No último fim de semana o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, substituindo a prisão domiciliar pela prisão preventiva, e essa prisão deve impactar também nas decisões políticas em todo o Brasil.
Aqui em Santa Catarina, a família Bolsonaro já garantiu as candidaturas do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), ao Senado e a candidatura do também vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan, a deputado federal na eleição de 2026.
Mas os mais cortejados nesse momento são a deputada federal Caroline de Toni (PL), que vai ser candidata a senadora, e a Federação União Progressista (PP e União Brasil), que muito provavelmente estarão em lados opostos.
Carol de Toni tem seu nome consolidado e a Federação União Progressista está muito próximo disso. Na entrevista que deu para o jornalista Emanuel Soares na Rádio Jovem Pan Florianópolis, o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (UB), confirmou que o CNPJ nacional da Federação já está sendo criado e só vai faltando mesmo a confirmação do Ministério Público Eleitoral e a homologação do Tribunal Superior Eleitoral.
A coordenação nacional da Federação ficará com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e com o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira.
AS PRIMEIRAS DECISÕES

A primeira decisão tomada pela executiva da Federação em Santa Catarina é que o deputado federal Fábio Schiochet (UB) é quem vai coordenar o grupo e que Esperidião Amin (PP) será o candidato a senador com o apoio dos dois partidos.
Gean confirmou que a Federação União Progressista só tem dois caminhos que pode seguir na eleição de 2026. Por serem, até este momento, os únicos candidatos da direita, eles estarão na reeleição do governador Jorginho Mello (PL) ou vão com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
Outra informação confirmada pelo ex-prefeito é que o deputado estadual Vicente Caropreso vai deixar o PSDB para assinar a sua ficha no União Brasil em março de 2026.
A decisão pela escolha entre João Rodrigues ou Jorginho Mello deve sair até o fim do primeiro trimestre de 2026, onde o grupo vai ouvir os diretórios municipais e vai estudar a melhor proposta oferecida pelo PL e pelo PSD.
Quem conseguir o apoio da Federação em 2026, vai levar um robusto Fundo Eleitoral, um tempo de TV de aproximadamente 2 minutos, e o apoio de um senador, um deputado federal e de sete deputados estaduais.
AS CONVERSAS
Gean lembrou que o PSD foi seu grande parceiro na eleição de 2022, quando foi candidato a governador, e que o prefeito João Rodrigues e o deputado estadual Júlio Garcia foram os grandes coordenadores daquela eleição.
Mas disse também que quando foi vereador, tinha uma parceria com o então deputado estadual Jorginho Mello. Em 2010, ambos disputaram a eleição para deputado federal e se elegeram e quando foi prefeito de Florianópolis pela primeira vez, o filho de Jorginho, Filipe Mello, foi seu secretário da Casa Civil.
Gean Loureiro confidenciou que em 2022, Jorginho Mello chegou a convidá-lo para ser seu vice na eleição para o Governo do Estado, mas acabou preferindo lançar a sua própria candidatura.
“Então nós não temos nenhuma dificuldade na relação com os dois principais postulantes ao Governo do Estado da direita… que nos facilita ter um diálogo franco”, salientou Loureiro.









