17.3 C
fpolis
17 C
fpolis
terça-feira, 24 maio, 2022

Globo e seleção brasileira, nada a ver

Últimas notícias
Globo e seleção brasileira, nada a ver
Reprodução/SBT

A Globo nem disfarça mais: os noticiários da seleção brasileira sumiram dos telejornais. Como já ocorreu com a Fórmula 1, com a Band, a emissora deixou de comprar os direitos de transmissão, adquiridos pelo SBT. A iniciativa dos demais canais quebrou um procedimento usual por décadas. Antes, a Globo adquiria tudo, às vezes por preços tão altos que tinha que renegociar, como foi o caso das Copas de 2002 e 2006.  

Agora, em uma mistura evidente entre marketing e editorial, a emissora deixa de dar informações completas sobre os eventos que não transmite. Quando tinha os direitos dos jogos da seleção, apresentava um pacote de informações ancorado em estúdios e poderosas estruturas de transmissão externa. Há quem se lembre do Jornal Nacional, na noite anterior ao desastre de 7 a 1 para a Alemanha, quando Felipão e Parreira foram entrevistados ao vivo em estilo ufanista no telejornal.

Estava errada antes ou está errada agora.

 

Outra Global


Reprodução/Globo

As atitudes recentes da Globo não param de surpreender. O encaminhamento da substituição de Fausto Silva tem lances que mostram uma atitude obsessiva com a concorrência e a receita. Desde que o apresentador decidiu se mudar para a Band, ao final do contrato, a emissora buscou uma maneira de não deixá-lo no ar até dezembro para não “esquentar” o futuro programa dele no novo canal.

A preocupação em liberar Faustão e não perder o dinheiro de merchandising foi resolvida quando aprovou Tiago Leifert no Domingão, testado enquanto o titular se recuperava no hospital de um problema de saúde. A Globo tratou logo de dispensar Faustão, sem dar chance dele se despedir ao vivo do programa que apresentou por 31 anos, em uma atitude que acima de tudo revela falta de elegância e paranoia desmedida. A Globo tenta sepultar Faustão.

 

Euroshow

Os jogos da Europa se transformaram em um bom espetáculo para quem gosta de futebol via TV. É bonito de ver passes trocados de maneira objetiva para frente, em busca de gol, e não para os lados e para trás. Os jogadores se empenhando em ficar em pé, sem simular faltas. E respeitando o juiz.

A operação de TV representa um avanço na maneira de transmitir futebol. A câmera colocada em cabos sobre o gramado busca diferentes pontos, passeia pelo campo, enquanto outras colocadas em locais estratégicos dão big closes nos jogadores e mostram os lances de área como se o expectador estivesse no meio do gramado, de frente para o lance.

O som ambiente privilegia a torcida e o som da bola tocada pelos jogadores. Vale a pena ver e curtir.    

 

Kadu

Quem ouve rádio e torce para que o veículo sobreviva todos os percalços, sabe quando um talento está surgindo. É o caso de Kadu Reis, repórter e apresentador da CBN Diário, que pediu demissão na semana passada. Na despedida pelas redes sociais, foi muito elegante, agradeceu as oportunidades que teve. Mas ficou a leitura nas entrelinhas, que, depois de sete anos e meio, Kadu estava sem perspectiva de crescimento profissional na NSC. Uma pena para os ouvintes e um degrau a menos no conteúdo esportivo da emissora.

 

Álbum

Textos e fotos com histórias de Jornalismo.

Dos 50 anos do Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, em 6 anos estive muito próximo a ele como chefe de jornalismo e esportes, antes da chegada de Armindo Antônio Ranzolin. Na festa de 15 anos estava por lá, quando pela primeira vez saiu do estúdio para encontrar o público, em um estrado colocado na frente dos cinemas da Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Bem mais tarde, na Copa de França, em 1998, o programa era apresentado em um quarto-estúdio no hotel da RBS, em Montparnasse, Paris. Uma tarde, peguei o carro para ir até Lésigny, onde estava a seleção brasileira e os repórteres da nossa equipe. Logo em seguida, o Ranzolin chamou pelo celular: “Volta, Santana e Ruy Brigaram”. Voltei ao hotel, o mais rápido que pude dirigir pelas ruas complicadas de Paris, a tempo de encontrar os comentaristas Ruy Carlos Ostermann e Paulo Santana em grande stress. Ranzolin levou um deles para um quarto e eu para o outro. Precisamos chamar a atendimento médico para baixar a crise de ansiedade. Os dois, símbolos maior de inteligência, que existia no programa de debate esportivo, haviam se desentendido aos tapas porque um não quis passar o microfone ao outro. A crise foi dominada ali, mas para evitar mais problemas durante a Copa passei a acompanhar o programa diariamente, sentado no banheiro, perto da mesa de debate (e dos microfones…). E nada mais aconteceu naquele ano, a não ser o pior de tudo, nossa derrota na Copa.

Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
Mais notícias para você
Últimas notícias

Prefeitos e deputados do MDB pedem reunião para dar apoio a Moisés

Acabou a paciência com o presidente estadual Celso Maldaner e com o pré-candidato ao governo Antídio Lunelli depois da...
.td-module-meta-info { font-family: 'Open Sans','Open Sans Regular',sans-serif; font-size: 14px !important; margin-bottom: 7px; line-height: 1; min-height: 17px; } .td-post-author-name { font-size: 14px !important; font-weight: 700; display: inline-block; position: relative; top: 2px; }