Novembro 02, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada
No futuro, assim será a nova Bombonera do Boca Jr.

1 – El D10s – Maradona

No dia 30 de outubro, Maradona completou 60 anos. Nestes anos dona Tota (Dalma Salvadora Franco) ficou feliz e triste pelo filho que provocou paixões, driblou adversários, conquistou títulos, deu patadas, escorregou pela vida por adição as drogas e gerou polêmicas. Adorado e amado pelos argentinos e napolitanos. Nasceu em Lanús e aos três anos ganhou uma bola de um primo. Durante três meses dormiu com ela com medo de ser roubado. Cresceu na Villa Fiorito e se revelou no Argentinos Juniors aos 16 anos, quando estreou como jogador de futebol profissional. Ao se transferir para o Boca Junior, no intervalo de um jogo, irritado ao entrar no vestiário, tirou a camiseta e a jogou no chão, foi quando ouviu dos companheiros José Maria Suárez e Vicente Pernía: “A camiseta do Boca não deve ser tratada assim. É falta de respeito. Não vais voltar para o segundo tempo. Na próxima vez te bateremos”. Maradona depois foi para a Europa, virou rei em Nápoles e D10 após o Mundial de 86. Na Copa do Mundo de 90, quando a Itália enfrentou a Argentina em Nápoles, dividiu a torcida local com uma declaração: “Agora eles se lembram dos napolitanos?”

Maradona não foi o mesmo no Barcelona e Sevilha.

 

2 – Frases e tiradas de Maradona

“Ganhar do River é como a mãe te acordar de manhã com um beijo”;

“Se ele (Pelé) é o Beethoven, eu sou o Ron Wood, Keith Richards e Bono do futebol, todos juntos. Porque eu era pura paixão”;

 “O futebol é o esporte mais lindo e mais puro do mundo. Me equivoquei e paguei. Mas, a bola... a bola no se mancha”.

 

3 - A mão de Deus?

O árbitro Ali Bennaceur não percebeu ilegalidade por negligência. Mas a história sim. O Pragmatismo. O grito. O gol. O jogo sujo. E “tudo vale”. É futebol!  Anos depois, no livro – “Yo Soy el Diego”, escreveu:

“Agora posso contar a verdade sobre o que defini como o gol feito com ‘La mano de Dios’... Que mão de Deus! Foi a mão de Diego. Foi como roubar a carteira dos ingleses”.

O mundo esperou pelo seu perdão. Maradona apagou a deslealdade com genialidade, segundo Arfchie Macpherson, jornalista da BBC.

 

4 - Paulo Maldini, zagueiro do Milan

Maradona era um exemplo dentro da cancha. Batiam, lhe davam patadas e nunca se queixava. Nunca agiu como os jogadores de agora, que caem ao chão fingindo falta.

 

5 - Viveu assim

Nas noites com mulheres e cocaína, uma combinação muito mais perigosa que seu pé esquerdo. Há muita controvérsia sobre aonde e quando começou o seu romance com a “branca”. Foi na Catalunha, segundo ele: “É uma grande cidade para viver..., menos para um jogador de futebol”. A adição se agravou em Nápoles.

 

6 – Finados

Avaí e Figueirense deveriam em seus sites homenagear aqueles jogadores de futebol que já se foram, com fotos, bandeira a meio pau e com um minuto de silêncio, em reverencia à memória de cada um. Jogadores como: Danilo; Pinga, Adairton, Veneza e Casagrande; Nelinho, Valério e Rogério; Zé Amorim, Moritz e Saul Oliveira. Treinadores Jorge Ferreira e Lauro Burigo.

 

7 - Zombaria

Torcedor do Figueirense chamar o ex-estádio Adolfo Konder de Pasto..., eu aceito. Mas jornalistas! Acho uma deselegância com o homem público e ex-governador “probo” como foi o Dr. Adolfo Konder.  Uma falta de respeito para com a história. Jornalista não pode usar uma linguagem chula, como se fosse um simples torcedor. O futebol e o esporte não são divertimentos para jornalistas, são objetos do ofício, do trabalho. Para um torcedor é um divertimento, um entretenimento, parte da indústria do lazer onde trabalhamos.

 

8 - Queixada

Quando vejo Pedro, do Flamengo, em campo, lembro de um da minha geração chamado: Ademir Menezes, atacante da seleção de 50, do Vasco e do Fluminense. Aproveitando, queria dizer que pênalti se ensina a cobrar, a enganar um goleiro. Na tarde de ontem, recordei de João Saldanha e do Neném Prancha:

“Pênalti é tão importante que o presidente do clube é quem deveria bater!”

 

9 – Avaí

Quantos jogadores da base são titulares? Que contribuição trouxeram os velhos descartados pelos grandes? O que acrescentaram? Na hora o Avaí conta com: Getulio, Rômulo, Jean Martin, Luan Silva, Felipe, Jonathan e Zé Marcos...

 

10 – Figueirense

Aproveitando, o Figueirense joga hoje contra a Ponte Preta, em Campinas. Posto isto gostaria de lembrar que no jogo Flamengo x São Paulo estavam no campo: Felipe Luiz, Tiago Volpi, Bruno Alves, Reinaldo e Pablo que saíram daqui para jogar lá. Mas os que saem de lá, em final de carreira, não jogam o mesmo que eles jogaram e jogam.

 

11 - Olheiro

Vi na TV Internacional x Flamengo, lideres nesta primeira volta do campeonato. Ninguém mais critica os treinadores dos dois clubes, muito menos o rodízio. Vi neste jogo, no meio da semana, Felipe Luiz e William Pottker disputando uma bola na lateral, duas crias do CT do Cambirela. Aqui ainda estão: Pereira, Patrick, Brunetti esperando o reconhecimento de seus torcedores.

 

12 - Demora em reiniciar

Vocês perceberam que, depois de um gol, o jogo demora em recomeçar, esperando as papagaiadas que os jogadores fazem na frente da TV? Demoram mais do que para deixarem o gramado quando substituídos, no entanto o árbitro apressa o jogador, sem que a regra exija, às vezes ameaçando com cartão. Na comemoração faz vista grossa.

 

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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