Já vai longe o tempo em que a FIFA – Federação Internacional de Futebol – dirigia o futebol mundial focada mais em resultados da bola do que em moeda (não por acaso o sólido franco suíço).
Desde 1974 até 1998, na gestão do brasileiro João Havelange e, depois dele, com o suíço Joseph Blatter no comando , até 2015, a entidade afundou em denúncias de corrupção. O brasileiro teve que renunciar para escapar da cadeia, e o suíço saiu corrido com alegação de que embolsou quase 300 milhões de reais em propina.
Gianni Infantino, suíço/italiano, veio depois deles, e ocupa a presidência desde 2015. Até agora sem denúncias, a não as críticas pela esticada da próxima Copa para 48 seleções e três países, com visível pretensão de ter votos para continuar no cargo.
Olha eu aqui…
Sexta-feira passada, Infantino viveu seu grande momento, ao organizar em Washington o sorteio de grupos da próxima Copa, reunindo os presidentes dos Estados Unidos, Canadá e México.
Ele circulou no palco em vários momentos , como se fosse um grande comunicador, puxando para si câmeras, holofotes e microfones e suas piadas infames.
A cerimônia, tirando a abertura maravilhosa com Andrea Bocelli, cantando Nessun Dorma, foi um ato de puxa saquismo dos presidentes, em especial de Donald Trump premiado com o troféu pela paz, criado pela Fifa à pedido dele.
Andrea Bocelli opens the 2025 #FIFAWorldCup draw with a beautiful performance of “Nessum dorma.” pic.twitter.com/UQGSOMYu7L
— MuchMusic (@Much) December 5, 2025
Os três presidentes se prestaram ao comando de Infantino, ao subir ao palco e ridiculamente abrir potes para sortear os nomes de seus próprios países.
E Infantino entre eles fazendo selfie.
A próxima Copa será uma salada de seleções e sedes, certamente percorrida de país a país, se sul a norte, por Infantino em jatinho da multimilionária entidade.
Será um mês inteiro de exposição midiática, à altura de um esperto bobo da corte, que visa lucro e exposição de sua vaidade.









