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sexta-feira, 20 maio, 2022

História de sucesso do lúpulo começa a ser contada na Serra de SC

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Um ex-roçador de estrada, José Lucas da Silva Cardoso, 22 anos, um ex-soldador do Batalhão de Engenharia Rodoviária de Lages, Erithon Cristhian Scheimes, também de 22 anos, e um ex-taxista, Sandro da Silva Gomes, 47, foram os responsáveis por colher os primeiros galhos de lúpulo da Fazenda Modelo Santa Catarina da Ambev, em Lages. O momento aconteceu na tarde dessa quarta-feira (13-4) como parte de uma grande festa promovida pela empresa para festejar o início da segunda colheita deste ano. Em janeiro, aconteceu a primeira dos cones da planta responsável pelo amargor e o aroma das boas cervejas.

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Integrando a equipe de uma dezena de funcionários que atuam na Fazenda Modelo, onde as trepadeiras de lúpulo se espalham por um hectare, José, Erithon e Sandro vêm testemunhando o sucesso de um esforço coletivo iniciado em 2019 para transformar o lúpulo em uma alternativa econômica aos agricultores familiares da região serrana catarinense. A iniciativa reuniu Ambev, Governo do Estado, Epagri, Udesc e Prefeitura de Lages e já conseguiu alavancar o cultivo da planta em várias propriedades.

Lá, o plantio cultivo tem encontrado, graças ao clima e a técnicas, condições favoráveis para se desenvolver. Num momento em que o mercado de cervejas artesanais está mais aquecido do que nunca isso é uma excelente notícia. Melhor ainda é saber que estudos realizados por pesquisadores da Epagri vêm indicando a viabilidade do crescimento do fruto responsável pelo aroma e o frescor da cerveja em outras regiões do Estado.

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De acordo Mariana Mendes Fagherazzi, engenheira agrônoma responsável pelo projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev, as perspectivas para a produção do lúpulo catarinense são as melhores possíveis. “Vem muita pesquisa pela frente”, assegura, como uma autoridade na área: sua tese de doutorado, defendida no Centro de Ciências Agroveterinárias da .Udesc, em Lages, tratou das potencialidades do lúpulo.
Fabricando 14 bilhões de litros da bebida ao ano, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, só perdendo para a China e Estados Unidos. No entanto, praticamente 100% do conservante natural utilizado na elaboração da bebida vêm de terras alemãs e norte-americanas.

Segundo a Aprolúpulo (Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo), sediada em Lages, até agora, 20 propriedades rurais estaduais estão envolvidas com seu cultivo, totalizando uma área de cerca de 20 hectares. Vale lembrar que um hectare com plantas maduras pode atingir uma tonelada de lúpulo.

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No Brasil, os 180 agricultores familiares dedicados ao plantio detêm 60 hectares. Porém, Santa Catarina, cujo território equivale a tão-somente 1,12% do território brasileiro, é o Estado que possui o maior percentual de produtores (27%), seguido do Rio Grande do Sul (22%), São Paulo (18%), Paraná (7%), Minas Gerais (6%) e Rio de Janeiro (5%).

Diante do cenário, não espanta que os olhos de José, Erithon e Sandro brilhem quando lhes pergunto se já pensaram em cultivar o próprio lúpulo algum dia. A resposta do trio é uma sucessão de sim.

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*Reportagem especial de Imara Stallbaum e fotografia Mafalda Press.

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