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quinta-feira, 26 maio, 2022

“Melhor morrer que não ser famosa”

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“Melhor morrer que não ser famosa”

Escuto muito que assistir BBB emburrece, gente inteligente não assiste etc… Discordo. Um programa que confina humanos num mesmo espaço durante meses, gera ótimo material para reflexão. Tudo depende do olhar. 

Essa edição do BBB, por exemplo, mal começou e já rendeu um bom debate. O primeiro eliminado foi um ator e bailarino catarinense, de 22 anos. Desde que entrou na casa, Luciano admitia estar ali atrás de fama. Sempre sonhou em ser conhecido num nível Beyoncé, contou.  Embora, a maioria também esteja ali buscando acima de tudo ser famoso – ou ainda mais famoso- o sincericídio do participante ajudou na sua eliminação.

Quem estranhou o desejo do rapaz ainda não se deu conta que as redes sociais elevaram a necessidade de sair do anonimato a um nível absurdo. Não ser conhecido nas redes é como inexistir, estar fora do mundo, ser desimportante.

Ouvi, perplexa, uma produtora  cultural norte-americana  contar  na televisão que a filha diz ser ” melhor morrer que não ser famosa”. A mãe relatou isso sem aparentar preocupação, como se fosse uma coisa natural.

A minha geração também queria fazer sucesso e ter uma carreira profissional bem-sucedida. No caso dos jornalistas, tornar-se um correspondente estrangeiro, era um sonho.

O que mudou é o desejo da fama pela…fama. Uma das pioneiras foi Paris Hilton, a herdeira da cadeia de hotéis Hilton. Ser uma it girl, mesmo sem grandes talentos, a tornou mundialmente conhecida. As Kardashians elevaram o conceito à enésima potência. Hoje, mãe e filhas são donas de um império que inclui várias marcas de cosméticos a roupas. Souberam transformar a fama fútil em fortuna.

Penso que as coisas tomaram um caminho perigoso. Se antes, na adolescência a gente queria ser popular na escola, o que significava ter cinco amigos, agora a ânsia é por bem mais. Não há contentamento sem milhares de likes num post ou sem milhões de seguidores no perfil. Sentir-se aceito pelo mundo ficou muito, muito mais difícil. 

Sinto uma profunda compaixão pelos tantos jovens que se frustarão e serão infelizes por perseguirem uma miragem. Não é à toa que a cada dia crescem os casos de depressão nesta fase da vida que deveria ser de pura alegria. Se há retorno? Receio que não. 

 

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MICROCONTO DE DOMINGO

 

Acho que este foi o primeiro microconto que escrevi dentro do Projeto Literatura Mínima, há exatamente um ano. O desafio proposto pelo professor e escritor Robertson Frizeiro foi tema livre em trinta palavras. Relendo, não sei se ficou bem claro. O que acham?

 

 

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Brígida Poli
Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".
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