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sexta-feira, 20 maio, 2022

Jorginho usará afagos de Bolsonaro para fazer alianças

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Jorginho usará afagos de Bolsonaro para fazer alianças
REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Apontado como um dos principais responsáveis pela filiação de Jair Bolsonaro no PL, o senador Jorginho Mello contará mais do que com os afagos feitos pelo presidente da República, durante o ato de ingresso na legenda, em Brasília, para pavimentar uma aliança na pré-candidatura ao governo do Estado.

A história simbólica da troca de gravatas entre o presidente e o senador, narrada em discurso por Bolsonaro, e a defesa leonina do governo são troféus para Jorginho, que pretende, ao mesmo tempo, encarnar o anti-Moisés e amealhar o apoio do PP e do Republicanos no Estado, só para citar dois dos partidos do Centrão que antecipam estar juntos com o PL na campanha à reeleição ao Planalto, em 2022.

Estar de bem com o presidente da República ajuda, porém não é tudo em um cenário onde o PP poderá ter candidato ao governo, com opções entre o senador Esperidião Amin e o prefeito Joares Ponticelli, de Tubarão, ou contar com o Republicanos, que tem cargos na administração de Gean Loureiro (União Brasil), na Capital, e no governo de Carlos Moisés (sem partido),dois nomes na corrida eleitoral do ano que vem.

Jorginho, que falou em nome dos congressistas durante a filiação de Bolsonaro (foto principal) e tem folha de bons serviços prestados no difícil momento da pandemia, onde foi certeiro ao garantir a criação um Programa Nacional de Apoio a Micro e Pequena, o Pronampe, sabe que ter o 22 ligado à chapa presidencial ajuda e impõe precauções, caso a eleição reserve fatos novos ou desgastes na corrida ao Planalto.

 

Conservador agora

Jorginho gosta de aparecer ao lado dos conservadores que acompanham Bolsonaro, como nesta foto tirada em Brasília (abaixo), na terça (31), com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho 03 do presidente, e a advogada e jornalista Julia Zanatta, coordenadora Sul da Embratur e que concorreu à prefeitura de Criciúma pelo PL, em 2020.

Julia é um dos muitos casos que devem servir de exemplo para Jorginho: uma das primeiras catarinenses engajadas na causa da direita, desde 2016, amiga da família presidencial, não conseguiu traduzir em votos em uma das cidades mais bolsonaristas do país o estreito relacionamento com o presidente.  

Outro desafio: Jorginho, vitaminado pelas palavras de Bolsonaro, sabe que não faltará munição aos seus adversários, que o ligarão a Lula e Dilma, ambos do PT, e a Michel Temer (MDB), presidentes aos quais o PL e o agora senador estiveram visceralmente ligados, com cargos e espaços generosos no orçamento.

 

Interessante

Bolsonaro faz analogia entre filiação a partidos e casamentos e tem razão, pois trocou oito vezes de partido, está na nona sigla (se considerado que passou duas vezes pelo PP) e tem filhos de três relacionamentos.

Interessante é que no discurso de filiação, onde estava presente Antonio Rueda (do PSL), Bolsonaro ignorou o partido pelo qual concorreu à Presidência e foi eleito, tampouco citou a passagem relâmpago pelo PSC (primeira legenda a lançá-lo ao Planalto, em 2016), e afirmou que veio do PP, quando se referiu aos 28 anos em que passou pela Câmara dos Deputados.

 

Primeiro da fila

O senador Esperidião Amin (PP) cumpriu a máxima de ir até aonde for necessário para garantir a indicação do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal.

Um dos parlamentares que mais pediram a sabatina na CCJ, fato que durou quase cinco meses, Amin estava na sala da comissão mais de uma hora antes da reunião começar nesta quarta (1°).   

 

Contraste

O governo do Estado entregou à Assembleia o Plano de Carreira da Polícia Civil e, nas próximas horas, fará chegar ao Legislativo uma série de projetos que promovem reajustes nas carreiras para o funcionalismo estadual.

Curioso é que, na terça (31), quando esteve em Curitiba para a assumir a presidência do Codesul, o governador Carlos Moisés (sem partido) soube que o colega Ratinho Júnior (PSD), tido como grande gestor, acenou com um reajuste linear para o funcionalismo público do Paraná de volumosos 3%.  

 

Quase fake news

No Paraná, Ratinho Júnior joga por terra aquele argumento meia-boca de que os cofres da administração de Santa Catarina estão abarrotados porque o governo federal deixou de cobrar obrigações durante a pandemia.

A dívida com a União, maior fardo das unidades da federação com Brasília, voltou a ser paga regiamente em dezembro do ano passado, então não é só ajuda, precisa de gestão e isso significa cortar gorduras.

Moisés fez a lição de casa e pagou um preço por isso, enquanto a maioria dos governadores resistiu e preferiu seguir a máxima de manter privilégios e contratos milionários.

 

País afora

Pré-candidato ao governo pelo Podemos, agora do presiddenciável Sérgio Moro, o prefeito Fabrício Oliveira tem feito um périplo pelo país e até no exterior, onde participou da Expo Dubai.

Está no ar em rede nacional com a entrevista concedida à coluna Giro Bussiness, do jornalista Sérgio Waib, transmitida pelo Canal Band News, onde fala de parcerias coma iniciativa privada, enquanto aguarda a grande festa de abertura da temporada de verão em Balneário Camboriú, no sábado, dia 4 de dezembro, com a inauguração da nova Praia Central, que teve a faixa de areia aumentada.  

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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