No fim de 2025 a deputada federal Carol de Toni (PL) se afastou do governador Jorginho Mello (PL) porque não queria desistir da sua candidatura ao Senado.
Ela, inclusive, tinha tudo encaminhado para ir para o Partido Novo, mas o ano novo parece ter dado um frescor em toda essa situação e agora, pela primeira vez, ela diz que fica no PL.
O que mudou? O ponto principal foi a pré-candidatura a presidente de Flávio Bolsonaro. Carol é muito próxima da família Bolsonaro e diz que não pode sair do PL numa situação como essa. Ela quer participar ativamente dessa candidatura e dia que só conseguirá isso mantendo a sua filiação no PL.
Quem se beneficia com tudo isso é o governador Jorginho Melo, que mantem os dois principais nome ao Senado, segundo as pesquisas, na sua coligação. Mas o que fazer agora com o senador Esperidião Amin (PP)?
Pois bem, Jorginho quer ter também o apoio da Federação União Progressista (PP e União Brasil) pelo tempo de TV que eles têm e também pelas 60 prefeituras que os dois partidos possuem no Estado.
COMO RESOLVER?
Se Jorginho realmente conseguir ter o PP e o União Brasil do seu lado, ele vai ter o apoio de aproximadamente 230 prefeitos dos 295 possíveis. Mas para ter a Federação União Progressista, o governador terá que resolver o problema de Amin e a saída colocada para o senador é que ele dispute uma cadeira a Câmara Federal.
Como candidato a senador, Amin pode sobrar e ficar sem nada, mas se sair como candidato a deputado federal, praticamente teria uma eleição garantida e continuaria em Brasília por mais 4 anos.
Mas Amin tem duas situações para resolver dentro do PP para aceitar essa proposta. A ex-prefeita de Florianópolis, Ângela Amin (PP), e o deputado estadual Zé Milton Scheffer (PP) estão mapeados para disputar essa mesma vaga e se Esperidião Amin sair como deputado federal, pode diminuir a chance deles.
Mas pode também inflar a legenda do PP e, ao invés de prejudicar, pode ajudar a Federação a eleger os três. O problema é que o presidente do União Brasil, deputado federal Fábio Schiochet, também vai buscar a sua reeleição e aí não se sabe se eles conseguem votos para colocar tantos candidatos na Câmara Federal.
Outro problema é que a Federação União Progressista colocou como condição para apoiar um candidato a governador a vaga ao Senado. Os partidos querem participar da majoritária e isso só mudará se vier uma ordem de cima, tendo que passar pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, pelo presidente nacional do UB, Antônio Rueda, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado.









