das garotas afirmam que, quando se sentem mal com seu corpo, o Instagram as faz se sentirem pior”.

Outro dado revelado ainda é que 40% das jovens que se consideravam pouco atraentes começaram a se sentir assim no Instagram; entre os meninos adolescentes, o índice é de 14%. Cerca de 25% que relataram "não se sentirem bons o suficiente" também culparam a plataforma. Os pesquisadores observavam ainda que, apesar desses sentimentos, as adolescentes não deixam necessariamente de usar a rede ou querem deixá-la, mas não conseguem.

O Facebook não tornou a pesquisa pública ou disponível para acadêmicos ou legisladores que solicitaram o material. Em uma audiência no Congresso dos EUA em março de 2021, o CEO Mark Zuckerberg disse que o levantamento revelava que o uso de aplicativos para se conectar com outras pessoas pode ter benefícios positivos para a saúde mental.

Em maio, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, disse à imprensa que as pesquisas mostravam que o efeito da plataforma sobre o bem-estar dos adolescentes era provavelmente "bastante pequeno". Entretanto, disse que se esforçava para que a empresa abraçasse suas responsabilidades de forma mais ampla.

Segundo o UOL, após a publicação da matéria, Karina Newton, chefe de política pública do Instagram, divulgou uma resposta no blog oficial da rede social. Afirmou que a empresa está "pesquisando maneiras" de impedir que os frequentadores do app passem muito tempo observando "certos tipos de postagem", dando a entender que se refere a conteúdos que possam levar à comparação social. A executiva diz ainda que a condução de pesquisas internas mostra "nosso comprometimento em entender problemas difíceis e complexos que pessoas jovens podem enfrentar". 

 

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Redação Making Of

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