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sábado, 28 maio, 2022

Gean analisa o cenário

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Gean analisa o cenário
ANDRÉ MAZZOLA/TVBV

Prestes a anunciar um pacote de investimentos, que ele chama de choque de obras, com financiamento de R$ 500 milhões, e um programa de refinanciamento de dívidas (Refis) para pagamento de tributos municipais que beneficiará os contribuintes que enfrentaram problemas financeiros com a pandemia, o prefeito Gean Loureiro (DEM) observa o cenário para alçar voo em direção à campanha ao governo do Estado.

O prefeito de Florianópolis sabe que o sucesso da gestão no primeiro mandato deve ser ampliado para fundamentar o projeto de 2022, embora o desafio agora seja buscar parceiros e já considera o Republicanos, do vice Topázio Silveira, o PSC e o PSD, integrantes da administração atual como o ponto de partida.

Cauteloso nas palavras, Gean, que preside do Democratas em Santa Catarina, assegura que não só as vagas à majoritária estão no foco em função do fim da coligação nas eleições proporcionais, o que exige um esforço do partido para a construção de chapas fortes a deputado estadual e federal.

 

Não falta conversa

Na semana em que esteve em Florianópolis e depois de ouvir inúmeros discursos em direção à candidatura própria no Estado, entre Raimundo Colombo, Napoleão Bernardes, João Rodrigues ou Adeliana Dal Pont, o presidente nacional do PSD conversou por bastante tempo com Gean Loureiro.

O ex-prefeito Gilberto Kassab ouviu mais do que falou, porém deixou claro, durante o encontro no Hotel Faial, que não interferiria nas questões estaduais.

 

Mais gente

O prefeito de Florianópolis também tem alinhavado constantes conversas com os tucanos Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, e o ex-deputado Gelson Merisio ou mesmo com o senador Dário Berger (MDB), ex-prefeito da Capital e de São José, com quem teve longa conversa sobre sucessão recentemente.

Dário, que reclama da situação sobre as prévias emedebistas, lamenta que, se estiver na campanha, não terá o prefeito, que foi seu secretário e braço direito, ao seu lado, enquanto Gean já articula a próxima conversa de peso, com o senador Esperidião Amin (PP), independentemente do clima criado com a família depois de derrotar a deputada e ex-prefeita Angela Amin, em 2020.

 

Sem ataques

Gean não usa o expediente mais comum na política atual, evita qualquer polêmica ou ataques gratuitos.

Nem com relação ao governador Carlos Moisés nem sobre o presidente Jair Bolsonaro, ambos sem partido, para quem o prefeito considera que o melhor é manter o convívio institucional.

 

Argumento

Gean elogia o vice Topázio e dá pistas que, em 31 de março do ano que vem, o empresário estará à frente da prefeitura, com a mais do que provável renúncia para concorrer ao governo.

Sobre o eleitor que o reelegeu em primeiro turno não gostar da decisão, Gean apresenta uma versão interessante: “Vou estar na capital (caso eleito governador), o chefe do Executivo Estadual vive o dia a dia de Florianópolis!”

 

 

CARLOS JÚNIOR/ACIJ

ANTES DA MOTOCIATA

Recebido pelo presidente Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, e pelo presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Marco Antonio Corsini, o presidente Jair Bolsonaro ouviu os pedidos do empresariado catarinense, em Joinville, na defesa de investimentos em infraestrutura, a realização de reformas estruturantes e de um novo pacto federativo. A conta que nunca fecha na retribuição, onde Santa Catarina entra com R$ 70 bilhões em arrecadação de impostos federais e recebe um retorno de menos de 20% deste valor é o motivo da cobrança. Sem querer particularizar a ridícula situação em que o governo do Estado oferece R$ 350 milhões para obras nas BRs 470, 280 e 163 mas o DNIT não homologa o contrato para atender miudezas políticas e ideológicas, Aguiar falou da situação das rodovias que são escoadores das riquezas produzidas no Estado para os portos. Bolsonaro rebateu e falou em reversão de prejuízos nas estatais e assegurou que a questão dos investimentos federais tem origem no pagamento de juros e serviço da dívida. No dia anterior à chegada do presidente ao Estado, um documento assinado por mais de 100 entidades de todo o Estado pediu que o governo federal utilize os recursos do governo catarinense nos lotes 1 e 2 da BR-470, trecho mais avançado da duplicação.

 

Deu chabu

Saibam que lidar com os conservadores mais próximos de Bolsonaro não é fácil, que o diga o senador Jorginho Mello (PL).

Entrou em atrito com a deputada federal Caroline de Toni (PSL) na queda de braço para saber em que lugar o presidente iria dormir e ela venceu: o hotel do 62º Batalhão de Infantaria do Exército, com sede em Joinville, enquanto era esperada uma recepção do grupo de Jorginho na Capital.  

 

Discurso perigoso

Bolsonaro criticou o STF e até soltou xingamentos contra o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, por conta da bandeira pelo voto impresso, fez em Joinville e reforçará os ataques na motociata, em Florianópolis.

A matéria não passou na comissão especial, junto com a retrógada possibilidade de contagem de voto manual, e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-PE) disse que levará o assunto ao plenário, com a ressalva de que, diante de todos os problemas que o país enfrenta, a pauta não pode ser centrada no voto impresso.

De fato, Lira agrada Bolsonaro e desagrada ao mesmo tempo, pois este é o assunto da vez, que mantém acesa a chama das mudanças das quais muitas prometidas pelo presidente morreram na casca: escola sem partido e a contrariedade à ideologia de gênero não saíram do papel.   

 

Manifestação

Juízes federais reagiram aos ataques de Bolsonaro e a Associação dos Magistrados do Trabalho emitiu até nota contra o que considera “preocupante crise institucional e desrespeito à Constituição e a independência dos Poderes da República”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, encontrou com o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, onde ambos reforçaram “a importância do diálogo permanente entre as duas instituições”. Leia na íntegra a manifestação da associação que congrega os integrantes da Justiça do Trabalho:

 

NOTA PÚBLICA EM RESPEITO À DEMOCRACIA, À CONSTITUIÇÃO FEDERAL E AOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A ANAMATRA – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO, entidade da sociedade civil que congrega cerca de 3.600 magistradas e magistrados do Trabalho de todo o Brasil, vem a público reafirmar o respeito à democracia, à Constituição Federal e aos membros do Poder Judiciário, diante das graves ameaças e agressões proferidas, que caracterizam preocupante crise institucional e desrespeito à Constituição e a independência dos Poderes da República.

O Brasil já conviveu com períodos ditatoriais que comprometeram a liberdade de expressão, obstando o desenvolvimento e a manutenção de uma sociedade livre, justa e soberana, de modo que quaisquer investidas contra a democracia e a Constituição Federal devem ser repudiadas com veemência e forças necessárias, a fim de coibi-las definitivamente.

A relação harmônica entre os Poderes republicanos constitui alicerce primordial do Estado Democrático de Direito, que pressupõe o respeito ao papel institucional das autoridades neles investidas, inclusive quanto à urbanidade recíproca em palavras e atitudes. Atentar contra o livre exercício de qualquer Poder, especialmente o Poder Judiciário neste momento, consubstancia-se em conduta considerada constitucionalmente grave (art. 85, II).

É necessário posicionar-se com absoluta firmeza e veemente repulsa diante de toda e qualquer declaração ou conduta, que venha, por via direta ou oblíqua, lesar o princípio harmônico republicano, a autonomia e a independência do Poder Judiciário, bem como que objetive desvirtuar ou mesmo aniquilar a democracia, tão penosamente construída, mantida e aprimorada pelo sistema constitucional vigente.

A Constituição Federal tem, como um de seus pilares fundamentais, a divisão dos Poderes da República, pelo que é de inquestionável dever o respeito mútuo, seja em palavras, gestos e ações, o que representa a essência da responsabilidade inerente ao cargo de cada um de seus membros. Assim, a ANAMATRA externa sua irrestrita solidariedade ao Supremo Tribunal Federal e seus Ministros, alvos de injuriosos ataques, desferidos em razão do desempenho de seu imprescindível dever de prestar jurisdição sob a luz da Constituição Federal, norma fundamental ainda mais relevante nos tempos atuais.

A democracia está intrinsecamente relacionada à independência judicial.

A magistratura trabalhista não se omitirá hoje e sempre na necessária defesa do Poder Judiciário. Brasília, DF, 06 de agosto de 2021.

LUIZ ANTONIO COLUSSI Presidente da ANAMATRA

 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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