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Mais uma narrativa da comunicação de Jorginho Mello que não deve colar

 

A briga interna do PL de Santa Catarina pelas vagas ao Senado em 2026 teve um dos seus últimos capítulos quando o assunto é Carlos Bolsonaro.

Com a afirmação de que o pai “ama aquele Estado”, Carlos confirmou na quarta-feira, 12, que já é pré-candidato a senador pelo PL catarinense.

A afirmação aconteceu num evento ocorrido na Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro, onde recebeu a medalha “Pedro Ernesto”, que é a maior condecoração daquele legislativo. Na solenidade, ele recebeu também o título de cidadão Niteroiense.

Segundo Carlos, ele encerra uma trajetória de 25 anos no legislativo carioca. “Essa é uma cidade que eu amo, é a cidade que eu cresci”. Se referindo a Santa Catarina, diz também que “não é uma simples escolha do meu pai”.

Ele fala que também ama Santa Catarina e que vai carregar os valores do pai, independente onde estiver.

 

ÚLTIMA TENTATIVA

Ainda tentando barrar a vinda de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, a comunicação do governador Jorginho Mello (PL) soltou que o clã Bolsonaro já estava cogitando lançar o filho do ex-presidente a senador por outro Estado por conta da rejeição que ele supostamente teria junto ao eleitor catarinense.

Muitos políticos do PL ligados a Jorginho Mello fazem questão de lembrar que Jair Bolsonaro, quando foi presidente, preferiu priorizar os estados do Norte e Nordeste e preteriu Santa Catarina, que se transformou no Estado mais bolsonarista do Brasil.

A obra mais lembrada, que foi esquecida por Jair Bolsonaro, foi a duplicação da BR 470. Muitos liberais dizem que o ex-presidente tinha a obrigação de terminar essa obra, mas que o ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) se obrigou a colocar dinheiro do Estado para a obra não parar.

Fato é que, a ala do PL que está com o governador já fala que Santa Catarina sempre será um estado conservador e de direita, mas com Jair Bolsonaro enfiando goela abaixo os filhos Carlos e Jair Renan como candidatos em 2026, pode deixar de ser bolsonarista.

O problema para Jorginho é que os bolsonaristas aumentam a pressão para que o PL tenha ao Senado Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, consolidando a chapa pura.

Se eles conseguirem isso, devem também exigir que o MDB não seja o vice na chapa de reeleição do governador.  

 

Veja o vídeo de Carlos Bolsonaro (PL):

 

 

 

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