Força coletiva
O início do Campeonato Catarinense 2026 deixa claro que o Figueirense largou alguns passos à frente dos concorrentes. São duas vitórias, 100% de aproveitamento e, mais do que os números, uma equipe que transmite segurança. O time sabe o que quer dentro do jogo, controla os momentos da partida e não se deixa levar por ansiedade. Há um padrão bem definido e isso tem nome: trabalho consolidado. A vitória por 1 x 0 sobre o bom time do Marcílio Dias é um grande indicativo desta consolidação alvinegra.

Mão experiente
Waguinho Dias consegue extrair o máximo de um elenco experiente, cancheiro e competitivo. Jogadores rodados, tranquilos, que entendem o peso de cada ponto num campeonato curto. A ambição está declarada: vencer sempre para garantir vantagem no mata-mata. Mesmo assim, o discurso já aponta para a maturidade, e a atenção agora se divide entre o jogo em Brusque no meio de semana e o clássico que se aproxima. Quem pensa grande, pensa rodada a rodada.
Reconstrução azul
No Avaí, o cenário é outro. A remontagem do elenco cobra seu preço. Foram muitas de 20 saídas, aposta pesada na base e um time que ainda não se encontrou. A vitória sobre o Barra não escondeu as dificuldades, e a derrota para o Criciúma por 2 x 1 evidenciou problemas de entrosamento e erros individuais. Reconhece-se o início de trabalho, mas o desempenho preocupa, sobretudo pela fragilidade defensiva e pela sobrecarga no meio-campo.

Alerta ligado
Estar fora da zona de classificação tão cedo acende o sinal de alerta na Ressacada. O planejamento começou tarde, com cortes já anunciados, e o tempo é curto. O técnico Cauan de Almeida terá que acelerar processos: colocar reforços para jogar, dar mais qualidade individual e, principalmente, ajustar o coletivo. Tropeçar novamente em casa diante do Carlos Renaux na quarta-feira (14) pode significar um comprometimento real da campanha.
Grife sem brilho?
A Chapecoense, mesmo carregando o carimbo de Série A, ainda não justificou o status em campo. Um empate em casa e uma derrota contundente para o Camboriú por 2 x 0 mostram uma equipe distante do esperado. A preparação não se refletiu em desempenho, e o revés poderia ter sido ainda mais elástico. Há margem para evolução, sem dúvida, mas o futebol apresentado até aqui está abaixo do que a camisa pede.

Reação urgente
Assim como o Avaí, a Chape também está fora da zona de classificação e precisa reagir imediatamente. O clássico regional contra o Concórdia surge como oportunidade e, ao mesmo tempo, teste de convicção de trabalho. O campeonato é curto, implacável com quem demora a engrenar. Enquanto o Figueirense aproveita o embalo e se consolida, Avaí e Chapecoense correm contra o relógio para não transformar um início irregular em um problema maior na luta pelo título. Teremos surpresas.









