Setembro 15, 2021
FIESC

Há muita gente na estrada

Há muita gente na estrada
ALEXANDRE LENZI/DIVULGAÇÃO

O ex-governador Raimundo Colombo tem sido um dos mais ativos pré-candidatos em 2022 na busca de apoio para robustecer o projeto de voltar ao comando do Estado, mas não é o único na estratégia de antecipar o palanque eleitoral sem empolgar o eleitor.

Em disputa interna civilizada dentro do PSD, onde os ex-prefeitos Adeliana Dal Pont (São José) e Napoleão Bernardes (Blumenau) e o prefeito João Rodrigues (Chapecó) também colocaram os nomes à disposição, Colombo quer capitalizar o voto saudosista das duas administrações à frente do Centro Administrativo.

Em recente evento em que foi homenageado por proposta do vereador Andrew Filinto Laurentino, do PSD, (na foto com o ex-governador), Colombo lembrou da gangorra da popularidade na política e se disse honrado pela lembrança de obras que vão de pavimentação de rodovia à construção de uma escola no município e a obras no acesso ao Porto.

O trabalho de encontrar aliados será o grande desafio não só de Colombo, mas de quem quiser estar no embate eleitoral do ano que vem, que hoje oscila entre projetos individuais, comuns nesta época de construção de candidaturas à reedição de alianças históricas, como a tríplice, desenhada por Luiz Henrique e Jorge Bornhausen, que ficou 16 anos no poder.  

 

Dilemas à parte

O presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, implementa um roteiro próprio depois de rodar o Estado ao lado do senador Dário Berger e do prefeito Antídio Lunelli (Jaraguá do Sul).

Celso parte para o convencimento de que não está na prévia do partido, marcada para 15 de fevereiro do ano que vem, para garantir um espaço na majoritária, ao Senado, em vez de se concentrar na sucessão de Carlos Moisés (sem partido).

Enquanto Dário mantém cautela, Lunelli tem percorrido o Estado e garantido generosos espaços na imprensa por onde passa, isso quando não está nas redes sociais a republicar, de cinco em cinco minutos, vídeos e material com endereço certo para os seguidores de Jair Bolsonaro, embora esta posição de apoiado do presidente da República, por ora, pertença ao senador Jorginho Mello (PL).

 

Na pista, sim!

O prefeito Gean Loureiro (DEM) aguarda ansioso a oficialização da fusão entre o Democratas e o PSL, marcada para a próxima terça (21), um ânimo e tanto no projeto ao governo, que precisa avançar com novos aliados, já que PSD e Podemos, tidos como fechados, não confirmam a intenção e têm pré-candidatos, e ficar apenas com Republicanos e PSC garante apenas uma boa proteção espiritual.

Os problemas de Gean são os de qualquer administrador de uma grande cidade, o que parece não evita dar a impressão de perda de controle nos últimos dias, com fatos que pegam mal como o de crise no recolhimento do lixo em parte do Norte da Ilha ou de uma catarse do líder do governo na Câmara, Renato Geske (PSDB), o da Farmácia, que disparou à tribuna contra o que qualifica de descaso com a Lagoa da Conceição, região-base do parlamentar, que desafiou o prefeito a retirá-lo da função no Legislativo.  

 

Do tucanato

Figura-chave na definição do candidato do PSDB ao governo, o prefeito Clésio Salvaro tirou duas semanas de licença, de férias, e passou o cargo fatiado ao vice, o jornalista Ricardo Fabris (PSD), nos primeiros sete dias, e restante ao presidente da Câmara Arleu da Silveira (PSDB), um dos seus principais escudeiros.

Clésio também se afasta das polêmicas dos últimos dias, entre a demissão de um professor pelo uso de uma música que tratava de diversidade e o fato de sugerir ao Bolsonaro tomar a vacina contra a Clovid-19, justo em Criciúma, um dos maiores redutos de apoio ao presidente, senão o maior.

No caminho de Clésio, que nunca escondeu de ninguém que seu projeto era para 2022, está a definição de uma candidatura forte à Presidência, entre os governadores João Doria Júnior (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), na prévia marcada para novembro, embora os nomes do senador Tasso Jereissati (Ceará) – que já admite não concorrer à reeleição em 2022 – e do ex-prefeito Artur Virgílio (Manaus) estejam à mesa, mais a musculatura política que o ex-deputado Gelson Merisio pretende reunir para ser o candidato tucano em Santa Catarina.

 

E o Moisés

O prazo termina dia 3 de abril do ano que vem, o que não se sabe é o futuro partidário do governador Carlos Moisés.

Em uma avaliação rápida, depois das manifestações recentes do prefeito Joares Ponticelli (Tubarão), há uma tentativa de fechar a porta do PP para Moisés, assim como no MDB o tempo passa rápido demais.

Procurar filiação em uma sigla como o Republicanos significará comprar outra briga, devido aos compromissos com Gean, o que sugere a necessidade de definição em breve para Moisés.

 

NATHAN NEUMANN/DIVULGAÇÃO

VIRALIZOU !

Áudio atribuído ao presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli (à direita na foto), em que ele ataca o histriônico Zé Trovão, caminhoneiro que se diz líder do movimento da categoria a favor de Jair Bolsonaro, que não tem um comando único, deve ter efeito contrário. Rabaiolli afirma que “alguém está por trás financiando” o tal Trovão, o que tem tudo para gerar atritos entre os apoiadores do presidente. Ocorre que, menos de 72 horas depois da declaração, Rabaiolli assinou ficha de filiação no PL, do senador Jorginho Mello, um dos mais próximos de Bolsonaro, e passou a defender a redução dos ICMS sobre os combustíveis, bandeira de Zé Trovão quando não está envolvido em rolos e a despistar a Polícia Federal.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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