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sábado, 28 maio, 2022

Lúcidas e válidas

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Lúcidas e válidas

Lúcidas e válidas

Um dia desses conversava com minhas amigas sobre como percebemos os primeiros sinais de não sermos mais jovens aos olhos dos outros. O alerta inicial veio com a palavra “senhora”. No início, um chamamento raro e depois aumentando até se tornar definitivo. Creio que acontece com todas, mas a gente deixa mesmo de ter dúvidas, quando os vendedores nos abordam com “as meninas vão querer o quê?”.

Já ouvi relatos mais traumáticos sobre esse insight, como o de uma conhecida, bonitona e vaidosa, passar por um grupo de rapazes e perceber que já não olhavam mais para ela, como antes, e sim para sua filha. Tornara-se invisível.

Ninguém escapa da inclemência do tempo. A atriz Tônia Carreiro, uma das mulheres mais belas do mundo, contou que descobriu no diário do cineasta italiano, Adolfo Celi, então seu marido, a anotação “Tônia começa a envelhecer”. Ela ainda não tinha quarenta anos.

Décadas depois, ao completar 82 anos, a atriz comentou: “envelhecer é ruim para qualquer mulher, mas, para quem foi muito bonita, é pior ainda”. Ela falava de si mesma, olhando as manchas da idade em suas mãos. “Mas estou lúcida e válida. Envelhecer pode ser chato, porém a outra opção é morrer”, concluiu Tônia.

Algumas mulheres lidam bem com as transformações estéticas. Tornam-se mais interessantes por outros fatores, como a própria segurança da maturidade. Outras, acostumadas a fazer do assédio dos homens seu centro de felicidade, sofrem mais quando deixam de ser alvo do desejo masculino.

Se serve de consolo, essa virada de chave não ocorre só com as mulheres. Dou como exemplo o caso de um conhecido, que parou seu carrão, recém comprado, para dar carona a uma jovem e bela desconhecida. Encostou, baixou o vidro, sentindo-se o Justin Bieber, e ouviu da jovem: “Tio, o senhor vai para o centro?” Neste ponto poderíamos emendar com a Síndrome do tio Sukita, mas aí já é outra história.

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MICROCONTO

Mais um miniconto para o desafio “Grandes Mulheres”, proposto pelo escritor e professor Robertson Frizero para o coletivo Literatura Mínima. Aguardem que vem aí a coletânea de 26 autores sobre o tema!

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Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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