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quinta-feira, 26 maio, 2022

Kassab prega candidatura para afastar a cobiça

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Kassab prega candidatura para afastar a cobiça
DIVULGAÇÃO

Sem a presença do presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), pré-candidato ao Planalto, ausente por um problema de agenda, o PSD mostrou vitalidade ao reunir pré-candidatos a deputado (estadual e federal) e ao governo, na Arena Petry, em São José, e para ouvir o presidente nacional Gilberto Kassab dizer o que até os postes sabem: a sigla precisa ter cabeça de chapa ao governo do Estado.

É muito mais do que a questão de um palanque para Pacheco, que lutará para ser a terceira via, trata-se de criar uma alternativa para que o prefeito João Rodrigues (Chapecó), o ex-prefeito Napoleão Bernardes (Blumenau) e o ex-governador Raimundo Colombo sejam o antídoto para espantar o assédio de outras siglas e demais candidatos a governador.

Um rápido cálculo já coloca o PSD na mira do prefeito Gean Loureiro (União Brasil), do governador Carlos Moisés (sem partido), de Fabrício Oliveira (Podemos) e, em futuro próximo, do MDB, de quem já foi aliado e que, no momento, enfrenta um dilema shakespeareano.

 A cobiça faz sentido em um cenário em que poucos, fora da legenda, acreditam que os pessedistas tenham intenção firme ou estejam unidos em torno da tríade, já que líderes como o deputado Julio Garcia têm circulado no entorno de outras pré-candidaturas com desenvoltura.

 

Nomes

O deputado federal Hélio Costa, ainda no Republicanos, tem sido presença constante nos eventos do próximo endereço partidário, o PSD, e não foi diferente na visita de Kassab.

Quem ganhou espaço nobre foi a ex-prefeita de São José, Adeliana Dal Pont, saudada como pré-candidata à Assembleia na condição de presidente do PSD Mulher.

 

Mesmo erros

O MDB catarinense repete agora a sequência de equívocos que levaram o maior partido do Estado ao fracasso do terceiro lugar na eleição ao governo, em 2018, e à diminuição das bancadas estadual e federal em um cenário em que havia a coligação à proporcional.

À época, o discurso dos que chegaram à direção do partido era o de que se fazia necessária a renovação, a mudança de comando, clara alfinetada nos ex-governadores Luiz Henrique e Eduardo Pinho Moreira, curiosamente responsáveis pelas maiores vitórias da sigla na história, no período entre 2002 e 2016.  

Serve hoje a avaliação do choque de realidade, com a sigla em declínio nos principais municípios do Estado, praticamente inexistente em Blumenau, perigosamente destroçada em Florianópolis e na bacia das almas em Joinville e São José, o que não combina com a arrogância e falta de determinação de muitos dos líderes emedebistas interessados, tão somente, em projetos pessoais.

 

Reação

Deputado federal Darci de Matos (PSD), bolsonarista de quatro costados, não poupou críticas ao governo federal sobre o corte de R$ 40 milhões das obras nas BRs 470 e 163 em Santa Catarina e mais R$ 12 milhões retirados de outras rodovias catarinenses.

O deputado acentua que sempre vota com o governo, mas que o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) “deve para Santa Catarina’, uma alusão às ações feitas pelo Fórum Parlamentar Catarinense pela garantia de recursos para as obras.

Darci acrescenta o dado de 2019, onde o Tesouro Nacional recebeu R$ 77 bilhões em tributos de Santa Catarina, enquanto só R$ 7 bilhões retornaram ao Estado.

 

Puro preconceito

Secretário de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Soares Lima explica que na judicializada questão da construção da Penitenciária de Imaruí, no Sul do Estado, polêmica que não sai do papel há 10 anos, houve adequações ao projeto para ajudar em uma conciliação junto à Justiça Federal, que impediu a obra.

A capacidade de detentos na instituição foi diminuída de 2 mil para 700 e, na visão de Lima, todo o imbróglio está dentro de um contexto de preconceito, muito além das alegadas razões de temor com a segurança da comunidade.

O secretário lembra que, em outras cidades, não houve a tal mobilidade das famílias dos presos em grande proporção, ninguém circula a pé até as penitenciárias, os acessos são ou estão sendo pavimentados e há o ganho de que a água e os esgotos das unidades são tratados, inclusive em municípios que sequer os moradores têm acesso ao benefício de saneamento.  

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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