Julho 21, 2021

Isolamento social provoca aceleração no consumo de podcasts no Brasil

Isolamento social provoca aceleração no consumo de podcasts no Brasil
Reprodução/Divulgação

A pandemia acelerou o crescimento do consumo de podcasts no país. Esta é a constatação de um estudo realizado pela Globo, em parceria com o Ibope, que produziu novos dados inéditos sobre o formato no Brasil.

Entre outras informações que detalham os hábitos de consumo dos brasileiros quando o assunto são programas em áudio digital, a pesquisa mostra que 57% dos entrevistados começaram a ouvir podcasts durante a pandemia, o que faz com que o país já figure em quinto lugar entre o crescimento mais acelerado de adeptos no ranking mundial.  

A pesquisa, desenvolvida entre Globo e Ibope e realizada em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, ouviu mais de mil entrevistados e faz ainda um mapeamento dos fatores que potencializam o consumo dos podcasts e de que maneira o formato se encaixa na rotina dos ouvintes, mostrando os impactos que a pandemia teve em diferentes públicos. 

Além de um crescimento no número de pessoas que ouviram o formato pela primeira vez durante o isolamento social, quem já consumia passou a ouvir ainda mais: 31% dos entrevistados declararam ter aumentado o consumo neste período. Muito disso se explica pelos diferenciais deste tipo de mídia: o podcast ocupa o lugar de companhia frequente, um momento particular do consumidor.

O estudo reforça que o formato é mais "para mim" do que "para nós", e destrincha o que leva as pessoas a ouvir um podcast pela primeira vez: o interesse pessoal é a porta de entrada (41%); curiosidade sobre formato é um motivador (27%); e 26% chegam através da indicação da família e dos amigos. E reitera que o consumo é paralelo a outras atividades: junto com as tarefas domésticas (44%); enquanto navegam na internet (38%); antes de dormir (25%); enquanto trabalham/estudam (24%); em trânsito para trabalho/faculdade (24%); junto com atividades físicas (20%); e aos cuidados pessoais (18%).

As principais mudanças de consumo antes e depois da pandemia são diferentes de acordo com a faixa etária. Se entre os 50+ o formato foi incluído durante as tarefas domésticas, passando de 24% para 41%, entre os mais jovens (16 a 24 anos) o consumo, que era em trânsito para o trabalho ou faculdade, caiu de 40% para 23%. Entre os formatos disponíveis, os podcasts mais curtos são os preferidos: até 15 minutos (21%); entre 15 minutos e 30 minutos (31%); mais de 30 minutos até 45 minutos (20%); de 45 minutos a uma hora (13%); de uma hora a 1h30 (9%); e mais de 1h30 (5%). 

Outro dado relevante é que o estudo mostra que o público não deixa de consumir outras mídias por se tornar adepto de podcasts: seis em cada dez pessoas ouvidas não tiraram nenhuma mídia de seu dia a dia para absorver o podcast.  

Quando o podcast se torna um hábito, a frequência de consumo é alta: 43% ouvem de uma a três vezes na semana e o interesse pelo assunto é o que mais engaja (66%). A linguagem informal e simples também é muito valorizada (64%); e a credibilidade de quem produz (46%) também favorece; enquanto 38% se identificam com os grandes criadores/apresentadores.    

A pesquisa completa está disponível na plataforma Gente.

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Redação Making Of

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