Na tarde de quarta-feira, 28, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), esteve em Forquilhinha, no sul do Estado, para assinar a liberação de R$5 milhões para a quarta etapa de desassoreamento do Rio Sangão.
Na entrevista, ele falou que preteriu o MDB como vice na sua chapa porque, na sua visão, o partido está com Lula no cenário nacional e mais a frente Jorginho acredita que teria problema.
Essa declaração mostra que o governador cedeu a pressão da ala bolsonarista do PL e decidiu mudar. Agora, ele deve confirmar Caroline de Toni (PL) como a segunda candidata ao Senado e vai aceitar o “pedido” dos bolsonaristas por uma chapa pura.
O governador também confidenciou que “como o PSD foi para cima do Adriano oferecendo para ele ser candidato a governador e coisa parecida lá em Joinville, ele tinha um compromisso comigo e ele resolveu ser meu vice e eu aceitei”.
Muito provavelmente esteja aí a revolta do PSD com o prefeito de Joinville. Ele negociava com o prefeito João Rodrigues, foi convidado para ser o seu vice e até ser o candidato a governador no seu lugar, mas já tendo feito um acordo com o governador Jorginho Mello de não disputar a eleição contra ele ou só disputar a eleição como seu vice.
E o que já se sabe é que o partido Novo já sabia dessas negociações e não interveio, deixando que Adriano Silva e seu grupo tocassem essa escolha, sepultando até a candidatura do deputado federal Gilson Marques ao Senado.
Agora, o PSD já mira um contra-ataque filiando o vereador Cleiton Profeta, que deve ser expulso do PL por conta, segundo o próprio vereador, de um pedido do prefeito, e também não deve dar vida fácil na Câmara Municipal para a futura prefeita Rejane Gambin (Novo).









