O Vasco da Gama chega à final da Copa do Brasil com humildade e pragmatismo depois de passar neste domingo pelo Fluminense, nos pênaltis, com vitória por 4 x 3, depois de o adversário vencer por 1 x 0 e rever a vantagem do time cruzmaltino no primeiro jogo por 2 x 1. Fernando Diniz encontrou um caminho possível com esse elenco: menos estética, mais resultado. O time não encanta sempre, mas compete. E decisão se ganha assim.

Rayan
O Vasco oscila demais, mas é imprevisível. Philippe Coutinho é o maestro, com bagagem europeia e leitura acima da média. Léo Jardim decide jogos, com dois pênaltis defendidos no Maracanã lotado. São argumentos irrefutáveis. Rayan, aos 19, é diamante raro: não deve ficar, o futebol europeu é destino natural. O Vasco é um time de operários que funciona no comando de Diniz.

Corinthians
Dorival Júnior é um levantador de taças, especialmente da Copa do Brasil. Mesmo com derrota em casa por 2 x 1, mesmo placar da vitória sobre o Cruzeiro no meio de semana, o Corinthians mostrou casca. Empatou o confronto no agregado e sobreviveu nos pênaltis com vitória por 5 x 4 como manda a tradição corintiana de sofrer, resistir e seguir vivo.

Gabigol
O roteiro teve ironia: Gabigol entrou só para bater pênalti e falhou feio. Hugo Souza virou herói. Futebol não explica tudo e ainda bem. No pós-jogo, o técnico Leonardo Jardim comunicou que deixa o Cruzeiro, dizendo não querer mais treinar. Tite aparece como alvo. O Corinthians segue, mesmo no caos.
Flamengo x PSG
O Flamengo fez o dever de casa contra adversários tecnicamente inferiores e chegou à final da Copa Intercontinental com relativa tranquilidade. Sem brilho algum. Mas isso engana. A decisão muda tudo. Agora é outro jogo, outro peso, outro patamar.
Luis Enrique
O PSG é favorito. Individualmente, vence nas onze posições. Dembélé, Marquinhos e elenco completo colocam o time de Luis Enrique um degrau acima. Para os europeus, a competição vale pouco; para o Flamengo, vale afirmação. Ainda assim, meu palpite é francês.
Figueirense

O Figueirense se mexe rápido e bem. Quase dez reforços, perfil mais experiente, e trabalho claro de Waguinho Dias. A equipe que estreia contra o JEC será outra. Concordo com o discurso: o Figueira vai brigar no Estadual e será duro de bater em casa. Porque também é grande em Santa Catarina.
Avaí
No Avaí, a palavra é SAF. E não tem mais como fugir do tema. Bernardo Pessi acerta ao falar em futuro e investimento, mas o clube precisa decidir com responsabilidade. Patrimônio protegido e dívida assumida pelo investidor são linhas corretas.

O problema é o presente: orçamento estrangulado, corte pesado no futebol e poucas contratações. Sem SAF, o início de ano será sofrido. A proposta apressou o debate, e isso pode ser bom, desde que o torcedor decida consciente sobre o amanhã do clube.
Jaraguá Hexa

O hexa veio, e veio com autoridade. O Jaraguá Futsal é fenômeno esportivo e cultural. Gestão forte, torcida que transforma a arena em caldeirão e uma cidade que respira futsal. Santa Catarina domina a Liga, e Jaraguá é o símbolo máximo dessa força.
No sábado à noite, derrotou o Corinthians por 3 x 0 na grande decisão. E com autoridade de hexacampeão. Arena Jaraguá lotada. Repete o ano de 2024 quando também foi campeão da Liga Nacional de Futsal.









