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domingo, 22 maio, 2022

Manobra tende a comprometer investigações em SC

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Manobra tende a comprometer investigações em SC
EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO

Quem conhece a expressão tiro no pé sabe muito bem que se o senador Jorginho Mello (PL) conseguir provar que há recurso federal em episódios como o da compra de 200 respiradores com pagamento antecipado de R$ 33 milhões sem a garantia de entrega, fará com que tudo que foi investigado, até o momento, volte à estaca zero, seja anulado como prova.

Jorginho quer convocar o governador Carlos Moisés, ex-assessores como os secretários Helton Zeferino (Saúde) e Douglas Borba (Casa Civil) e outros envolvidos no rumoroso caso, que está em vias de conclusão pelo Ministério Público Estadual para a apresentação da denúncia, tanto na esfera criminal quanto na de improbidade administrativa.

O episódio, um dos mais investigados da história, por Polícia Civil, Polícia Federal, ministérios públicos Estadual e Federal, além do Tribunal de Contas catarinense, não encontrou vestígios de culpabilidade de Moisés, tampouco repasses da União para a malfadada compra, como consta na decisão que arquivou a investigação no Superior Tribunal de Justiça.

Prolatada pelo ministro Benedito Gonçalves, a devolução ao foro estadual baseava-se também na ausência de recurso da União na operação que adquiriu os ventiladores para UTIs.

 

À espera

Os advogados dos investigados, prestes a virarem denunciados, estão à espera da manobra de caráter político, que visa expor Moisés na mídia para angariar antipatia nacional e requentar o que já foi arquivado igualmente na seara política, em um julgamento de impeachment.

Jorginho deveria avaliar melhor o ímpeto em promover o embate eleitoral antecipado, de olho em 2022, visto que o objeto da CPI é escancarar o mau uso do dinheiro repassado pelo governo de Jair Bolsonaro, e, qualquer tentativa de federalizar os episódios em Santa Catarina, corre o risco de deixar um rastro de impunidade muito maior, algo que hoje só interessa aos advogados dos investigados, aos próprios na mira do MP e aos mais radicais seguidores do presidente da República no Estado.

 

A saber

O Ministério Público Estadual forneceu à CPI da Covid documentos em que afirma que há 31 investigações sobre procedimentos que apuram irregularidades na aplicação de recursos públicos no combate à pandemia.

São questões que ainda não estão conclusas e que o próprio MP ressalva que estão na fase de coleta de provas e depoimentos, o que impede a constatação da origem das verbas.

 

Que seja

O governador Carlos Moisés reagiu à provocação de Jorginho, que deve ser votada pela CPI nesta quarta (26), entre os requerimentos de convocação de 12 prefeitos e ex-prefeitos e nove governadores.

Veja o que Moisés divulgou nas redes sociais:

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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