Novembro 16, 2021

Gean projeta a aliança para 2022

Gean projeta a aliança para 2022
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O acordo está pré-definido e, em março, quem estiver melhor será o candidato ao governo de Santa Catarina em uma aliança que terá o União Brasil (PSL-DEM), PSD, Podemos, Republicanos e PSD.

Este é o desenho da articulação feita pelo prefeito Gean Loureiro, de Florianópolis, que, na foto, aparece entre o vice-presidente nacional do PSL, Antônio Rueda, o deputado federal Fabio Schiochet (presidente estadual do PSL) e o deputado estadual Julio Garcia (PSD), durante o evento da nova sigla, na Capital.

Entre os avalistas da proposta estão os pessedistas Raimundo Colombo, Napoleão Bernardes, João Rodrigues e Julio Garcia; o ex-senador e governador Jorge Bornhausen; Paulo Bornhausen e Camilo Martins, do Podemos; o vice-prefeito Topázio Silveira e o deputado Sergio Motta, do Republicanos; e o deputado Jair Miotto, do PSC.

A construção, que está adiantada, passa justamente pelas siglas que já fazem parte da administração de Gean, reeleito em primeiro turno, e com um trunfo: o ponto de aglutinação é o de que, dentro do acordo, está explícito que o eventual candidato assume o compromisso de não disputar a reeleição, em 2026, uma promessa de abertura de porta para outros nomes em quatro anos.

A fama de trabalhador do prefeito e a costura que tentará evitar dependência da nacionalização do pleito, já que é quase certo que a maioria das legendas terá candidato próprio e uma parte estará com Jair Bolsonaro, favorecem Gean, que está na estrada para ser o nome indicado.

 

Maturidade

Gean trabalha em torno do 1 minuto e 30 segundos do horário eleitoral que já possui com a fusão entre PSL e DEM, um tempo mais do que razoável se considerado que os prováveis demais postulantes ao cargo terão que construir coligações para alcançar patamar semelhante.

O prefeito garante também que age em torno de uma de suas maiores fragilidades, ser conhecido nas demais regiões do Estado, além de reforçar a influência na Grande Florianópolis, sempre respaldado em pesquisas e sob a batuta do publicitário Fábio Veiga.

 

Estratégia 1

Não entrar em debates desinteressantes ou críticas ao governador Carlos Moisés e ao presidente Jair Bolsonaro tem sido uma máxima de Gean.

Foi em Santa Catarina o primeiro encontro regional do União Brasil, que terá os 20 prefeitos do DEM em suas fileiras, seis dos 14 do PSL, e um deputado federal, Fabio Schiochet, que ficou vitaminado com a fusão dos partidos.

 

Estratégia 2

Gean será o presidente da sigla no Estado, Schiochet o vice, até porque seria complicado um candidato à reeleição montar a chapa à Câmara dos Deputados.

No âmbito estadual, sobram nomes para concorrer a deputado, mas o União Brasil tem chapas robustas com pré-candidatos com potencial de alcançar mais de 20 mil votos, um deles o ex-prefeito de Balneário Camboriú Edson Piriquito, que dá adeus ao MDB.

No planejamento do novo partido, a estratégia é buscar a eleição de dois ou três federais, com nomes como o de Valdir Colatto (MDB), e cinco estaduais, em um universo onde não existe mais coligações a proporcional.

 

Fato

Gean já projeta o futuro, enquanto dentro de sua linha de alianças não há consenso no PSD sobre quem será o eventual candidato ao governo e o Podemos ainda precisa ver o que pode render a pré-candidatura do prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú.

E há uma aposta, a de que o apoio explícito de prefeitos de todos os matizes a Moisés termina no fim de 2021, quando a torneiras fecharem.

 

Axioma

A falta de definição do governador Carlos Moisés da Silva por um novo partido em nome da governabilidade e os solavancos das tratativas de Jair Bolsonaro, movimento que deve ter repercussão em Santa Catarina, são pano de fundo para adiantar uma aliança robusta que indique confiança ao eleitor, que beneficiaria Gean ou quem estiver ao lado dele.

O MDB bate cabeça pela manutenção de uma prévia, marcada para 15 de fevereiro, que poucos querem, enquanto o prefeito Antídio Leunelli, de Jaraguá do Sul, joga uma partida diferente; e, do lado de Bolsonaro, o senador Jorginho Mello e o senador Esperidião Amin dependem para que lado o presidente for, PL ou PP, quadro nada apaziguado.

No Bahrein, em viagem oficial, Bolsonaro disse que resolve a futura filiação em 15 dias, e acrescentou os convites que recebe a cada instante do Republicanos, para embaçar mais a perspectivas de quem pretende surfar em uma nova onda em Santa Catarina.

 

KARLA LOBATO/SECRETARIA DA SAÚDE

MUITOS PROJETOS

Assim como muitos secretários de Carlos Moisés, o titular da Saúde André Motta Ribeiro deve disputar uma vaga na Assembleia, em 2022, para preservar o trabalho da atual administração e assegurar uma base ao projeto de reeleição. Bem antes das tratativas eleitorais, Motta Ribeiro, médico por formação e servidor de carreira da Saúde, quer pôr em prática uma série de projetos com os pés no chão, que começam com uma meta audaciosa: zerar as cirurgias eletivas, tirando 40 mil da fila ao condensar 20 meses em um mutirão de seis meses, e os restantes 60 mil até o fim de 2022, com ajuda de hospitais filantrópicos, que receberiam recursos para intensificar o trabalho. Não para por aí, o Complexo Hospitalar de Florianópolis 9edital será lançado nos próximos dias), o novo prédio do Instituto do Coração que fará aumentar a área física de atendimento do Regional de São José, e a nova sede do Lacen (Laboratório Central) que irá para o Sapiens Parque, em Canasvieiras - em um ambiente onde já são desenvolvidas pesquisas em biocontenção e biossegurança -, reforçam a linha de planejamento.

 

Futuro

As UTIs adultas que foram criadas para atender os pacientes com Covid-19 não serão desativadas pelo governo do Estado, em hospitais públicos e privados.

A ideia é que cerca de 1.050 fiquem em funcionamento.

 

Samu

O calcanhar de Aquiles do governo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deverá passar por modificações técnicas, sendo que a intenção do secretário da Saúde é a de que os médicos reguladores sejam trazidos para dentro da estrutura do Estado, enquanto a parte operacional seja destinada para Organizações Sociais.

Enquanto o tema do novo edital que definirá quem assumirá a estrutura está sob a análise do TCE, André Motta Ribeiro projeta que a oferta de estruturas inter-hospitalares, ambulâncias que farão o transporte de pacientes, deixarão 10 viaturas do Samu livres para atuação nas cidades, hoje um trabalho que toma tempo e retira o foco do serviço.

Outro trunfo do Estado no transporte de pacientes tem sido a utilização do avião Carajás do Samu/Bombeiros, que terá o incremento de mais aeronaves, operação que será responsável pelo aumento de viagens em longas distâncias. 

 

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CONVERSA É O QUE NÃO FALTA!

Em termos nacionais, a esquerda ainda não percebeu que poderia estar mais próxima e com projetos mais unificados. Em Santa Catarina, a máxima é outra. Os encontros entre o presidente do PT, ex-deputado e prefeito de Blumenau Décio Lima, o presidente do PDT, o ex-deputado Manoel Dias, e o vereador e ex-deputado e vice-prefeito de Florianópolis Afrânio Boppré, do PSOL, são públicos. Fizeram o primeiro na semana passada e voltam a se encontrar dia 22, próxima segunda, onde mais lideranças estaduais e federais das siglas devem estar presentes. Décio, Maneca e Afrânio reafirmam o compromisso de construir unidade, no mínimo, para enfrentar o adversário comum, Jair Bolsonaro.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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