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O retrato social da migração e dos refugiados nos dez anos da organização Círculos de Hospitalidade

Foto: Bruna Kadletz
A exposição “Entre Olhares e Memórias”  celebra uma década da  Círculos de Hospitalidade. A mostra reúne fotografias e narrativas sensíveis que retratam os caminhos, sonhos e lutas de pessoas migrantes e refugiadas que constroem novas vidas em Santa Catarina e em outras localidades, e destaca a relevância da hospitalidade como prática política, afetiva e transformadora.   
A exposição marca também os cinco anos da promulgação da Lei Estadual de Migração (Lei 17.457/2018), uma conquista fundamental para a garantia de direitos e a implementação de políticas públicas voltadas à população migrante em Santa Catarina. “Retratos de Hospitalidade” homenageia os participantes e parceiros de cinco projetos emblemáticos que marcaram a trajetória da organização e impactaram centenas de vidas, como Impulso! Programa de Empreendedorismo Migrante, Somos Protagonistas, Hospitalidade, não Hostilidade, Projeto InterAções, e Ateliê Artes e Memórias. 
A exposição convida o público a refletir sobre o significado de acolher e ser acolhido, apresentando histórias reais de coragem, pertencimento e resistência, que desafiam os estigmas sobre as migrações e evidenciam o protagonismo das pessoas migrantes na construção de uma sociedade mais justa e plural. A exposição está  na
Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) e recebe o público de forma gratuita  até  a próxima sexta-feira, dia 10 de outubro.
Fotos: Brenda Francis e Celita Scheneider
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“A identidade é uma ilha de edição”

Artista @ciber_org. Foto: Georgi Andres
O multiartista ciber_org inaugura nesta sexta-feira, 10 de outubro, no Memorial Meyer Filho, em Florianópolis,  a exposição “A identidade é uma ilha de edição”.  O trabalho propõe uma reflexão audaciosa ao ressignificar itens como seringas, ampolas de hormônio, gazes, circuitos eletrônicos, sementes testogênicas, convertendo-os em arte que desafia noções de identidade, corporeidade e a relação entre ser humano e tecnologia.  

Fruto de sua pesquisa no mestrado em Processos Artísticos Contemporâneos (UDESC), a exposição, sob curadoria de Débora Pazetto, reúne escultura, letreiro de led, videoperformance, ensaio visual, fotografia e realidade aumentada, que desafiam a ideia da identidade como algo estático. “Fabular-se a si mesmo é como fabular o próprio mundo”, reflete o artista, cuja obra expõe a urgência política de reinventar-se em uma sociedade que insiste em categorizar rigidamente a vida. 

A exposição fica aberta no Memorial Meyer Filho, no Centro, até o dia 10 de novembro, com entrada gratuita. Saiba mais na rede social do artista  @ciber_org

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“Amarelo”

Artista Sr Lima. Foto: Divulgação

Colagens inéditas e premiadas do artista sR Lima  estão na mostra “AMARELO”, que ocupa o Museu Casa de Campo, em Rancho Queimado, até o dia  31 de outubro. A exposição, com curadoria de Meg Roussenq, reúne obras que exploram a fragmentação das identidades sociais por meio da técnica da colagem analógica, marca registrada do artista visual.

Reconhecido por sua pesquisa sobre as identidades sociais, o colagista apresenta 10 trabalhos criados a partir do reuso de fragmentos de revistas descartadas, um processo meticuloso que transforma o descarte em narrativa visual, reafirmando a arte como manifesto sustentável e social.

Inspirada no pensamento de Voltaire em Cândido, o Otimista, a mostra insere o girassol como símbolo de potência, resistência e busca constante pelo lado da luz. “O amarelo, cor central da exposição, traduz essa energia vital ao convocar o público a refletir sobre pertencimento, pluralidade e o direito inegociável de ser diferente”, explica o artista.

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Morro do Mocotó vai ganhar galeria a céu aberto

Foto do projeto no Morro da Mariquinha/Divulgação

O Instituto Cidades Invisíveis dá início ao projeto Galeria de Arte do Mocotó, uma proposta que transforma os muros da comunidade de Florianópolis em uma verdadeira galeria a céu aberto. A iniciativa prevê a criação de 60 murais assinados por artistas, distribuídos em três etapas, além de oficinas artísticas abertas à comunidade e os “Rolês do Mocotó”, caminhadas coletivas para conhecer as obras espalhadas pelo bairro. 

O projeto vai reunir artistas de diferentes regiões do país, trazendo para os muros do Mocotó linguagens diversas da arte urbana, desde o graffiti até a ilustração; democratizando o acesso à arte, valorizando a cultura de rua e fortalecendo o território como espaço de pertencimento e transformação social. As ações estão programadas para os dias 25 e 26 de outubro, 5 e 6 de novembro de 2025, e 7 e 8 de fevereiro de 2026, em grandes encontros de cores, traços e narrativas.

Em 2023 o Instituto promoveu a Galeria de Arte da Mariquinha, projeto que contou com a participação de 80 artistas e resultou em mais de 1,5 mil m² de obras espalhadas pelos muros do bairro. Além da pintura coletiva, a iniciativa promoveu os “Rolês da Mariquinha”, caminhadas abertas ao público para apreciar os murais, e produziu um documentário que registrou todo o processo criativo e o impacto cultural gerado na comunidade.

Registro do projeto no Morro da Mariquinha. Foto: Divulgação

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“Entre Nós”, o místico, o sagrado e o profano 

Trabalho da artista Adelaide Caldas

Os caminhos simbólicos que unem pessoas, memórias e emoções são revelados na exposição “Entre Nós”, que a artista Adelaide Caldas leva ao Via Arte Ateliê de Cerâmica , a partir do próximo sábado (11), às 9h. 

Entre o sagrado e o profano, o fantástico e o imaginário, Adelaide cria obras que evocam a literatura de Franklin Cascaes e desatam nós do tempo para amarrar laços de contemporaneidade. Em 30 trabalhos, lança mão diversos materiais para a composição de suas obras, mesclando cerâmica, ferro, madeira, renda e tecidos.

Para a artista, a exposição é um reencontro consigo mesma e com o outro. “Olhar para esta exposição é como reconciliar meu passado, meu presente e o agora. Cada trabalho é fruto de histórias que me atravessam, de encontros que me tocam profundamente. É um processo urgente, quase como uma gravidez: preciso dar forma, preciso falar. E falo através da cerâmica, da madeira, dos tecidos, do que encontro. Nada pode ficar guardado apenas em mim”, reflete.

O espaço Via Arte Ateliê de Cerâmica fica Av. Rio Branco, 533 – Sala 5, no centro de  Florianópolis  a exposição prossegue até o dia 31 de outubro.

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Revisitando obras de Pedro Paulo Vecchietti

“Do Ornamento ao Vestígio” de Pedro Gonçalves

A diretoria e 21 dos mais de 40 artistas associados da Acap (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos) criaram mais uma uma exposição, a quarta realizada na Capital em comemoração aos seus 50 anos. A coletiva, “Combinações entre a Natureza e Artifício – Ressignificações da Obra de Pedro Paulo Vecchietti”, na Galeria Municipal de Arte, que tem como patrono o próprio homenageado, um dos oito fundadores da associação.

“É uma honra pra família ter esta dupla homenagem ao artista Vecchietti. Ele adorava quando havia releitura de suas obras, pois o aproximava do pensamento de outros artistas plásticos”, frisa um dos seus quatro filhos, Paulo Renato Vecchietti. 

A Galeria Municipal de Arte fica na  Praça 15 de Novembro, 180, Centro de Florianópolis. A exposição segue até o dia 11 de novembro.

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Jec Rock no final de semana em Joinville

Fotos: Divulgação

Durante dois dias intensos de música, diferentes facetas do gênero musical rock, serão exploradas em dois palcos, além de nomes consolidados no cenário nacional, o festival também abre espaço para bandas catarinenses como: Somaa, Terra de Nós Mesmos, Fairans, Mosaico Adulto e Carabina. O festival acontece no próximo final de semana,  sexta e sábado, 11 e 12 de outubro, na Arena Joinville.

No primeiro dia do festival, quem abre os trabalhos sonoros é a joinvilense Bradok, com o Pop Rock Nacional e Internacional, seguidos de Somaa, banda criada em 2011, em Joinville, por Rafael Zimath (voz e guitarra), Nedilo Xavier (baixo) e Tiago Luis Pereira (bateria e voz), Fairans, trio criado por Ronaldo Santiago em 2001, conhecido em Santa Catarina por ter um estilo musical híbrido, que mistura do rock com pop.  A Banda Terra de Nós Mesmos  segue a programação como uma das convidadas da casa, no projeto que une transcendência e conexão. Os  destaques deste dia serão os shows de Marcelo Nova e Clemente.

No segundo dia do JEC Rock, o festival terá a presença da banda local Mosaico Adulto, com rock gaúcho. E seguindo   uma homenagem ao mestre do reggae, com o tributo “Bob Marley Legend”, os maiores sucessos de Bob Marley serão interpretados por um “dream team” do reggae nacional.  Na segunda noite  também a presença da banda de Florianópolis, Dazaranha.

O festival é gratuito e os ingressos devem ser retirados na plataforma Sympla e os portões da Arena Joinville abrem a partir das 14 horas.

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Até a próxima semana!

No instagram @anselmoprada

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