Desde que assumiu a cadeira de governador, em janeiro de 2023, Jorginho Mello (PL) achava que o MDB era um partido importante para ter do seu lado. Já no início da sua administração, levou o deputado estadual Jerry Comper (MDB) para a secretaria de Infraestrutura, mas colocou como adjunto um nome da sua confiança para evitar surpresas.
Passou o ano de 2024 todo assediando o MDB e, quando ofereceu mais três pastas no Governo do Estado, Carlos Chiodini, presidente estadual do Massa Bruta, e os deputados estaduais Fernando Krelling, Antídio Lunelli, Emerson Stein e Volnei Weber e mais a senadora Ivette Appel da Silveira entregaram o partido para Jorginho Mello.
A maior promessa era a vaga de vice na sua chapa de reeleição em 2026, mas quando 2025 terminou, uma luz surgiu na cabeça do governador, depois de ter acesso a uma pesquisa que mostrava que o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), agregava mais a sua campanha que todos os emedebistas juntos.
Então, ele apenas comunicou que o MDB perderia a vaga de vice e ela seria dada ao Adriano e ao partido Novo.
O MDB fez uma reunião com as principais lideranças e comunicaram o desembarque do governo. Só que Jerry Comper e Fernando Krelling, que indicou o comandante da Fesporte, disseram que não sairiam e continuariam com o governador.
O MDB se calou e não disse que sim, mas também não disse que não e agora tenta encontrar um novo caminho para não ficar a pé na eleição deste ano.
O MDB tem quase 70 prefeitos em Santa Catarina, mas sabe que muitos deles dependem do dinheiro do Governo do Estado para tirar do papel obras importantes e isso é que dá um alento para que o governador faça o seu jogo sem tem medo dos emedebistas.
JORGINHO MELLO NÃO PARA POR AÍ
Mas Jorginho Mello não descansa e agora convida o deputado Antídio Lunelli para assinar ficha no PL. Nos corredores da Alesc, já é dada como certa a filiação dele no Partido Liberal.
Seguindo a mesma linha, o prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, que já foi vice de Lunelli, também já pediu para Paulo Chiodini, que é o presidente do MDB municipal, a sua desfiliação.
O prefeito fala que terminará a sua administração sem partido, mas se tratando de política, são duas movimentações muito próximas para que isso realmente ocorra.
Na terça-feira, 3, a bancada do MDB na Assembleia se reuniu para o tradicional almoço e conversaram sobre a sápida ou não do Governo do Estado. Fernando Krelling, Emerson Stein e Jerry Comper mantiveram a sua decisão de continuarem com Jorginho Mello e Mauro de Nadal, Antídio Lunelli, Volnei Weber e Tiago Zilli entendem que o MDB deva sair.
Nos próximos dias, o Massa Bruta vai fazer mais uma grande reunião para definir o seu futuro, mas esse parece ser o momento crucial para o MDB seguir sendo um partido forte em Santa Catarina ou se vai começar a cair no limbo e perder representatividade na política estadual.
Isso já aconteceu com muitos diretórios municipais do partido, onde o MDB era muito forte, mas hoje tem pouca ou quase nenhuma expressão política, como nos casos de Blumenau, Florianópolis e Criciúma.
Jorginho Mello realmente tá conseguindo fazer um grande estrago no MDB e, se o partido não mudar o modo de pensar política e principalmente o jeito de conduzi-la internamente, onde há alguns anos vem dando prioridade aos anseios particulares, vai desaparecer e virar apenas uma lembrança na memória dos seus filiados.









