Time novo
O Figueirense prepara um elenco praticamente remodelado para o Estadual, que começa no dia sete de janeiro. A direção inovou ao anunciar contratações e renovações dentro de um podcast, aproximando clube e torcedor. Waguinho Dias pediu competitividade e ganhou um grupo bem diferente daquele que terminou o ano. A sensação interna é clara: o Figueira vai entrar no Catarinense para brigar pelo título. Waguinho já externou esse pensamento na entrevista para o Debate da Pan, da Jovem Pan News.

Reforços anunciados:
-
Silvinho – atacante, 35 anos, ex-Botafogo-PB.
-
Dudu – meia, 26 anos, formado no Vasco; retorna ao clube após passar por Israel.
-
Pablo Diogo – atacante, 32 anos, rodagem por Brasil, Japão e Portugal.
-
Igor Bolt – atacante, 25 anos, velocidade como marca, ex-Náutico.
-
Anderson Conceição – zagueiro, 36 anos, experiente, passagem pelo Vasco e Europa.
-
Ezequiel – lateral-direito, 32 anos, ex-Cruzeiro, Fluminense e Chapecoense.
-
Arthur Henrique – lateral-esquerdo, 31 anos, ex-Atlético-GO, chega para reforçar o setor.
-
Paulo César – zagueiro, 26 anos, estava no São José-SP, onde disputou a Série A2 este ano.
Renovações importantes:
-
Hyuri – atacante, gols decisivos na reta final da Série C.
-
Douglas Bacelar – zagueiro, atuou 14 jogos e ganhou espaço.
-
Rafinha Potiguar – volante/lateral, 41 jogos em 2025, peça mais utilizada.
-
Igo Gabriel – goleiro, destaque por defesas difíceis e segurança.
Aposta segura

A estratégia alvinegra combina experiência com jogadores em fase de afirmação. Silvinho, Pablo e Anderson Conceição elevam o nível competitivo; Igor Bolt e Dudu dão mobilidade e intensidade. A escolha por um elenco mais profundo é clara e corrige uma das deficiências de 2025. A pré-temporada, iniciando 1º de dezembro, será crucial para o encaixe.
Remédio amargo

No Avaí, o tom é totalmente diferente. Bernardo Pessi abriu a semana com uma dura coletiva: o clube apurou uma dívida de R$ 48,8 milhões, podendo chegar perto de R$ 60 milhões com o 13º e compromissos do fim do ano. A nova gestão decidiu por um corte de 49% na folha e reduções profundas no orçamento das bases e do futebol feminino. É drástico, mas necessário. O novo presidente tenta reconstruir o clube sob um regime de austeridade real, não apenas discurso.
Corte necessário
Pessi garantiu que não haverá demissões aleatórias, mas reconhece que o Avaí vive um dos momentos financeiros mais delicados da década. O desafio é enorme: manter funcionários, pagar atrasados, renovar com quem interessa e ainda montar um time minimamente competitivo. A situação do técnico Vinícius Bergantin, antes tratada como prioridade, está definida. Não fica no clube. Recebeu convite de Tite para acompanhá-lo como auxiliar técnico em seu próximo trabalho na Europa.

Outro caminho
Tite volta ao mercado após sete meses afastado por questões de saúde mental e deve assumir um clube ou seleção europeia. Bergantin, que já trabalhou com ele no Flamengo em 2024, vê a oportunidade como avanço natural de carreira. Para o Avaí, é mais um revés em uma fase de reconstrução em que cada decisão pesa no planejamento para 2026. O Avaí busca outro profissional adequado para o momento.
Futuro incerto
A base e o feminino também sofreram forte impacto, mas Pessi promete não abandoná-los. Muito menos a base, onde estão os ativos do clube. A ideia é buscar parcerias, fomentos e emendas para sustentar os departamentos. Na base, o objetivo é segurar talentos como Thayllon e Josmar, apostar em contratos longos e dar minutagem em 2026. É uma aposta quase obrigatória: o Avaí terá de ser criativo para sobreviver, competir e reconstruir credibilidade a médio prazo.
Total equilíbrio
Palmeiras e Flamengo chegam a Lima como duas potências maduras, refletindo elencos que beiram seleções e trabalhos consolidados de Abel e Filipe Luís. A decisão deste sábado, 18 horas, é um confronto sem favorito e talvez seja justamente isso que o torna tão grande. O peso individual é enorme, a força coletiva é evidente e a rivalidade extrapolou o esporte, alcançando o plano financeiro e político. Em campo, a decisão promete um duelo em que cada detalhe pode reescrever o rumo de duas eras vencedoras.

Primeiro tetra
Não será “a maior final de todos os tempos”, mas certamente é uma das mais simbólicas. Ao entregar ao vencedor o primeiro tetracampeonato brasileiro da Libertadores, Lima vira palco de um marco continental. Serão 90 minutos (ou mais) que vão muito além de uma taça: é a disputa pelo posto de clube mais poderoso do país, a consolidação de um domínio que já atravessa fronteiras e a chance de colocar este confronto em uma prateleira especial da história sul-americana. Uma final pesada, rara e destinada a permanecer no imaginário do continente.









