Junho 07, 2021

Julia Zanatta reage à citação de seu nome pela PF

Julia Zanatta reage à citação de seu nome pela PF
REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Mesmo que sequer tenha sido considerada investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura os atos antidemocráticos de maio de 2020, a advogada e jornalista catarinense Julia Zanatta, hoje coordenadora regional Sul da Embratur, é citada em relatório divulgado pelo O Estado de S.Paulo pelos diálogos que manteve com o blogueiro Allan dos Santos, via WhatsApp.

Julia reagiu à ilação de que ela faria parte tratativas de Allan com o filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de quem a advogada é amiga pessoal, como o registrado na foto (hoje é necessário se acentuar a pessoalidade, pois existem os “amigos” de redes sociais), para uma indicação à Secretaria da Radiodifusão no governo federal, algo que a investigação considera fundamental para aparelhar a administração pública.

Allan é apontado como alguém próximo de parlamentares bolsonaristas e servidores de baixo escalão do governo federal e teria interesse em “abrir espaço” para o blog dele, o Terça livre, de acordo com a reportagem, que cita o relatório da PF.

Julia confirma os diálogos e a sondagem do nome dela a secretaria, mas desmonta a tese com os atos ocorridos em maio de 2020, ao informar que a troca de mensagens foi mantida entre janeiro e fevereiro de 2019, primeiros momentos do governo Bolsonaro, recém-empossado, quando, antes de sua gravidez, pretendia morar em Brasília.

 

Pelo em ovo

Considerada uma das conservadoras mais alinhadas com a família Bolsonaro e o governo federal no Estado, Julia questiona se “só no Governo Bolsonaro virou crime indicar pessoas de confiança e amigos”.

Filiada ao PL, ela concorreu à prefeitura de Criciúma, em 2020, Julia só chegou a um cargo federal no dia 6 de abril deste ano, quase 12 meses depois do ocorrido nos atos investigados pela PF, que também passam pela deputada federal Caroline de Toni (PSL), igualmente catarinense e aliada de Bolsonaro.

 

Por que agora?

O caso veio à tona depois que a Procuradoria Geral da República pediu o arquivamento das denúncias contra uma série de servidores, parlamentares e alinhados com os Bolsonaro, um deles Allan dos Santos, que pediram em manifestações a intervenção militar, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, que determinou a abertura do inquérito.

No caso da relação entre Allan e Eduardo Bolsonaro, chamado de Duda pela advogada Julia Zanatta, tal a proximidade que remonta muito antes do pai do deputado virar presidente ou oficializar a candidatura, o blogueiro seria o elo com o chamado “Gabinete do Ódio”, responsável por disseminar notícias falsas e acirrar os ânimos contra as instituições da República.  

 

Copo cheio, copo vazio!

Adversários do governador Carlos Moisés fizeram questão de dizer que, no relatório das contas aprovadas, semana passada pelo TCE, como menor número de recomendações e ressalvas dos últimos 18 anos, o que deveria pegar era o gasto com os 200 respiradores, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões junto à Veigamed.

Já que não obtiveram eco em suas afirmações, houve um momento delicado nos bastidores quando confrontado o dado de que, entre 2016 e 2017, quando a Saúde tinha uma dívida histórica – já paga por Moisés - e o gasto com a Assistência Social era de R$ 14 milhões, os investimentos em publicidade oficial do governo do Estado eram de R$ 150 milhões.

Entre 2019 e 2020, os gastos com a propaganda institucional da atual administração estadual somaram R$ 11 milhões e os com a Assistência Social superaram os R$ 53 milhões, bom tema para a analogia clássica entre o copo meio cheio, meio vazio no quesito prioridade.

 

Nova fase

A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL) visitou o governador Carlos Moisés, no Centro Administrativo, em pleno feriado do dia 2 de junho.

Ela já havia declarado, em recente visita de Moisés à Assembleia, depois de retornar ao cargo, que entendia agora pelo que o governador passava, mas o gesto da conversa republicana tem outro significado: sem mudar de posição, ambos se aproximam.

 

Precaução

Nas redes sociais, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) confirma que foi internado para tratar melhor de uma desidratação.

Moreira se recupera da Covid-19 e fez um alerta aos catarinenses por ter contraído a doença mesmo após tomar duas doses da vacina.  

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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