Força alvinegra
O Figueirense confirmou o que parecia encaminhado: é campeão da Copa Santa Catarina. A vitória por 2 a 1 sobre o Joinville, diante de mais de 16 mil torcedores, coroou uma campanha de entrega, paciência e força emocional. A virada, a primeira do ano, nasce como símbolo de um time que reaprende a competir e a decidir nas mãos de Waguinho Dias, técnico que renova seu título de campeão da Copa, que já tinha conquistado com o Marcílio Dias recentemente.

Campanha de entrega
A postura do segundo tempo mostrou um Figueira maduro, pressionando o adversário e sabendo aproveitar a superioridade numérica após a expulsão de Alyson. Felipe Augusto e Reifit foram decisivos, mas o grande destaque foi a coragem coletiva. O título representa mais do que uma taça: aponta um 2026 promissor, com vaga assegurada na Copa do Brasil e nova confiança no Estreito.
Ambiente Renovado
O clima no Scarpelli também chamou a atenção. Torcida presente (16.179), festa civilizada e um ambiente de resgate à velha identidade alvinegra. A diretoria ganha fôlego político com o título, enquanto Waguinho Dias reforça sua imagem de treinador capaz de reorganizar o time dentro de um cenário financeiro limitado. Um domingo para fortalecer projetos e pensar na montagem do grupo para 2026.
Chape volta à elite
A Chapecoense reencontrou a elite nacional com drama, fé e competência. O gol de Walter Clar, em cobrança de pênalti, abriu o caminho, mas o acesso só se consolidou com a derrota do Criciúma e a queda do Goiás. A Arena Condá viveu um dos dias mais emocionantes de sua história recente, recuperando o orgulho de uma torcida que sofreu demais nos últimos anos.

Vento verde
A Chape soube administrar a vantagem na etapa final, controlando o ritmo e usando a ansiedade do Atlético-GO a seu favor. A expulsão de Luizão facilitou o cenário, mas a postura coletiva já indicava maturidade. O retorno à Série A resgata autoestima e recoloca o clube na rota de estabilidade para 2026. Além de valorizar o trabalho de Gilmar Dal Pozzo e do preparador físico Jaelson Ortiz, um dos melhores do país.
Tigre naufraga

O Criciúma, por sua vez, viu o sonho do acesso escapar por detalhes. A derrota por 1 a 0 para o Cuiabá expôs a falta de contundência fora de casa, justamente o aspecto que mais pesou na soma final. Apesar da terceira melhor defesa da competição, faltou agressividade quando mais precisava. A frustração é grande, mas o trabalho de Eduardo Baptista deixa bases sólidas para o próximo ano. A derrota vai na conta de Felipinho, com duas faltas bobas e o cartão vermelho merecido. Uma pena.
Ténis brasileiro

Em Florianópolis, o paulista Gustavo Heide fechou o domingo catarinense com mais uma conquista nacional. Campeão do ENGIE Open ao derrotar o argentino Andrea Collarini, Heide reergueu-se após cirurgia nas costas e viveu a semana mais simbólica de sua temporada. Quadras cheias, organização de alto nível e renovação de patrocínio reforçaram o LIC como referência no país. Uma vitória que empurra o tênis brasileiro para um 2026 de expectativas elevadas.
Legado incontestável

Felipe Ximenes encerra seu ciclo no Joinville deixando um legado incontestável. Ao lado do presidente Dartanhan, conduziu o clube por um período de reconstrução, recolocando o JEC na Série D do Brasileiro e garantindo presença na Copa do Brasil de 2026 com o vice-campeonato da Copa Santa Catarina. Foi uma gestão marcada por profissionalismo, organização e pelo brilho de seu vasto conhecimento no universo do futebol. Sai por iniciativa própria e com a serenidade de quem cumpriu sua missão e a certeza de quem deixa saudade.









