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quarta-feira, 25 maio, 2022

Foi crime, não há dúvida

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Foi crime, não há dúvida
REPRODUÇÃO/INTERNET

O trabalho da força-tarefa que inclui a Polícia Civil e o Tribunal de Contas foi materializado com a denúncia de 14 pessoas à Justiça Estadual feita pelo Ministério Público, e que sustenta que todos teriam agido na compra de 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões junto à uma empresa de fachada, a Veigamed, de Nilópolis, no Estado do Rio de Janeiro, em março do ano passado.

A pressa para comprar os equipamentos, que mobilizou países do mundo inteiro no início do combate à pandemia, foi o pano de fundo para que a ação, de caráter criminoso, saqueasse os cofres públicos do governo do Estado.

Entre os denunciados estão os ex-secretários Douglas Borba (Casa Civil) – por estelionato e obstrução de investigação – e Helton Zeferino (Saúde) – por peculato culposo (sem a confirmação de que teve benefício diretamente), mesma tipificação para os demais servidores públicos envolvidos, com exceção de Márcia Geremias Pauli, ex-superintendente de gestão Administrativa da Secretaria da Saúde, enquadrada por peculato culposo, uso de documento falso e obstrução da justiça.

Os empresários envolvidos na venda foram denunciados por organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Não cabe antecipar os envolvidos como pré-condenados, pois terão tempo para apresentar as defesas, após o Judiciário aceitar ou não a denúncia encaminhada pelo MP a partir da Operação O2 (Oxigênio), deflagrada depois que o governador Carlos Moisés pediu a investigação junto à Polícia Civil. Leia mais em https://bit.ly/3zhS1Uv.

 

A caminho

Recentemente o governo do Estado anunciou que R$ 31,8 milhões dos R$ 33 milhões pagos antecipadamente pelos respiradores foram recuperados (R$ 14, 2 milhões em dinheiro e o restante garantidos com o sequestro e indisponibilidade de bens dos envolvidos), e que o contribuinte poderá acompanhar a recuperação em um site oficial http://www.sc.gov.br/respiradores/.

Nesta quarta (25), a Procuradoria Geral do Estado informou que, com o auxílio da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais, atuará diretamente na China, de onde são originários os aparelhos que nunc a chegaram ao Estado, para obter dados que levem à repatriação dos valores pagos.

 

TARCÍSIO POGLIA/DIVULGAÇÃO

DE OLHO

Alheio à nova informação do governo do Estado, no melhor estilo de opositor, o deputado Sargento Lima (PL) foi ao MP para pedir que o órgão fique atento aos número divulgados em relação aos respiradores, mas só fala nos R$ 14,2 milhões, não no restante. Lima, que presidiu a CPI dos Respiradores, entregou o ofício à subprocuradora-geral de Justiça, Gladys Afonso, onde pede que seja verificado se os valores publicados estão corretos. Como Moisés não teve a participação na compra comprovada e nem a Polícia Federal encontrou qualquer indício de envolvimento do governador na aquisição em inquérito aberto no STJ, a CPI viu seu alvo sair ileso, o que se repetiu no processo de impeachment aberto na Assembleia.  

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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